Volta ao Algarve em bicicleta apresenta percurso renovado e `pontos quentes`

Um percurso renovado e a introdução de ‘pontos quentes’ com bonificação de tempo são algumas das novidades da 52.ª Volta ao Algarve em bicicleta, que se disputa entre 18 e 22 de fevereiro, anunciou hoje a organização.

Lusa /
Lusa

A prova algarvia confirma a participação de algumas das principais figuras do ciclismo internacional, com destaque para o português João Almeida, da UAE Emirates, apesar da ausência do campeão em título, o dinamarquês Jonas Vingegaard.

“Entre as novidades, foram introduzidos 'pontos quentes', permitindo que num espaço de um quilómetro e cem metros, possamos conquistar nove segundos, não ganhar a etapa e sermos o líder”, disse em Faro o presidente da Federação Portuguesa de Ciclismo.

Em declarações no final da conferência de imprensa de apresentação da prova, Cândido Barbosa afirmou que o conjunto de inovações “torna a corrida mais interessante do ponto de vista desportivo” e ajustada aos tempos atuais.

“Será inédito e daí estarmos convictos dos melhoramentos, não só do ponto de vista desportivo, e acrescentar mais valor à Volta ao Algarve”, sublinhou.

A prova, de categoria UCI ProSeries 2.Pro, arranca em Vila Real de Santo António, que será palco pela primeira vez de uma partida desta prova, numa volta que decorre ao longo de cinco etapas e que tem o tradicional final no Alto do Malhão, em Loulé.

O traçado inclui uma combinação de etapas planas e de média montanha, que poderão proporcionar combates táticos desde os primeiros dias de competição.

Entre as equipas já confirmadas está a UAE Emirates, considerada uma das melhores formações do pelotão mundial e que será liderada por João Almeida, além de contar com os outros três ciclistas portugueses da equipa.

João Almeida foi anunciado como um dos líderes da formação e reforça as aspirações numa corrida em que já demonstrou ser um dos candidatos fortes à geral, depois do segundo lugar obtido em 2025.

“O João Almeida certamente que vem para disputar e daí trazer o ‘quartel-general’ de portugueses que normalmente são também parte da ajuda noutras provas”, argumentou Cândido Barbosa.

A organização espera que o novo formato e o pelotão competitivo reforcem ainda mais a posição da prova no calendário internacional, atraindo público e meios de comunicação de vários países para o Algarve.

A prova arranca no dia 18 de fevereiro, com a etapa de 185,60 quilómetros entre Vila Real de Santo António e Tavira, com três ‘sprints’ bonificados concentrados em pouco mais de um quilómetro.

A segunda etapa, na distância de 157,10 quilómetros, vai ligar Portimão ao alto da Fóia, em Monchique, naquela que será a primeira chegada em montanha, com três ‘pontos quentes’.

O terceiro dia (20 de fevereiro) é dedicado ao contrarrelógio individual, com partida e chegada em Vilamoura e passagem por Quarteira, num percurso de 19,5 quilómetros. A quarta etapa terá partida de Albufeira e chegada a Lagos (182,10), com um circuito final de 32 quilómetros, após uma primeira passagem pela meta.

A quinta e última etapa vai partir da cidade de Faro e termina no ‘emblemático’ Alto do Malhão (Loulé), na distância de 153,10 quilómetros, apresentando como novidade uma dupla passagem pelo Malhão, integrada num circuito final de 45 quilómetros.

O presidente da Região de Turismo do Algarve, André Gomes, disse que a Volta ao Algarve “é uma das mais importantes provas desportivas da região, tendo gerado um impacto económico de mais de 30 milhões de euros em 2025”.

“É em evento com uma relevância muito grande para o nosso território e que permite dar a conhecer a autenticidade do Algarve e captar visitantes fora da época alta”, notou.
PUB