Reportagem A situação dos incêndios em Portugal minuto a minuto

Um incêndio em Monchique, no Algarve, está a mobilizar mais de 400 bombeiros, apoiados por 127 veículos e dez meios aéreos. As chamas deflagraram pelas 13h30 desta sexta-feira num eucaliptal da zona da Perna da Negra.

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Interrompemos aqui o acompanhamento ao minuto da situação dos incêndios no país.

21h00 - Sem meios aéreos durante a noite

O comandante Abel Gomes, do Comando Distrital de Operações de Socorro de Faro, reiterou, em declarações à RTP, que o dispositivo envolvido no combate às chamas em Monchique está a contar com dificuldades durante a noite.


O comandante confirmou que as autoridades tomaram medidas para evacuar a localidade de Foz do Carvalhoso, na rota do fogo.

Abel Gomes confirmou ainda a evacuação da povoação de Taipas.

20h42 - Calor extremo

A reportagem da RTP recolheu, ao início da noite desta sexta-feira, os últimos dados do Instituto do Mar e da Atmosfera relativos ao calor que se abate por estes dias sobre o país.


20h37 - "Noite muito complicada"

Segundo Abel Gomes, comandante das operações em Monchique, "vai ser uma tarefa difícil dominar este incêndio".

"Espera-se uma noite muito complicada, de muito trabalho e muito exigente", afirmou no briefing realizado pouco antes das 20h00.

"Hoje, no teatro de operações, foram registados 47 graus de temperatura e humidades relativas na ordem dos 14 por cento, o que complica e muito a tarefa de quem tem de combater este incêndio", explicou.

Pelas 20h00, o incêndio era combatido por 423 operacionais, apoiados por 127 veículos e dez meios aéreos.

20h13 - Medidas preventivas em Lisboa

A Câmara Municipal de Lisboa decidiu "evitar a concentração de pessoas" no Parque Florestal de Monsanto até segunda-feira, "dado o risco máximo de incêndio".

Ficam por isso fechados os parques recreativos e reduzida a circulação dentro daquele espaço.

A autarquia indica, em comunicado, que, "em virtude do aumento das temperaturas e consequente agravamento do risco de incêndio", tomou algumas "medidas preventivas especiais", designadamente "reduzir ao mínimo a circulação e acesso ao Parque Florestal de Monsanto" e encerrar o Parque Recreativo do Alvito, o Parque Recreativo do Alto da Serafina e o Miradouro Panorâmico de Monsanto.

A Câmara decidiu ainda "cancelar a realização de eventos no interior dos espaços em regime florestal, nomeadamente um evento que estava previsto realizar-se na Tapada da Ajuda no domingo".

20h01 - Combate difícil

O comando das operações de combate ao incêndio de Monchique espera horas de trabalho complexo nas próximas horas.

Mais de 400 bombeiros continuam no local, agora apoiados por dez meios aéreos. Há notícia de pelo menos nove operacionais feridos sem gravidade.

Há ainda duas frentes ativas em zona de mato e eucalipto.

19h10 - "24 horas por dia"

Também a Câmara de Sintra vai reforçar os meios no terreno para vigiar "24 horas por dia" a Serra local, em consequência do prolongamento do alerta vermelho até às 23h29 de domingo.

19h04 - Vigilância reforçada em Aveiro

A Comissão Distrital de Proteção Civil de Aveiro decidiu reforçar os meios de deteção, vigilância e fiscalização de fogos florestais, pedindo ainda à população que mantenha e reforce os comportamentos preventivos.

"Foi determinado o reforço de meios de deteção, vigilância e fiscalização, com recurso ao patrulhamento dissuasor e vigilância, através de equipas dos vários agentes de proteção civil e ainda o pré-posicionamento dos meios de combate a incêndios, tendo sido também reforçados os meios para o ataque inicial", indica um comunicado da estrutura.

19h00 - Desce o número de operacionais

Já foi reduzido o número de operacionais que combatem o incêndio em Monchique. São agora cerca 370 os bombeiros no terreno, apoiados por 155 viaturas e nove meios aéreos.

O presidente da Câmara Municipal de Monchique, Rui André, admite que algumas pessoas possam ter decidido sair das respetivas habitações por iniciativa própria e precaução.

