Policiamento reforçado no Benfica-Sporting em futsal

Policiamento reforçado no Benfica-Sporting em futsal

A PSP vai reforçar o policiamento para o jogo de futsal entre Benfica e Sporting para a Liga dos Campeões, que acontece hoje no Pavilhão da Luz, em Lisboa.

Lusa /
Elementos das claques do Benfica e do Sporting envolveram-se em confrontos na quinta-feira, de que resultaram dezenas de detenções e a abertura de um inquérito pela FPF

À Lusa, a PSP detalhou que, além da intensificação da pesquisa de informações, o policiamento para o dérbi será reforçado com meios do Comando Metropolitano de Lisboa (COMETLIS) e da Unidade Especial de Polícia (UEP).

Do COMETLIS, serão destacados ‘spotters’ da Unidade Metropolitana de Informações Desportivas, Equipas de Intervenção Rápida, Equipas de Prevenção e Reação Imediata e Equipas de Trânsito.

Da UEP, estarão presentes o Corpo de Intervenção e o Grupo Operacional Cinotécnico.

“Teremos apoio de drones em algumas operações de maior dimensão”, referiu também a PSP.

“As operações de segurança serão reforçadas para efeitos de dissuasão e também para garantir uma reação mais musculada em caso de necessidade”, apontou a PSP, acrescentando estar atenta a eventuais tentativas de repetição de confrontos entre adeptos, depois da rixa que aconteceu na semana passada entre os adeptos dos dois clubes.

Na quinta-feira, 19 de fevereiro, a PSP efetuou 124 detenções nas imediações do Estádio José Alvalade e do Pavilhão João Rocha, em Lisboa, tendo os suspeitos sido libertados durante a noite após serem constituídos arguidos e sujeitos a Termo de Identidade e Residência (TIR), uma vez que os crimes em causa têm uma moldura penal inferior a quatro anos.

Durante o período de detenção provisória, as autoridades separaram os grupos, mantendo os adeptos do Sporting nas celas de detenção provisória junto ao Estádio de Alvalade e transportando os do Benfica para as celas que a PSP tem no interior do Estádio da Luz.

Estes incidentes, ocorridos antes do empate 2-2 para a 16.ª jornada da Liga de futsal, levaram a Federação Portuguesa de Futebol a instaurar um inquérito para apurar responsabilidades.

Depois de ouvidos em primeiro interrogatório, os 124 adeptos ficaram em liberdade a aguardar a conclusão da investigação, que está a cargo do Departamento de Investigação e Ação Penal (DIAP), tendo sido aplicada a medida de coação de termo de identidade e residência.
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