Roland Garros: `Djoko` sofreu mas foi Rybakina a primeira favorita a `cair`

Roland Garros: `Djoko` sofreu mas foi Rybakina a primeira favorita a `cair`

Elena Rybakina tornou-se hoje na primeira favorita a ‘cair’ em Roland Garros, com o quadro feminino a perder ainda Jasmine Paolini num dia em que Novak Djokovic voltou a sofrer frente a um tenista francês.

Lusa /
Christophe Petit Tesson - EPA

Campeã em título do Open da Austrália, a vice-líder do ranking foi o primeiro grande nome afastado nesta edição de Roland Garros, sucumbindo na segunda ronda diante da ucraniana Yuliia Starodubtseva, que até hoje nunca tinha derrotado uma tenista do top 10 mundial.

Aos 26 anos, a 55.ª classificada da hierarquia WTA afastou a cazaque, com os parciais de 3-6, 6-1 e 7-6 (10-4), provocando a surpresa da jornada e igualando o seu melhor resultado de sempre em Roland Garros – também tinha chegado à terceira ronda no ano passado.

“Cometi demasiados erros”, reconheceu em conferência de imprensa Rybakina, que não perdia tão cedo num Grand Slam desde o Open dos Estados Unidos em 2024 e na ‘catedral’ da terra batida desde 2020.

Se hoje a número dois mundial “não foi suficiente”, tal como não o foi a italiana Jasmine Paolini, a finalista de 2024 e 13.ª pré-designada que enfrentou problemas físicos e foi eliminada pela argentina Solana Sierra (68.ª), o mesmo não se pode dizer de Iga Swiatek, a quatro vezes campeã (2020, 2022-2024), que ‘despachou’ a checa Sara Bejlek (35.ª), com claros 6-2 e 6-3.

A eficácia da polaca, número três mundial, encontrou paralelo na da ucraniana Elina Svitolina, que recuperou das emoções da despedida do marido Gaël Monfils de Roland Garros e da difícil batalha da primeira ronda para se impor à espanhola Kaitlin Quevedo (126.ª).

A sétima cabeça de série derrotou a ‘qualifier’ de 20 anos por 6-0 e 6-4 numa segunda ronda em que a norte-americana Hailey Baptiste se lesionou e deixou a compatriota Venus Williams, de 45 anos, sem dupla de pares.

Se o quadro feminino proporcionou o ‘escândalo’ da quarta jornada, do lado masculino Novak Djokovic, o recordista de títulos do Grand Slam (24), sofreu antes de tornar-se no quarto homem com mais de 39 anos a chegar à terceira ronda de Roland Garros na Era Open.

“Joguei dois encontros e sinto que já estou no final da primeira semana do torneio”, brincou o sérvio no ‘court’, após bater o francês Valentin Royer, por 6-3, 6-2, 6-7 (7-9) e 6-3, em três horas e 44 minutos.

‘Djoko’ ultrapassou pela 21.ª vez a segunda ronda, na qual apenas caiu em 2005, na sua estreia no ‘major’ parisiense, mas foi forçado a um quarto set pelo 74.º jogador do ranking, que anulou um ‘match point’ no ‘tie-break’.

“Espero não voltar a jogar com um francês até ao final do torneio”, brincou o campeão olímpico, que na primeira ronda também precisou de quatro sets para superar o ‘local’ Giovanni Mpetshi Perricard.

Também Alexander Zverev, o segundo cabeça de série e finalista em 2024, avançou para a terceira ronda, ao vencer o checo Tomas Machac (43.º), condicionado fisicamente, por 6-4, 6-2 e 6-2, assim como Andrey Rublev (13.º), o próximo adversário de Nuno Borges.

O número um português afastou o sérvio Miomir Kecmanovic, com os parciais de 3-6, 6-2, 6-1 e 6-2, e avançou pelo segundo ano seguido para a terceira ronda do único ‘major’ de terra batida, um feito inédito no ténis nacional.

O drama do dia, no quadro masculino, desenrolou-se mais fora de campo, quando o 21.º cabeça de série, o espanhol Alejandro Davidovich Fokina, revelou ter sido bloqueado nas redes sociais pelo seu treinador Mariano Puerta, finalista de Roland Garros em 2005 e, posteriormente, suspenso oito anos por ter dado positivo num controlo antidoping nesse dia.

“Recebi uma longa mensagem dele a explicar que me ia deixar. Depois, apanhou um voo para Miami sem informar o resto da equipa. Tinha uma relação muito boa com ele. Bloqueou-me e à minha mulher”, admitiu após ser eliminado na segunda ronda pelo argentino Thiago Agustín Tirante.
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