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Jogos Paralímpicos 2012
Paralímpicos Londres2012, a maior edição de sempre
Faltam aproximadamente quatro dias para o início dos Jogos Paralímpicos Londres 2012, num regresso a Inglaterra 64 anos depois dos Jogos Nacionais de Stoke Mandeville, prova desportiva para veteranos de guerra com lesões na espinal medula. Com 4200 atletas de 160 países, esta será a maior edição de sempre do evento.
Em 1948, na cidade de Stoke Mandeville, o neurocirurgião Ludwig Guttmann juntou veteranos de guerra com lesões na espinal medula (em cadeira de rodas) nos Jogos Nacionais de Stoke Mandeville.
Quatro anos mais tarde, Guttman, apelidado pelo Papa João XVIII como o "Pierre Coubertin dos deficientes", organizou os primeiros Jogos Internacionais de Stoke Mandeville, que coincidiram com os Jogos Olímpicos Londres1952 e contaram já com a participação de atletas holandeses.
Com a realização dos Jogos de Roma1960, Guttman delineou o paralelismo e "batizou" como Paralímpico o movimento desportivo de atletas portadores de deficiência.
Em Roma, estiveram 400 desportistas de 23 países, que competiram em oito modalidades.
A coincidência do mesmo ano, país, cidade, aldeia olímpica, infraestruturas e comité organizador aconteceu apenas em Barcelona1992 e foi confirmada em Atenas2004, embora desde Seul1988 os Jogos Olímpicos e Paralímpicos tenham utilizado os mesmos espaços de competição.
A missão portuguesa em Londres2012
Portugal vai apresentar nos Jogos Paralímpicos Londres2012 a comitiva mais pequena desde Barcelona1992 e competir em cinco modalidades, número inferior às quatro últimas edições.
Com 85 medalhas conquistadas nas 13 participações anteriores, Portugal vai estar representado nos Jogos Paralímpicos Londres2012, entre 29 de agosto e 09 de setembro, por 30 atletas, que vão competir nas modalidades de atletismo, boccia, equitação, natação e remo.
Os responsáveis da missão paralímpica portuguesa confiam na obtenção de "bons resultados" nos Jogos Londres2012, mas consideram "ousado" quantificar objetivos no que se refere à conquista de medalhas.
"Falar em medalhas é, na minha perspetiva, um tanto ou quanto ousado", afirmou Carlos Lopes, chefe da missão paralímpica portuguesa.
Apesar de não querer quantificar os objetivos, Carlos Lopes referiu que Portugal tem atletas, alguns dos quais medalhados em edições anteriores, com "credenciais" para obter excelentes resultados.
"Sabemos que temos atletas que ao longo deste ciclo paralímpico conseguiram bons resultados internacionais", disse, acrescentando: "As expectativas são de que possamos ter resultados que nos deixarão satisfeitos e contentes".
Agora no papel de chefe de missão, o antigo atleta paralímpico manifestou-se convicto de que todos "os que estão envolvidos no projeto se prepararam o melhor possível e estão com uma forte motivação para dar o seu melhor em Londres e honrar Portugal".
O presidente do Comité Paralímpico de Portugal (CPP), Humberto Santos, também prefere não falar em medalhas, prometendo antes "uma participação condigna que irá prestigiar o país", num "contexto ainda mais competitivo do que o vivido há quatro anos, em Pequim".
Humberto Santos considerou que "seria um ato de especulação quantificar medalhas", mas admite "que as expectativas são grandes".
Pela primeira vez o projeto de preparação foi negociado a quatro anos, com um valor total de 1,9 milhões euros. Posteriormente, devido à inclusão da deficiência intelectual, foi assinado um aditamento de 220.000 euros.
Os atletas portugueses
Portugal vai estar representado nos Jogos Paralímpicos Londres2012 por 30 atletas, entre os quais um bicampeão e vários medalhados em Pequim2008, em cinco modalidades, menos duas que há quatro anos na China.
Em Londres, numa comitiva com nove atletas estreantes, João Paulo Fernandes vai tentar revalidar os titulos de campeão paralímpico em boccia BC1 conquistados em Atenas e em Pequim, enquanto na natação João Martins quererá, no mínimo, repetir os bronzes das duas últimas edições.
No boccia, modalidade que há quatro anos "deu" cinco medalhas a Portugal, João Paulo Fernandes, que em Pequim protagonziou com António Marques - ausente este ano - uma final individual totalmente portuguesa, vai também competir na variante de equipas, juntamente com outros atletas que em 2008 chegaram à prata.
Numa edição que marca o regresso da deficiência intelectual, Portugal terá quatro representantes nessas categorias, entre os quais Inês Fernandes, segunda classificada do ranking mundial no lançamento do peso, e Lenine Cunha, terceiro da hierarquia no comprimento.
No atletismo, modalidade na qual Portugal estará representado por 15 atletas, o grande ausente é Luís Gonçalves, vice-campeão paralímpico dos 400 metros T12 há quatro anos, que foi afastado da seleção para Londres2012 devido a um controlo antidoping positivo.
Na natação e com menos quatro atletas que em 2008, Portugal vai ter o estreante Adriano Nascimento, os "repetentes" David Grachat, Simone Fragoso, e João Martins, medalha de bronze nas duas últimas edições.