18h29 - O dispositivo

Segundo a Proteção Civil, estão nesta altura envolvidos no combate às chamas em Monchique 436 operacionais, apoiados por 130 viaturas e os mesmos nove meios aéreos.

O incêndio tem duas frentes ativas e está a queimar uma zona de mato e eucaliptal. O vento forte continua a ser a maior dificuldade dos bombeiros.

18h05 - Equipa de reportagem da RTP em Monchique

O jornalista Duarte Baltazar sintetizou o plano de ataque inicial de combate a incêndios do CDOS de Faro.

"O vento tende a mudar várias vezes de direção", descreveu.

17h48 - "Não há necessidade de evacuação"

O presidente da Câmara de Monchique garante que já foi possível controlar uma das frentes do incêndio que ali deflagrou.

O autarca nega também que tenha sido evacuada a localidade de Taipas, como chegou a ser avançado.

17h35 - Proteção Civil estende alerta especial

A Proteção Civil decidiu entretanto alargar a mais 11 distritos de Portugal continental o estado de alerta especial vermelho para os meios de combate a incêndios florestais.

Passam, assim, a estar abrangidos por este nível de alerta os distritos de Lisboa, Setúbal, Évora, Santarém, Portalegre, Castelo Branco, Coimbra, Leiria, Viseu, Guarda e Bragança.

Estão também sob alerta vermelho, desde quinta-feira, os distritos de Faro e Beja.

Aveiro, Porto, Braga, Viana do Castelo e Vila Real estão sob alerta laranja, o segundo mais grave.

17h28 - Incêndio em Mirandela

Em Mirandela, na freguesia de Caravelas, um incêndio está a ser combatido por quatro meios aéreos, 140 operacionais e 41 meios terrestres.

O fogo deflagrou perto das 14h00. A situação em Mirandela é agravada pelas altas temperaturas, que rondam os 45 graus.

17h20 - 415 operacionais

Pelo menos uma casa chegou a ser ameaçada pelas chamas em Monchique.

Pelas 17h00, a resposta a este incêndio mobilizava 415 operacionais, apoiados por 122 meios terrestres e nove meios aéreos.

Ao contrário do que foi avançado ao início da tarde, a localidade de Taipas não foi evacuada e não haverá nenhuma localidade em risco.

O fogo ainda não está controlado.

Incêndio "complexo"

As chamas deflagraram pelas 13h30 na zona da Perna da Negra. O incêndio é considerado “complexo”, dado que “há muito vento” e os acessos “são difíceis”, segundo o Comando Distrital de Operações de Socorro de Faro.

Às 14h30 a Proteção Civil não dispunha ainda de informações sobre eventuais riscos para pessoas ou bens. A prioridade era então “posicionar os meios”. Entretanto, o CDOS adiantou que a progressão das chamas obrigou a deslocar pessoas do sítio de Taipas, a sul da Perna da Negra.

Vítor Vaz Pinto, comandante operacional de Faro, explicou à RTP que o incêndio começou com muita intensidade numa zona de difíceis acessos.

Cerca das 15h00, o fogo era já combatido por 234 operacionais, apoiados por 68 veículos e nove meios aéreos.

Também ouvido pela RTP, o presidente da Junta de Freguesia de Monchique, José Gonçalo, afirmou que as chamas atingiram uma zona de eucaliptal e destacou o contributo dos meios aéreos para a operação de combate.

Mais tarde, José Gonçalo negaria estar em curso qualquer operação de evacuação na zona.

Uma zona rural de Monchique havia já sido atingida por um incêndio na tarde de quinta-feira. Foi dominado ao fim de duas horas.

Face às temperaturas elevadas que se fazem sentir no país, o Instituto Português do Mar e da Atmosfera alargou o aviso vermelho para 11 distritos até à tarde de domingo.

A Autoridade Nacional de Proteção Civil estendeu, por sua vez, o estado de alerta especial para os meios de combate a incêndios aos distritos do Porto, Leiria, Aveiro, Braga, Viana do Castelo e Coimbra.

O dispositivo nacional de combate a fogos abrange este ano 56 meios aéreos, perto de 11 mil operacionais e mais de três mil meios terrestres.

Emissão da RTP3

Emissão da Antena 1

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