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Taranto2026. Um navio cruzeiro transformou-se na surpreendente `Vila dos Atletas`
A original ‘Vila dos Atletas’ dos Jogos do Mediterrâneo abriu-se hoje a visitantes, que puderam descobrir as maravilhas do navio cruzeiro ancorado na base naval de Taranto da cidade italiana de Taranto2026.
Ainda antes do início da visita, que começou com um atraso de uma hora, atletas como Diogo Glória (badminton), Miguel Frazão (esgrima) ou o quarteto masculino do ciclismo (Rafael Reis, Tiago Antunes, Pedro Silva e Afonso Silva) mostraram-se, em conversa com a Lusa, encantados com a inusitada experiência.
Após um longo compasso de espera, a surpresa: o ‘guia’ deste périplo pelo Aroya Manara chama-se Marco de Almeida e é português.
“A minha vida marítima começou com 17 anos. Entretanto, quando decidi fazer carreira, tirei ‘hospitality management’ em Cornell, nos Estados Unidos. [Depois] fiz mais três ‘masters’”, enumerou o diretor de hotel do cruzeiro.
Para Marco de Almeida, a experiência de acolher atletas tem sido “diferente”. “É bonito ver o ambiente, a energia, tantos países juntos no mesmo sítio”, resumiu.
Cicerone de um pequeno grupo de jornalistas na visita guiada ao Aroya, que alberga um máximo de 3.400 pessoas, em 1.632 quartos, e tem 1.400 elementos de staff, o português falou à agência Lusa na talvez demasiado luminosa receção do cruzeiro.
Pelos corredores, descobrem-se recantos de luxo, nomeadamente o restaurante VIP, atualmente fechado, que se atravessa para conhecer a primeira cabine.
“Não sei que delegações vão cá ficar, mas têm sorte”, admitiu à entrada de um quarto com banheira, duche, closet e uma espaçosa cama.
Do 17.º andar de um cruzeiro que não tem 14.º - o diretor conta que o proprietário original era da China, onde aquele número é associado à má sorte – desce-se ao ginásio, repleto de atletas de várias nacionalidades, que nem a treinarem abdicam de vestir as cores das suas nações.
Percorrido o corredor que também dá acesso ao spa, a próxima paragem é a piscina, plena de possibilidades: há jacuzzi ao ar livre, camas redondas, espreguiçadeiras, escorregas, com o ambiente a ser animado por uma banda sonora inspirada por músicas dos anos 80.
Mesmo ao lado, os membros das 26 Missões destes Jogos têm um restaurante, que trabalha ininterruptamente entre as 05:00 e a 01:00, uma exigência do Comité Olímpico Internacional, como o é a tabela de valores nutricionais ‘instalada’ à frente de cada alimento.
Com três restaurantes em funcionamento durante os Jogos do Mediterrâneo, que até 03 de setembro vão reunir cerca de 3.800 atletas na ‘cidade dos dois mares’, Marco de Almeida revela que a cada sete dias o cruzeiro recebe “80 a 90 toneladas de comida”, exemplificando que diariamente são consumidos 600 quilos de melancia a bordo.
O português vai acrescentando novos detalhes enquanto se encaminha para o posto médico e, no percurso, os visitantes vão-se deparando com mais surpresas, como o restaurante libanês agora transformado em lavandaria, ou a loja, fechada enquanto o cruzeiro estiver transformado em ‘Vila dos Atletas’.
A última paragem desta incursão na ‘Aldeia Mediterrânea’ acontece no hospital, sem clientes esta tarde, onde se sucedem a zona de triagem, consultórios, uma sala de tratamento e até uma unidade de cuidados intensivos.
Terminado o périplo, o ‘guia’ despede-se dos visitantes de hoje, não sem antes assumir que “infelizmente” não vai ter tempo para assistir às provas de Taranto2026.
“Mas como temos os direitos para transmitir os Jogos, pelo menos vou vê-los na televisão a bordo”, concluiu.
Após um longo compasso de espera, a surpresa: o ‘guia’ deste périplo pelo Aroya Manara chama-se Marco de Almeida e é português.
“A minha vida marítima começou com 17 anos. Entretanto, quando decidi fazer carreira, tirei ‘hospitality management’ em Cornell, nos Estados Unidos. [Depois] fiz mais três ‘masters’”, enumerou o diretor de hotel do cruzeiro.
Para Marco de Almeida, a experiência de acolher atletas tem sido “diferente”. “É bonito ver o ambiente, a energia, tantos países juntos no mesmo sítio”, resumiu.
Cicerone de um pequeno grupo de jornalistas na visita guiada ao Aroya, que alberga um máximo de 3.400 pessoas, em 1.632 quartos, e tem 1.400 elementos de staff, o português falou à agência Lusa na talvez demasiado luminosa receção do cruzeiro.
Pelos corredores, descobrem-se recantos de luxo, nomeadamente o restaurante VIP, atualmente fechado, que se atravessa para conhecer a primeira cabine.
“Não sei que delegações vão cá ficar, mas têm sorte”, admitiu à entrada de um quarto com banheira, duche, closet e uma espaçosa cama.
Do 17.º andar de um cruzeiro que não tem 14.º - o diretor conta que o proprietário original era da China, onde aquele número é associado à má sorte – desce-se ao ginásio, repleto de atletas de várias nacionalidades, que nem a treinarem abdicam de vestir as cores das suas nações.
Percorrido o corredor que também dá acesso ao spa, a próxima paragem é a piscina, plena de possibilidades: há jacuzzi ao ar livre, camas redondas, espreguiçadeiras, escorregas, com o ambiente a ser animado por uma banda sonora inspirada por músicas dos anos 80.
Mesmo ao lado, os membros das 26 Missões destes Jogos têm um restaurante, que trabalha ininterruptamente entre as 05:00 e a 01:00, uma exigência do Comité Olímpico Internacional, como o é a tabela de valores nutricionais ‘instalada’ à frente de cada alimento.
Com três restaurantes em funcionamento durante os Jogos do Mediterrâneo, que até 03 de setembro vão reunir cerca de 3.800 atletas na ‘cidade dos dois mares’, Marco de Almeida revela que a cada sete dias o cruzeiro recebe “80 a 90 toneladas de comida”, exemplificando que diariamente são consumidos 600 quilos de melancia a bordo.
O português vai acrescentando novos detalhes enquanto se encaminha para o posto médico e, no percurso, os visitantes vão-se deparando com mais surpresas, como o restaurante libanês agora transformado em lavandaria, ou a loja, fechada enquanto o cruzeiro estiver transformado em ‘Vila dos Atletas’.
A última paragem desta incursão na ‘Aldeia Mediterrânea’ acontece no hospital, sem clientes esta tarde, onde se sucedem a zona de triagem, consultórios, uma sala de tratamento e até uma unidade de cuidados intensivos.
Terminado o périplo, o ‘guia’ despede-se dos visitantes de hoje, não sem antes assumir que “infelizmente” não vai ter tempo para assistir às provas de Taranto2026.
“Mas como temos os direitos para transmitir os Jogos, pelo menos vou vê-los na televisão a bordo”, concluiu.