No remo, Filomena Franco conseguiu mínimos e volta a representar Portugal, depois de há quatro anos, quando a modalidade se estreou em Jogos Paralímpicos, ter beneficiado de um convite.
Sara Duarte também repete a presença no torneio de equitação, depois de ter sido quinta classificada na final de paradressage há quatro anos em Pequim.
Quatro anos mais tarde, Guttman, apelidado pelo Papa João XVIII como o "Pierre Coubertin dos deficientes", organizou os primeiros Jogos Internacionais de Stoke Mandeville, que coincidiram com os Jogos Olímpicos Londres1952 e contaram já com a participação de atletas holandeses.
Com a realização dos Jogos de Roma1960, Guttman delineou o paralelismo e "batizou" como Paralímpico o movimento desportivo de atletas portadores de deficiência.
Em Roma, estiveram 400 desportistas de 23 países, que competiram em oito modalidades.
A coincidência do mesmo ano, país, cidade, aldeia olímpica, infraestruturas e comité organizador aconteceu apenas em Barcelona1992 e foi confirmada em Atenas2004, embora desde Seul1988 os Jogos Olímpicos e Paralímpicos tenham utilizado os mesmos espaços de competição.
A missão portuguesa em Londres2012
Portugal vai apresentar nos Jogos Paralímpicos Londres2012 a comitiva mais pequena desde Barcelona1992 e competir em cinco modalidades, número inferior às quatro últimas edições.
Com 85 medalhas conquistadas nas 13 participações anteriores, Portugal vai estar representado nos Jogos Paralímpicos Londres2012, entre 29 de agosto e 09 de setembro, por 30 atletas, que vão competir nas modalidades de atletismo, boccia, equitação, natação e remo.
Os responsáveis da missão paralímpica portuguesa confiam na obtenção de "bons resultados" nos Jogos Londres2012, mas consideram "ousado" quantificar objetivos no que se refere à conquista de medalhas.
"Falar em medalhas é, na minha perspetiva, um tanto ou quanto ousado", afirmou Carlos Lopes, chefe da missão paralímpica portuguesa.
Apesar de não querer quantificar os objetivos, Carlos Lopes referiu que Portugal tem atletas, alguns dos quais medalhados em edições anteriores, com "credenciais" para obter excelentes resultados.
"Sabemos que temos atletas que ao longo deste ciclo paralímpico conseguiram bons resultados internacionais", disse, acrescentando: "As expectativas são de que possamos ter resultados que nos deixarão satisfeitos e contentes".
Agora no papel de chefe de missão, o antigo atleta paralímpico manifestou-se convicto de que todos "os que estão envolvidos no projeto se prepararam o melhor possível e estão com uma forte motivação para dar o seu melhor em Londres e honrar Portugal".
O presidente do Comité Paralímpico de Portugal (CPP), Humberto Santos, também prefere não falar em medalhas, prometendo antes "uma participação condigna que irá prestigiar o país", num "contexto ainda mais competitivo do que o vivido há quatro anos, em Pequim".
Humberto Santos considerou que "seria um ato de especulação quantificar medalhas", mas admite "que as expectativas são grandes".
Pela primeira vez o projeto de preparação foi negociado a quatro anos, com um valor total de 1,9 milhões euros. Posteriormente, devido à inclusão da deficiência intelectual, foi assinado um aditamento de 220.000 euros.
Os atletas portugueses
Portugal vai estar representado nos Jogos Paralímpicos Londres2012 por 30 atletas, entre os quais um bicampeão e vários medalhados em Pequim2008, em cinco modalidades, menos duas que há quatro anos na China.
Em Londres, numa comitiva com nove atletas estreantes, João Paulo Fernandes vai tentar revalidar os titulos de campeão paralímpico em boccia BC1 conquistados em Atenas e em Pequim, enquanto na natação João Martins quererá, no mínimo, repetir os bronzes das duas últimas edições.
No boccia, modalidade que há quatro anos "deu" cinco medalhas a Portugal, João Paulo Fernandes, que em Pequim protagonziou com António Marques - ausente este ano - uma final individual totalmente portuguesa, vai também competir na variante de equipas, juntamente com outros atletas que em 2008 chegaram à prata.
Numa edição que marca o regresso da deficiência intelectual, Portugal terá quatro representantes nessas categorias, entre os quais Inês Fernandes, segunda classificada do ranking mundial no lançamento do peso, e Lenine Cunha, terceiro da hierarquia no comprimento.
No atletismo, modalidade na qual Portugal estará representado por 15 atletas, o grande ausente é Luís Gonçalves, vice-campeão paralímpico dos 400 metros T12 há quatro anos, que foi afastado da seleção para Londres2012 devido a um controlo antidoping positivo.
Na natação e com menos quatro atletas que em 2008, Portugal vai ter o estreante Adriano Nascimento, os "repetentes" David Grachat, Simone Fragoso, e João Martins, medalha de bronze nas duas últimas edições.
No remo, Filomena Franco conseguiu mínimos e volta a representar Portugal, depois de há quatro anos, quando a modalidade se estreou em Jogos Paralímpicos, ter beneficiado de um convite.
Sara Duarte também repete a presença no torneio de equitação, depois de ter sido quinta classificada na final de paradressage há quatro anos em Pequim.