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Paços de Ferreira leva a votos venda faseada da SAD para garantir "sobrevivência"
O presidente do Paços de Ferreira, Rui Abreu, disse hoje que a proposta de venda faseada do capital da SAD, após transformação da SDUQ, será votada brevemente pelos sócios e é decisiva para a “sobrevivência do clube” de futebol.
“Não sou o maior fã de SAD, mas, do ponto de vista do clube, para o Paços de Ferreira esta é uma questão de sobrevivência. Esta solução permite repor o equilíbrio financeiro, terminar a época com tranquilidade e evitar o risco de não inscrever a equipa na próxima temporada”, disse Rui Abreu, em declarações à agência Lusa.
O dirigente pacense entende que o modelo atual de gestão deixa o clube numa “situação bastante mais complicada”, daí a necessidade de “trazer soluções para um problema que é grande”.
“Não é possível manter o clube nos moldes atuais e gerir as poucas receitas fora do futebol profissional, por exemplo, com o passivo existente. Vai ser definhar até morrer”, advertiu.
A solução a sufragar pelos sócios em Assembleia Geral (AG) extraordinária no final do mês passa por vender, de forma faseada, o capital social da SAD, após transformação da SDUQ, a uma sociedade desportiva de capital estrangeiro, maioritariamente da América do Sul.
“Numa primeira fase, será uma venda minoritária do capital social, 49,90%, a estes investidores, um valor que nos anos seguintes poderá ir até um máximo de 80%”, revelou Rui Abreu, explicando a omissão dos investidores por respeito aos sócios, "os primeiros a serem informados de tudo" na reunião magna de 21 de abril.
Rui Abreu diz que a entrada dos investidores está assegurada mesmo que o clube não garanta a permanência nos campeonatos profissionais, admitindo, nesse caso, “algumas alterações à proposta inicial”.
Explicou também que as negociações decorrem desde dezembro de 2025, altura em que o clube rescindiu contrato com a Matchpoint, de Luiz Meira, contra quem interpôs uma ação por incumprimento das garantias bancárias e do pagamento do sinal acordado.
“Tivemos uma série de reuniões com diferentes investidores e a todos foi enviado o mesmo documento, que previa desde logo a venda total do capital social. Este modelo é ligeiramente diferente dos restantes, mas vai ao encontro de algumas premissas, como o controlo da formação por parte do clube”, revelou Rui Abreu.
A exceção é a equipa de sub-19, desejada pelos investidores, que manifestaram ainda intenção de avançar com os sub-23, cujo processo de criação poderá, no entanto, esbarrar nos prazos de licenciamento.
“A médio prazo, existe a vontade de lutar pelo regresso do Paços à I Liga. Mas, reforço esta ideia, será a médio prazo e não no imediato”, acrescentou o dirigente, confiante numa decisão favorável dos sócios, depois de estes já terem aprovado a transformação da SDUQ em SAD: “Caso os sócios não validem esta solução para um problema que é grande, a direção terá de tirar ilações, porque, do ponto de vista do clube, pode estar em causa a sobrevivência [do clube]”.
A seis jornadas do fim da II Liga, o Paços de Ferreira ocupa o 15.º lugar, com um ponto de vantagem sobre o Portimonense, 16.º e em posição de play-off de permanência, dois face ao Farense e quatro em relação à Oliveirense, ambos em zona de descida direta.
O dirigente pacense entende que o modelo atual de gestão deixa o clube numa “situação bastante mais complicada”, daí a necessidade de “trazer soluções para um problema que é grande”.
“Não é possível manter o clube nos moldes atuais e gerir as poucas receitas fora do futebol profissional, por exemplo, com o passivo existente. Vai ser definhar até morrer”, advertiu.
A solução a sufragar pelos sócios em Assembleia Geral (AG) extraordinária no final do mês passa por vender, de forma faseada, o capital social da SAD, após transformação da SDUQ, a uma sociedade desportiva de capital estrangeiro, maioritariamente da América do Sul.
“Numa primeira fase, será uma venda minoritária do capital social, 49,90%, a estes investidores, um valor que nos anos seguintes poderá ir até um máximo de 80%”, revelou Rui Abreu, explicando a omissão dos investidores por respeito aos sócios, "os primeiros a serem informados de tudo" na reunião magna de 21 de abril.
Rui Abreu diz que a entrada dos investidores está assegurada mesmo que o clube não garanta a permanência nos campeonatos profissionais, admitindo, nesse caso, “algumas alterações à proposta inicial”.
Explicou também que as negociações decorrem desde dezembro de 2025, altura em que o clube rescindiu contrato com a Matchpoint, de Luiz Meira, contra quem interpôs uma ação por incumprimento das garantias bancárias e do pagamento do sinal acordado.
“Tivemos uma série de reuniões com diferentes investidores e a todos foi enviado o mesmo documento, que previa desde logo a venda total do capital social. Este modelo é ligeiramente diferente dos restantes, mas vai ao encontro de algumas premissas, como o controlo da formação por parte do clube”, revelou Rui Abreu.
A exceção é a equipa de sub-19, desejada pelos investidores, que manifestaram ainda intenção de avançar com os sub-23, cujo processo de criação poderá, no entanto, esbarrar nos prazos de licenciamento.
“A médio prazo, existe a vontade de lutar pelo regresso do Paços à I Liga. Mas, reforço esta ideia, será a médio prazo e não no imediato”, acrescentou o dirigente, confiante numa decisão favorável dos sócios, depois de estes já terem aprovado a transformação da SDUQ em SAD: “Caso os sócios não validem esta solução para um problema que é grande, a direção terá de tirar ilações, porque, do ponto de vista do clube, pode estar em causa a sobrevivência [do clube]”.
A seis jornadas do fim da II Liga, o Paços de Ferreira ocupa o 15.º lugar, com um ponto de vantagem sobre o Portimonense, 16.º e em posição de play-off de permanência, dois face ao Farense e quatro em relação à Oliveirense, ambos em zona de descida direta.