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Portugal avança para Jogos Olímpicos com défice nas contas
A sete meses da competição, há cerca de 50 atletas portugueses apurados para os Jogos Olímpicos. Não há objetivos de medalhas definidos no contrato-programa, documento que o chefe de missão, Mário Santos, classifica como um envelope fechado em relação ao montante destinado à preparação olímpica. Apesar do défice nas contas, o espírito é otimista.
A preparação para os Jogos Olímpicos Londres2012, também exposta à conjuntura económica, avança para a última fase com um défice nas contas, mas isso não abala as perspetivas portuguesas, talvez melhores do que para Pequim2008.
Com cerca de cinco dezenas de atletas já qualificados a sete meses do evento, as estimativas apontam para uma participação de 70 a 80 portugueses, semelhante à da China, onde estiveram 78, mas o chefe de missão, Mário Santos, defende que a média de resultados da Olimpíada é melhor do que na anterior.
"No contrato-programa não estão definidos objetivos de medalhas e em 2008 estavam. Mas os dados atuais mostram que temos um número superior de atletas integrados no projeto que tiveram durante estes quatro anos resultados de medalha, e temos mais atletas integrados no projeto que tiveram resultados de final", disse à Lusa Mário Santos.
A explicação para o défice de 300.000 euros recentemente assumido pelo presidente do Comité Olímpico de Portugal (COP), Vicente Moura, acaba por entroncar nos números do Projeto Londres2012.
"O contrato-programa para a preparação olímpica é um envelope fechado, ou seja, há um montante definido à partida para os quatro anos e nesse contrato estão definidos os apoios, as bolsas. O que acontece é que havendo mais atletas integrados - logo mais atletas apoiados -, isso repercute-se naquilo que é o custo do projeto anual. Por isso, houve essa derrapagem", explicou.
Com uma adesão de "patrocinadores e apoio privado inferior ao expetável", Mário Santos sublinhou que "a parte estatal tem sido cumprida integralmente", caso contrário "as coisas seriam mais difíceis", cabendo ao COP encontrar outras fontes de financiamento para os compromissos inerentes à preparação olímpica dos cerca de 100 atletas integrados.
Medalhas e medalháveis
A questão financeira não retira otimismo ao chefe de missão, também presidente da Federação Portuguesa de Canoagem, apesar de o próprio presidente do COP ter baixado a fasquia para "três ou quatro medalháveis", contra os 10/12 de Pequim, onde foram conquistadas apenas duas medalhas, aquém das três ou quatro previstas numa taxa de êxito a rondar os 40 por cento.
"Aquilo que os números nos dizem é que temos tido atletas a conquistar medalhas em mundiais e europeus e provas internacionais de referência mais do que antes de Pequim. Se depois se vai confirmar nos Jogos... temos de lutar para que isso aconteça. (...) Temos de estar preocupados em estar a 100 por cento e não faturar as medalhas antes de ir para Londres", sentenciou.
Até agora, estão qualificados perto de 50 atletas, nomeadamente o campeão olímpico do triplo salto, Nelson Évora. O atletismo apresenta já o maior contingente, havendo 16 elementos com mínimos A, seguindo-se a vela, com 11 lugares garantidos em seis classes, e a canoagem, que qualificou quatro embarcações.
Nos próximos meses, vai intensificar-se a qualificação, com diversas competições em que terão de ser alcançados mínimos, conquistadas quotas ou confirmados "rankings" para se assegurar lugar na 27.ª edição dos Jogos, entre 27 de julho e 12 de agosto.
Com cerca de cinco dezenas de atletas já qualificados a sete meses do evento, as estimativas apontam para uma participação de 70 a 80 portugueses, semelhante à da China, onde estiveram 78, mas o chefe de missão, Mário Santos, defende que a média de resultados da Olimpíada é melhor do que na anterior.
"No contrato-programa não estão definidos objetivos de medalhas e em 2008 estavam. Mas os dados atuais mostram que temos um número superior de atletas integrados no projeto que tiveram durante estes quatro anos resultados de medalha, e temos mais atletas integrados no projeto que tiveram resultados de final", disse à Lusa Mário Santos.
A explicação para o défice de 300.000 euros recentemente assumido pelo presidente do Comité Olímpico de Portugal (COP), Vicente Moura, acaba por entroncar nos números do Projeto Londres2012.
"O contrato-programa para a preparação olímpica é um envelope fechado, ou seja, há um montante definido à partida para os quatro anos e nesse contrato estão definidos os apoios, as bolsas. O que acontece é que havendo mais atletas integrados - logo mais atletas apoiados -, isso repercute-se naquilo que é o custo do projeto anual. Por isso, houve essa derrapagem", explicou.
Com uma adesão de "patrocinadores e apoio privado inferior ao expetável", Mário Santos sublinhou que "a parte estatal tem sido cumprida integralmente", caso contrário "as coisas seriam mais difíceis", cabendo ao COP encontrar outras fontes de financiamento para os compromissos inerentes à preparação olímpica dos cerca de 100 atletas integrados.
Medalhas e medalháveis
A questão financeira não retira otimismo ao chefe de missão, também presidente da Federação Portuguesa de Canoagem, apesar de o próprio presidente do COP ter baixado a fasquia para "três ou quatro medalháveis", contra os 10/12 de Pequim, onde foram conquistadas apenas duas medalhas, aquém das três ou quatro previstas numa taxa de êxito a rondar os 40 por cento.
"Aquilo que os números nos dizem é que temos tido atletas a conquistar medalhas em mundiais e europeus e provas internacionais de referência mais do que antes de Pequim. Se depois se vai confirmar nos Jogos... temos de lutar para que isso aconteça. (...) Temos de estar preocupados em estar a 100 por cento e não faturar as medalhas antes de ir para Londres", sentenciou.
Até agora, estão qualificados perto de 50 atletas, nomeadamente o campeão olímpico do triplo salto, Nelson Évora. O atletismo apresenta já o maior contingente, havendo 16 elementos com mínimos A, seguindo-se a vela, com 11 lugares garantidos em seis classes, e a canoagem, que qualificou quatro embarcações.
Nos próximos meses, vai intensificar-se a qualificação, com diversas competições em que terão de ser alcançados mínimos, conquistadas quotas ou confirmados "rankings" para se assegurar lugar na 27.ª edição dos Jogos, entre 27 de julho e 12 de agosto.