Roland Garros: Nuno Borges entra a vencer, Djokovic em busca do 25.º Grand Slam

Roland Garros: Nuno Borges entra a vencer, Djokovic em busca do 25.º Grand Slam

O tenista português Nuno Borges protagonizou hoje uma das poucas surpresas no arranque de Roland Garros, superando um rival mais cotado no segundo grande slam da época, no qual Novak Djokovic entrou a vencer.

Lusa /
Reuters

Quarto do ranking mundial, o sérvio triplo vencedor de Roland-Garros começou mal frente ao jovem francês Mpetshi Perricard, porém deu a volta e impôs-se por 3-1, juntando-se na segunda ronda ao alemão Alexander Zverev, terceiro no ranking ATP.

Djokovic, que aos 39 anos procura reforçar o seu recorde de Grand Slams, para os 25 títulos, tem como próxima missão afastar outro gaulês, Valentin Royer, 73.º ATP, que superou o boliviano Hugo Dellien, 139.º, por 3-0.

Nuno Borges, 50.º ATP, esteve muito forte e afastou, em três sets, o argentino Tomás Martín Etcheverry, 25.º, pelos parciais de 6-3, 6-4 e 6-2, após duas horas e 25 minutos.

O maiato vai defrontar agora o sérvio Miomir Kecmanovic, 47.º da hierarquia internacional, procurando, pelo menos, igualar a terceira ronda, atingida em 2025.

Sob um sol penalizador, com temperatura acima dos 30.º, Zverev, finalista em 2024 do torneio parisiense de terra batida, ultrapassou o francês Benjamin Bonzi (95.º) por claro 3-0, pelos parciais de 6-3, 6-4, 6-2, encontrando a seguir o checo Tomas Machac (43.º) na segunda ronda.

O norte-americano Taylor Fritz, sétimo ATP, foi o primeiro cabeça de série a cair, perante o compatriota Nishesh Basavareddy (148.º), que beneficiou de um convite e se impôs pelos parciais de 7-6 (7/5), 7-6 (7/5), 6-7 (9/11) e 6-1, em três horas e 22 minutos de jogo.

"Sabia que tenho jogado pouco, que estou um pouco enferrujado, mas, honestamente, acho que joguei bastante bem hoje. Acho que preciso de encontrar um ritmo”, desabafou Fritz.

No setor feminino, a ucraniana Marta Kostyuk, vencedora dos torneios de terra batida de Rouen e Madrid, impôs-se, sem aparentes dificuldades, por 6-2 e 6-3 à espanhola de origem russa Oksana Selekhmeteva (88.ª), ainda assim disse ter vivido “um dos jogos mais difíceis da vida”, já que um míssil russo caiu hoje “a 100 metros” da casa da sua mãe.

“Esta é uma foto da casa dos meus pais e dos arredores, recebi-a às oito da manhã”, explicou Kostyuk, que na 2.ª ronda defrontará a americana Katie Volynets (108.ª).

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