Triatlo/Mundiais. Prata dá "consistência" ao sonho olímpico de Dinis Ferreira

Triatlo/Mundiais. Prata dá "consistência" ao sonho olímpico de Dinis Ferreira

O júnior Dinis Ferreira ainda está “a processar” a medalha de prata conquistada nos Mundiais de triatlo de Pontevedra, feito que dá mais “consistência” ao sonho de todos os atletas de ser “campeão olímpico”.

Lusa / Adicionar como fonte informativa
Foto: Federação de Triatlo Portugal

“É o que toda a gente quer. Vou continuar a trabalhar como até aqui, dar o meu melhor nos treinos e acho que, se correu bem até agora, penso que vai também correr bem para o futuro”, disse o jovem de Pombal, que na quinta-feira se sagrou vice-campeão do mundo.

Em declarações à Lusa, o desportista de 19 anos assume que ainda não se adaptou à ribalta mediática do sucesso alcançado em Espanha, mas assume que é “um sonho” o que lhe está a acontecer, desde a atenção dos media, ao crescimento e partilhas do seu desempenho nas redes sociais.

“Quando acordei, a primeira coisa em que pensei foi em comer, pois estava com um bocado de fome. Mas estou bastante satisfeito com a prova que fiz, contente com a prestação”, disse o atleta, algo pacato e parco em palavras.

Dinis Ferreira entrou na reta da meta com o suíço Thibault Rivier, que se impôs no sprint por dois segundos, terminando os 750 metros de natação, 20 quilómetros de ciclismo e cinco de corrida em 54.05 minutos.

“Ele tinha um forte sprint final, velocidade e potência mais altas do que as minhas. Se calhar, deveria ter posto mais ritmo logo no ultimo quilómetro e aí podia ser que ele não conseguisse vir”, equacionou.

Dinis Ferreira era o 49.º favorito num lote de 70 atletas, mas isso nunca tolheu a sua ambição: “Ninguém tinha ideia de que eu pudesse fazer uma prova destas. Só eu e o meu treinador [André Campos] tínhamos a noção do que podia acontecer, se corresse tudo bem”.

O desportista luso espera seguir o percurso de outros compatriotas igualmente medalhados em Mundiais e que agora brilham nas Elites, nomeadamente Vasco Vilaça e Ricardo Batista, primeiro e terceiro do ranking mundial, respetivamente, bem como João Nuno Batista, alegrando-se por agora pertencer, também, ao "bom clube" dos bem-sucedidos.

Para isso, vai manter-se no Centro de Alto Rendimento do Jamor, onde trabalha há dois anos, considerando que agora está na fase de “transformar o talento também em muito trabalho”, que considera “fundamental” para continuar a evoluir, pois acredita que “o melhor ainda está para vir”.

“Sou uma pessoa que gosta de brincadeira e que, às vezes, não leva as coisas muito a sério, mas gosto muito de treinar”, sublinhou Dinis Ferreira, que ainda não se mimou com uma ‘francesinha’, o seu prato predileto, para celebrar o seu feito, que aconteceu com familiares e amigos.

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