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Sabastian Sawe faz história ao baixar a barreira das duas horas na maratona
A barreira das duas horas na maratona caiu finalmente, com o queniano Sabastian Sawe a brilhar hoje em Londres, em prova que rendeu várias recordes e marcas de grande valor.
A Maratona de Londres, disputada em condições ideais de calor e humidade e sem vento, fica para a história como a mais rápida de sempre, não só pelo recorde de 01:59.30 horas de Sawe, mas ainda pelos novos recordes da Etiópia (Yomif Kejelcha, em estreia) e Uganda (Jacob Kiplimo), ambos abaixo do anterior máximo mundial.
A corrida feminina também foi de grande valor e permitiu à etíope Tigst Assefa melhorar o seu recorde mundial para provas em que homens e mulheres correm separadamente - em Londres, a partida é dada com meia hora de intervalo, para o mesmo percurso.
Sawe, de 30 anos, conquistou a emblemática corrida londrina dos 42,195 quilómetros pela segunda vez consecutiva, depois do triunfo em 2025, ano em que também venceu a Maratona de Berlim.
O atleta, que tinha como melhor marca 02:02.05 horas, retirou um minuto e cinco segundos ao anterior recorde mundial (02:00.35, em Chicago, nos Estados Unidos), que estava na posse do também queniano Kelvin Kiptum, desde 08 de outubro de 2023, menos de um ano antes da sua morte em acidente de viação.
O registo de Kiptum foi igualmente batido hoje por Kejelcha (01:59.41), segundo classificado, e por Kiplimo (02:00.28), terceiro, atleta que, em 08 de março último fixou em 57.20 minutos o recorde mundial da meia maratona, em Lisboa.
Em rigor, já se tinha corrido abaixo das duas horas, mas em circunstâncias tais que impediam o reconhecimento da marca - em 2019, em Viena, o queniano Eliud Kipchoge, bicampeão olímpico, conseguiu 1:59.41, mas com o auxílio de nada menos do que 41 'lebres', o que é totalmente irregular.
Quando o atletismo de meio-fundo e fundo queniano tem estado fustigado por sucessivos casos de doping, Sawe destaca-se pela exceção positiva - por sua livre iniciativa tem sido sujeito a uma série de dezenas de testes inopinados, fora de competição, sempre sem qualquer problema detetado.
Kipchoge, o seu mentor, não se mostra espantado pela evolução, que já antecipava, e o presidente do Quénia, William Ruto, diz que a marca redimensiona "os limites da resistência humana", em "triunfo histórico, conseguido com determinação extraordinária".
As primeiras palavras de Sawe, após cortar a meta, em frente ao palácio de Buckingham, confirmaram o atleta humilde mas muito seguro: "Sinto-me bem, estou tão feliz. É um dia memorável para mim", disse, aos microfones da BBC.
Na prova feminina, a etíope Tigst Assefa, de 29 anos, também voltou a celebrar em Londres, melhorando, mais uma vez, o recorde mundial da distância em competições exclusivamente femininas, para 02:15.41 horas, menos nove segundos do que a marca anterior, ao deixar as quenianas Hellen Obiri e Joyciline Jepkosgei na segunda e terceira posições, a 14 e 16 segundos, respetivamente.
No entanto, o recorde feminino da Maratona de Londres continua a ser o registo que foi recorde do mundo durante 16 anos alcançado por Paula Radcliffe em 2003 (02:15.25), quando a prova era disputada em simultâneo com a masculina.
Quanto ao recorde mundial absoluto feminino para a distância, permanece em 2:09.57, estabelecido pela queniana Ruth Chepngetich em 2024, em Chicago. Um ano depois, seria suspensa por doping, por consumo de diurético, que assumiu, mas aquela marca não foi anulada.
Os portugueses António Pinto (1992, 1997 e 2000) e Rosa Mota (1991) constam entre os vencedores da Maratona de Londres, que faz parte do circuito 'majors', juntamente com Tóquio, Boston, Sydney, Berlim, Chicago e Nova Iorque.
A corrida feminina também foi de grande valor e permitiu à etíope Tigst Assefa melhorar o seu recorde mundial para provas em que homens e mulheres correm separadamente - em Londres, a partida é dada com meia hora de intervalo, para o mesmo percurso.
Sawe, de 30 anos, conquistou a emblemática corrida londrina dos 42,195 quilómetros pela segunda vez consecutiva, depois do triunfo em 2025, ano em que também venceu a Maratona de Berlim.
O atleta, que tinha como melhor marca 02:02.05 horas, retirou um minuto e cinco segundos ao anterior recorde mundial (02:00.35, em Chicago, nos Estados Unidos), que estava na posse do também queniano Kelvin Kiptum, desde 08 de outubro de 2023, menos de um ano antes da sua morte em acidente de viação.
O registo de Kiptum foi igualmente batido hoje por Kejelcha (01:59.41), segundo classificado, e por Kiplimo (02:00.28), terceiro, atleta que, em 08 de março último fixou em 57.20 minutos o recorde mundial da meia maratona, em Lisboa.
Em rigor, já se tinha corrido abaixo das duas horas, mas em circunstâncias tais que impediam o reconhecimento da marca - em 2019, em Viena, o queniano Eliud Kipchoge, bicampeão olímpico, conseguiu 1:59.41, mas com o auxílio de nada menos do que 41 'lebres', o que é totalmente irregular.
Quando o atletismo de meio-fundo e fundo queniano tem estado fustigado por sucessivos casos de doping, Sawe destaca-se pela exceção positiva - por sua livre iniciativa tem sido sujeito a uma série de dezenas de testes inopinados, fora de competição, sempre sem qualquer problema detetado.
Kipchoge, o seu mentor, não se mostra espantado pela evolução, que já antecipava, e o presidente do Quénia, William Ruto, diz que a marca redimensiona "os limites da resistência humana", em "triunfo histórico, conseguido com determinação extraordinária".
As primeiras palavras de Sawe, após cortar a meta, em frente ao palácio de Buckingham, confirmaram o atleta humilde mas muito seguro: "Sinto-me bem, estou tão feliz. É um dia memorável para mim", disse, aos microfones da BBC.
Na prova feminina, a etíope Tigst Assefa, de 29 anos, também voltou a celebrar em Londres, melhorando, mais uma vez, o recorde mundial da distância em competições exclusivamente femininas, para 02:15.41 horas, menos nove segundos do que a marca anterior, ao deixar as quenianas Hellen Obiri e Joyciline Jepkosgei na segunda e terceira posições, a 14 e 16 segundos, respetivamente.
No entanto, o recorde feminino da Maratona de Londres continua a ser o registo que foi recorde do mundo durante 16 anos alcançado por Paula Radcliffe em 2003 (02:15.25), quando a prova era disputada em simultâneo com a masculina.
Quanto ao recorde mundial absoluto feminino para a distância, permanece em 2:09.57, estabelecido pela queniana Ruth Chepngetich em 2024, em Chicago. Um ano depois, seria suspensa por doping, por consumo de diurético, que assumiu, mas aquela marca não foi anulada.
Os portugueses António Pinto (1992, 1997 e 2000) e Rosa Mota (1991) constam entre os vencedores da Maratona de Londres, que faz parte do circuito 'majors', juntamente com Tóquio, Boston, Sydney, Berlim, Chicago e Nova Iorque.