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Macau acolhe pela primeira vez finais da Liga das Nações feminina de voleibol

Macau acolhe pela primeira vez finais da Liga das Nações feminina de voleibol

Macau vai receber pela primeira vez as finais da Liga das Nações feminina de voleibol, de 22 a 26 de julho, anunciou hoje a organização.

Lusa /
Foto: Vince Fleming Unsplash

Numa conferência de imprensa, a presidente substituta do Instituto do Desporto, Lei Si Leng, defendeu que o território tem “uma verdadeira febre pelo voleibol”, após acolher por três vezes fases preliminares do torneio (2018, 2019 e 2024).

Esta vai ser a primeira vez que a região chinesa organiza as finais desde 2011, altura em que a competição ainda se chamava Grande Prémio Mundial feminino de voleibol e tinha um formato diferente.

As finais irão contar com a China, como equipa anfitriã, e as sete equipas mais bem classificadas das três rondas preliminares, que começaram em 03 de junho e decorrem até 12 de julho.

A Liga das Nações conta com a participação de 18 seleções nacionais, incluindo Brasil. As brasileiras, que ficaram em segundo lugar em 2025, estão também na segunda posição após a primeira ronda preliminar, só com vitórias.

Numa mensagem transmitida por vídeo, o diretor de produto da Volleyball World, o antigo jogador brasileiro Marcelo Hargreaves da Costa, disse estar “orgulhoso e contente” por trazer as finais da Liga das Nações feminina para Macau.

Os jogos vão decorrer na Nave Desportiva dos Jogos da Ásia Oriental, conhecida como Macau Dome, em formato de eliminatórias diretas, com uma derrota a valer a eliminação.

As finais da competição, que funciona sob a égide da Federação Internacional de Voleibol (FIVB), são coorganizadas pelo Instituto do Desporto, pela operadora de casinos Galaxy Entertainment Group e pela Associação Geral de Voleibol de Macau-China.

Na mesma conferência de imprensa, Philip Cheng Yee-sing, diretor do Galaxy Entertainment Group, prometeu um conjunto de eventos paralelos “para estreitar a relação do voleibol com a comunidade”.

Num comunicado, os organizadores disseram esperar que as finais possam ajudar a promover “o desenvolvimento do turismo desportivo” e tornar Macau numa “Cidade do Desporto”.

Desporto, comércio e convenções e exposições são um dos quatro setores-chave apontados pelo Governo local para diversificar a economia da cidade, altamente dependente das receitas dos jogos de fortuna e azar.

De acordo com dados oficiais, os casinos representaram quase metade (47,3%) do Produto Interno Bruto (PIB) de Macau em 2025. Se ao jogo se juntar o turismo, então este setor reuniu 74,1% da economia local.

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