Mais Modalidades
Ucrânia. UE condena decisão de Comité Olímpico de levantar restrições a atletas russos
A chefe da diplomacia da UE condenou esta segunda-feira a decisão do Comité Olímpico Internacional de levantar restrições aos atletas russos e anunciou que o bloco vai cortar o financiamento à Bienal de Veneza por permitir a participação de Moscovo.
Em conferência de imprensa no final de uma reunião dos ministros dos Negócios Estrangeiros da União Europeia (UE), em Bruxelas, Kaja Kallas considerou que a decisão do Comité Olímpico Internacional (COI) “revela uma cegueira perante a realidade”.
“Os ministros condenam veementemente esta decisão, uma vez que coincide com o momento em que a Rússia está a matar um número recorde de civis ucranianos. Parece que o COI está, na prática, a recompensar estes ataques”, criticou.
Pelo mesmo motivo, Kaja Kallas anunciou ainda que a Comissão vai cortar o financiamento para projetos culturais à Bienal de Veneza, por autorizar a participação da Rússia.
“Esse apoio não deve servir para branquear a agressão russa”, defendeu.
A Alta Representante da UE para os Negócios Estrangeiros e Política de Segurança referiu que, na reunião de hoje, os ministros aprovaram, “pela nona vez consecutiva”, sanções à Rússia.
“Estamos a sancionar a Rússia a uma escala sem precedentes. As medidas hoje aprovadas, em conjunto com o futuro 21.º pacote de sanções, incluem mais de 250 pessoas e entidades. Trata-se do nosso maior pacote desde a invasão de 2022”, destacou.
A chefe da diplomacia do bloco dos 27 quis ainda destacar o facto de terem sido hoje aprovadas, em simultâneo, sanções da UE e do Reino Unido a responsáveis russos que estão por detrás de ciberataques, “incluindo criminosos, ativistas e empresas que atuam sob as ordens de Moscovo”.
“Este é o maior pacote de sanções da UE alguma vez adotado no domínio da cibersegurança. A UE convocará igualmente o representante da Rússia por causa desta campanha de ciberataques levada a cabo por Moscovo”, anunciou.
Questionada sobre porque é que os ministros não chegaram hoje a acordo sobre o 21.º pacote de sanções, ao contrário do que estava previsto, a chefe da diplomacia da UE disse que o consenso “está muito próximo”.
Kallas referiu que o “plano A” atual é tentar que o pacote seja aprovado até quarta-feira, para garantir que o atual teto ao preço do petróleo russo, que expira nesse dia, é renovado. Caso contrário, o preço do barril de petróleo russo, atualmente de 44,10 dólares (cerca de 38 euros ao câmbio atual), passaria para cerca de 60 dólares (na ordem dos 52 euros).
“Se não chegarmos a acordo, começamos a trabalhar num ‘plano B’. Mas, por enquanto, ainda estamos a trabalhar no ‘plano A’: quarta-feira”, disse.
A Alta Representante referiu que todos os Estados-membros concordam que é necessário aumentar a pressão, mas têm “várias razões” para não concordarem, designadamente a nível económico, com a versão do 21.º pacote de sanções apresentada pela Comissão Europeia, que inclui restrições comerciais na pesca ou o fim do trânsito de gás natural liquefeito russo pela UE.
No entanto, Kallas advertiu que o mais importante a nível económico para os Estados-membros é garantir que a guerra na Ucrânia acaba.
“E por isso é que temos de fazer todos os esforços a curto prazo para garantir que não temos esta guerra. Por isso é que hoje tivemos estas discussões intensas e o apelo foi para que nos foquemos em acabar com esta guerra reforçando a pressão sobre a Rússia”, disse.
Kallas salientou que existe uma “janela de oportunidade” para forçar a Rússia a negociar, porque a “Ucrânia está numa posição mais forte do que alguma vez esteve, e a Rússia numa posição mais fraca”.
“Por isso, temos de aguentar esta dor no curto prazo”, apelou a representante.
“Os ministros condenam veementemente esta decisão, uma vez que coincide com o momento em que a Rússia está a matar um número recorde de civis ucranianos. Parece que o COI está, na prática, a recompensar estes ataques”, criticou.
Pelo mesmo motivo, Kaja Kallas anunciou ainda que a Comissão vai cortar o financiamento para projetos culturais à Bienal de Veneza, por autorizar a participação da Rússia.
“Esse apoio não deve servir para branquear a agressão russa”, defendeu.
A Alta Representante da UE para os Negócios Estrangeiros e Política de Segurança referiu que, na reunião de hoje, os ministros aprovaram, “pela nona vez consecutiva”, sanções à Rússia.
“Estamos a sancionar a Rússia a uma escala sem precedentes. As medidas hoje aprovadas, em conjunto com o futuro 21.º pacote de sanções, incluem mais de 250 pessoas e entidades. Trata-se do nosso maior pacote desde a invasão de 2022”, destacou.
A chefe da diplomacia do bloco dos 27 quis ainda destacar o facto de terem sido hoje aprovadas, em simultâneo, sanções da UE e do Reino Unido a responsáveis russos que estão por detrás de ciberataques, “incluindo criminosos, ativistas e empresas que atuam sob as ordens de Moscovo”.
“Este é o maior pacote de sanções da UE alguma vez adotado no domínio da cibersegurança. A UE convocará igualmente o representante da Rússia por causa desta campanha de ciberataques levada a cabo por Moscovo”, anunciou.
Questionada sobre porque é que os ministros não chegaram hoje a acordo sobre o 21.º pacote de sanções, ao contrário do que estava previsto, a chefe da diplomacia da UE disse que o consenso “está muito próximo”.
Kallas referiu que o “plano A” atual é tentar que o pacote seja aprovado até quarta-feira, para garantir que o atual teto ao preço do petróleo russo, que expira nesse dia, é renovado. Caso contrário, o preço do barril de petróleo russo, atualmente de 44,10 dólares (cerca de 38 euros ao câmbio atual), passaria para cerca de 60 dólares (na ordem dos 52 euros).
“Se não chegarmos a acordo, começamos a trabalhar num ‘plano B’. Mas, por enquanto, ainda estamos a trabalhar no ‘plano A’: quarta-feira”, disse.
A Alta Representante referiu que todos os Estados-membros concordam que é necessário aumentar a pressão, mas têm “várias razões” para não concordarem, designadamente a nível económico, com a versão do 21.º pacote de sanções apresentada pela Comissão Europeia, que inclui restrições comerciais na pesca ou o fim do trânsito de gás natural liquefeito russo pela UE.
No entanto, Kallas advertiu que o mais importante a nível económico para os Estados-membros é garantir que a guerra na Ucrânia acaba.
“E por isso é que temos de fazer todos os esforços a curto prazo para garantir que não temos esta guerra. Por isso é que hoje tivemos estas discussões intensas e o apelo foi para que nos foquemos em acabar com esta guerra reforçando a pressão sobre a Rússia”, disse.
Kallas salientou que existe uma “janela de oportunidade” para forçar a Rússia a negociar, porque a “Ucrânia está numa posição mais forte do que alguma vez esteve, e a Rússia numa posição mais fraca”.
“Por isso, temos de aguentar esta dor no curto prazo”, apelou a representante.