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Mundiais de canoagem. Treinador português desafiado a devolver K4 sueco aos Jogos
André Coelho é o treinador português que a seleção de canoagem da Suécia descobriu para, pela primeira vez em cerca de 20 anos, qualificar um barco de equipa masculino para os Jogos Olímpicos, em Los Angeles2028.
“Estava à procura de desafios diferentes, sair de Portugal e ter uma experiencia distinta. Depois do meu trabalho de anos na federação portuguesa, fui contactado pela sueca e estivemos em conversas e negociação durante uns dois meses. Comecei a trabalhar oficialmente com eles em 2025”, contou o técnico de 36 anos.
Em declarações à Lusa, o aguedense doutorado em Ciências do Desporto pela Universidade de Coimbra, revela que se deparou com uma realidade desportiva completamente diferente.
“É a cultura que encontramos no IKEA, pois o país não tem treinadores profissionais, tudo funciona à base do voluntariado e, muitas vezes, são os próprios atletas que orientam o seu processo de treino. Cada um trata de si”, explica.
Dentro deste modelo que privilegia os “projetos individuais”, os K1, a capacidade coletiva (K2 e K4) da Suécia foi esmorecendo gradualmente e agora o processo de inversão encerra “muitos desafios”, já que, para trabalhar uma tripulação de equipa, o K4 500 metros, a primeira missão é conseguir juntar canoístas para convergir nesse propósito, num modelo no qual os clubes funcionam muito à base do tempo e boa vontade de alguns.
“É uma transição entre um sistema mais voluntário, no qual, ao contrário de Portugal, os atletas até pedem para treinar sozinhos, e um sistema que procura ser cada vez mais profissional", elucida o técnico que fixou base no lago Vättern, longe dos maiores centros urbanos.
Além dos desafios desportivos, André Coelho teve um conjunto de outros obstáculos na adaptação à Suécia, desde logo a reduzida exposição solar no inverno, com ténue luz de umas escassas seis horas, além das temperaturas negativas que podem superar os -20.º que gelam os cursos de água, um dos motivos pelos quais está a preparar uma base de trabalho em Portugal para essa altura do ano.
“Isso ajudará a explicar a cultura da Suécia, um país cinco vezes maior do que Portugal, mas com a mesma população, no qual se valoriza o respeito pelo espaço individual, com poucos abraços e raro contacto com estranhos, além de regras de silêncio em transportes públicos”, descreve.
André Coelho colaborou com a Federação Portuguesa de Canoagem entre 2016 e 2023, essencialmente na formação: desenvolveu o projeto "Mais Canoagem", de captação e desenvolvimento da modalidade, que “resultou num aumento de 30 a 40% no número de desportistas filiados e na adesão de cerca de 15 novos clubes à federação”.
Esta experiência na Suécia, conta, teve igualmente o condão de o fazer olhar de forma diferente para o seu país.
“Ensinou-me claramente a valorizar e a reconhecer o bom trabalho que é realizado em Portugal, seguramente uma das melhores referências internacionais”, vincou.
Ainda assim, quando terminar o vínculo à Suécia, espera que os seus pupilos cheguem mais rápido à meta do que os da seleção que o formou, que é a atual campeã do Mundo (K4 500).
Em declarações à Lusa, o aguedense doutorado em Ciências do Desporto pela Universidade de Coimbra, revela que se deparou com uma realidade desportiva completamente diferente.
“É a cultura que encontramos no IKEA, pois o país não tem treinadores profissionais, tudo funciona à base do voluntariado e, muitas vezes, são os próprios atletas que orientam o seu processo de treino. Cada um trata de si”, explica.
Dentro deste modelo que privilegia os “projetos individuais”, os K1, a capacidade coletiva (K2 e K4) da Suécia foi esmorecendo gradualmente e agora o processo de inversão encerra “muitos desafios”, já que, para trabalhar uma tripulação de equipa, o K4 500 metros, a primeira missão é conseguir juntar canoístas para convergir nesse propósito, num modelo no qual os clubes funcionam muito à base do tempo e boa vontade de alguns.
“É uma transição entre um sistema mais voluntário, no qual, ao contrário de Portugal, os atletas até pedem para treinar sozinhos, e um sistema que procura ser cada vez mais profissional", elucida o técnico que fixou base no lago Vättern, longe dos maiores centros urbanos.
Além dos desafios desportivos, André Coelho teve um conjunto de outros obstáculos na adaptação à Suécia, desde logo a reduzida exposição solar no inverno, com ténue luz de umas escassas seis horas, além das temperaturas negativas que podem superar os -20.º que gelam os cursos de água, um dos motivos pelos quais está a preparar uma base de trabalho em Portugal para essa altura do ano.
“Isso ajudará a explicar a cultura da Suécia, um país cinco vezes maior do que Portugal, mas com a mesma população, no qual se valoriza o respeito pelo espaço individual, com poucos abraços e raro contacto com estranhos, além de regras de silêncio em transportes públicos”, descreve.
André Coelho colaborou com a Federação Portuguesa de Canoagem entre 2016 e 2023, essencialmente na formação: desenvolveu o projeto "Mais Canoagem", de captação e desenvolvimento da modalidade, que “resultou num aumento de 30 a 40% no número de desportistas filiados e na adesão de cerca de 15 novos clubes à federação”.
Esta experiência na Suécia, conta, teve igualmente o condão de o fazer olhar de forma diferente para o seu país.
“Ensinou-me claramente a valorizar e a reconhecer o bom trabalho que é realizado em Portugal, seguramente uma das melhores referências internacionais”, vincou.
Ainda assim, quando terminar o vínculo à Suécia, espera que os seus pupilos cheguem mais rápido à meta do que os da seleção que o formou, que é a atual campeã do Mundo (K4 500).