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Médico espanhol da LA-MSS critica métodos da Federação

Médico espanhol da LA-MSS critica métodos da Federação

O médico espanhol da LA-MSS, suspenso preventivamente tal como outros oito elementos da equipa por suspeita de doping organizado,
questionou esta segunda-feira, em carta dirigida ao presidente da Federação Portuguesa de Ciclismo (FPC), os métodos disciplinares daquele organismo. 

RTP /
O médico espanhol da LA-MSS, suspenso preventivamente tal como outros oito elementos da equipa por suspeita de doping organizado J. CALDERA

"O que fazem é, ao contrário da Justiça comum (...), julgar todos culpados
mesmo que o processo não tenha chegado ao seu fim e se demonstre o contrário, para destroçar uma equipa e todos os trabalhadores que vivem, acreditam e a apoiam economicamente", acusa Marcos Maynar Mario, numa missiva datada de Cáceres. 
 
O clínico, docente na Universidade da Extremadura, sugere ainda que terão existido "informações privilegiadas para alguns sobre os movimentos policiais", adiantando que terão sido avistados "movimentos de camiões de outras equipas" na noite anterior à operação realizada pela Polícia Judiciária (PJ) e o Conselho Nacional Antidopagem (CNAD) junto da LA-MSS. 
 
Há dois meses e meio, a PJ e o CNAD apreenderam vários materiais, alegadamente relacionados com a prática de doping, o que originou a suspensão preventiva de nove elementos da equipa apoiada pelo Póvoa Cycling Club (PCC). 
 
Impedidos de exercer as suas funções estão o presidente do PCC e principal patrocinador do conjunto, Luís Almeida, o director-desportivo Manuel Zeferino, Marcos Maynar, o massagista Paulo Silva e cinco corredores. 
 
"Não tenho conhecimento de qualquer carta porque ainda estou na China. Não há comentários a fazer. O processo está a decorrer normalmente e a FPC só fez aquilo que tinha a fazer perante os dados disponíveis", contrariou Artur Lopes, presidente da FPC e ainda em Pequim, onde acompanhou as prestações olímpicas de Nuno Ribeiro e André Cardoso.
 
   
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