Xadrez - Morreu Bobby Fischer

O irreverente Bobby Fischer, figura lendária do xadrez mundial, morreu quinta-feira, aos 64 anos, em Reiquejavique, onde vivia desde Março de 2005, escapando à justiça dos Estados Unidos.
Bobby Fischer integra uma restrita galeria dos quatro melhores xadrezistas do mundo, a par do cubano Raul Capablanca, de Garry Kasparov e de Anatoly Karpov, é pelo menos essa a opinião do presidente da Federação Portuguesa, António Bravo.

RTP /
DR

As causas da morte do antigo campeão e grande mestre não são conhecidas, embora Fischer sofresse de doença prolongada. 
     
O polémico campeão mundial de xadrez de 1972 terá morrido em casa, para onde havia regressado em Dezembro e depois de ter passado dois meses hospitalizado.
     
Reiquejavique era um local demasiado importante na vida de Fischer, não só por ter sido aí que foi acolhido após ter saído do Japão, mas também como palco da sua partida mais conhecida de sempre. 
     
Naquele a que alguns chamam "a partida do século", Fischer enfrentou
e venceu o soviético Boris Spassky, em 1972, aos 29 anos, num confronto claramente envolvido no contexto político da altura e em especial conotado com a guerra fria. 
     
O despique projectou Fischer, já então um xadrezista de excelência, mas o norte-americano não voltou a realizar partidas oficiais, apresentando
em 1975 exigências incomportáveis para a Federação Internacional(FIDE), que lhe retirou o título. 
     
Durante anos, o homem a quem muitos consideravam "génio" e outros "louco" viveu isolado, até voltar a chamar a atenção da opinião pública, quando em Julho de 2004 foi detido em Tóquio, onde vivia. Fischer foi detido por tentar usar um passaporte caducado dos Estados Unidos, país de cuja cidadania abdicou e que o procurava desde 1992, quando o xadrezista desobedeceu a uma proibição de viajar para a antiga Jugoslávia.
     
  
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