Mexicana campeã olímpica morreu aos 35 anos

Mexicana campeã olímpica morreu aos 35 anos

A halterofilista Soraya Jimenez, primeira mexicana a conquistar uma medalha de ouro olímpica, morreu na quinta-feira, aos 35 anos, vítima de um enfarte, anunciou o Comité Olímpico Mexicano.

CB/Lusa /
Soraya Jimenez MOP

  "A campeã olímpica Soraya Jimenez Mendivil morreu na sequência de um enfarte esta quinta-feira. Soraya foi a primeira atleta mexicana a ganhar uma medalha de ouro no início do halterofilismo feminino, nos Jogos Olímpicos Sydney2000", indicou o Comité no seu sítio oficial.   
   
    Oitava nos Campeonatos do Mundo em 1999, a atleta de apenas 1,54 m de altura surpreendeu os especialistas da modalidade ao levantar em Sydney 127,5 quilos, sinónimo do ouro olímpico na categoria de -58 kg.   
   
    Esta vitória, a primeira de uma atleta feminina mexicana em Jogos Olímpicos, constituiu, na época, o ponto de partida para as mexicanas numa modalidade habitualmente reservada aos homens.   
   
    Em 2004, Soraya Jimenez colocou, prematuramente, um ponto final à sua carreira devido a problemas recorrentes na perna esquerda -- que lhe valeram, pelo menos, 14 cirurgias. Dois anos antes, teve um controlo antidoping positivo, à margem de um torneio pan-americano, na Venezuela.   
   
    Depois da "reforma" como atleta, Soraya trabalhou como jornalista desportiva na televisão, mas nos últimos anos teve variados problemas de saúde, nomeadamente acidentes cardiorrespiratórios que levaram a que perdesse um pulmão.   
   
    "Soraya pagou as consequências de ter treinado rigorosamente e do trabalho intenso nos anos em que foi atleta", considerou Nelson Vargas, ex-presidente da Comissão Nacional dos Desportos do México.   
 
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