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Reportagem

Após marcha pelo direito à habitação. PSP carrega sobre manifestantes em Lisboa

por Inês Moreira Santos, Carlos Santos Neves - RTP

António Antunes - RTP

As ruas de capitais de distrito como Lisboa, Porto, Coimbra e Braga foram este sábado percorridas por marchas pelo direito à habitação. Em Lisboa, na Praça Martim Moniz, ponto de chegada da marcha, a detenção de pelo menos duas pessoas fez subir a tensão. A polícia carregou sobre manifestantes.

Mais atualizações

21h25 - Dispositivo policial está a desmobilizar no Martim Moniz

Os protestos em Lisboa já acabaram e a situação que gerou confusão na zona do Martim Moniz já está controlada. As duas jovens que foram detidas, ao final da tarde, foram já libertadas.

Também o dispositivo policial está já a ser desmobilizado do local.
A manifestação estava a decorrer pacificamente, mas houve confusão e confrontos entre manifestantes e polícias no Martim Moniz.

21h12 - Jovens detidas já foram libertadas

Acabou em confrontos com a polícia a manifestação da Habitação, no Martim Moniz em Lisboa. No final do protesto, gerou-se uma enorme confusão, foram atiradas pedras aos agentes da PSP e duas jovens foram detidas pela polícia no interior do Mercado Oriental, no Martim Moniz. As raparigas de origem portuguesa e italiana foram, entretanto, libertadas.


20h32 - Situação mantém-se tensa no Martim Moniz

Pelas 20h15, as duas jovens retidas pela PSP no Martim Moniz ainda não haviam sido retiradas do local. Trata-se de uma cidadã italiana e uma portuguesa, como apurou a RTP.
20h15 - Ponto de situação

Duas jovens foram retidas pela polícia no interior do centro comercial do Martim Moniz. Centenas de pessoas concentraram-se em redor deste espaço.
Seguiram-se confrontos com a PSP, que carregou sobre manifestantes.

20h00 - Confrontos com a polícia no Martim Moniz

A RTP captou o momento em que a PSP carregou sobre manifestantes.
19h46 - Duas detenções no final da manifestação em Lisboa

A RTP apurou que foram detidas pela PSP pelo menos duas jovens, no termo da manifestação em Lisboa.
Ao início da noite, no Martim Moniz, onde terminou a marcha, eram visíveis motas da Polícia de Segurança Pública vandalizadas. A PSP acabou por carregar sobre manifestantes.

19h10 - Manifestação em Lisboa culmina na Praça Martim Moniz

Está montado, no local, um palco a partir do qual são partilhados testemunhos de manifestantes.
A concentração final, ao cabo de cerca de três horas e meia de marcha, é pautada pela mesma mensagem: as medidas que o Governo de António Costa incluiu no Programa Mais Habitação são insuficientes.

18h44 - PAN critica Governo por não ir além de intenções

Inês Sousa Real, porta-voz do PAN, critica o Governo por ter um excedente e não ajudar mais as famílias.
O partido Pessoas-Animais-Natureza considera que as medidas do Governo ficam apenas por um conjunto de intenções, sem eficácia para resolver o problema habitacional.

18h25 - A reportagem da Antena 1 em Lisboa

A repórter da Antena 1 Paula Veran acompanhou a manifestação e falou com algumas das pessoas que se juntaram aos protestos desta tarde.
18h13 - Os testemunhos dos manifestantes

Reunimos aqui alguns dos testemunhos que a RTP foi recolhendo, ao longo da tarde, junto das pessoas em protesto.
17h51 - Polícia desvia marcha na Avenida Almirante Reis

As autoridades obrigaram os manifestantes a fazerem um desvio para uma rua paralela à Avenida Almirante Reis, constatou a equipa de reportagem da RTP no local.
17h40 - Chega renova críticas ao Governo

André Ventura visitou este sábado um dos bairros tradicionais de Lisboa para criticar a burocracia dos licenciamentos e defender o alojamento local.
O Chega critica o Governo pela falta de soluções para a habitação, nomeadamente para os jovens que não conseguem comprar ou arrendar casa.

André Ventura disse ainda esperar que o presidente da República vete o pacote para a habitação, caso o Executivo mantenha as medidas como estão.
Caso Marcelo Rebelo de Sousa deixe passar, Ventura irá pedir a intervenção do Tribunal Constitucional.

17h20 - Manifestação termina em Braga

A equipa de reportagem da RTP na cidade dos arcebispos ouviu os manifestantes no termo dos protestos desta tarde. A insuficiência das medidas do Governo para o domínio da habitação foi, uma vez mais, a palavra de ordem.

17h18 - Marcha do Porto converge para a Praça de D. João I

A marcha nas ruas da Invicta está a culminar com uma concentração na Praça de D. João I. Ouve-se intervenções dos movimentos que convocaram estas ações de protesto.
"As medidas do Governo são insuficientes. É atirar areia para os olhos das pessoas", reitera um dos manifestantes ouvidos pela RTP. Trata-se de um estudante, que vive em casa dos pais, e que olha com apreensão para o seu futuro.

17h12 - "De malas feitas para sair do país"

Foi este o relato de um casal ouvido pela equipa de reportagem da RTP em Lisboa. Disseram mesmo que esta será a última manifestação em que participam em Portugal.

Também ouvida pela RTP, a representante de uma associação de moradores da Mouraria deixou um apelo: "Queremos mais vizinhos para que o bairro seja vivo".
Ao longo do percurso, parte dos manifestantes tem grafitado instalações de empresas imobiliárias.

16h27 - Marcha estende-se pela Avenida Almirante Reis

Ouvido pela RTP, um dos manifestantes que se juntaram à marcha em Lisboa deu conta da dificuldade de conseguir um quarto na capital quando se aufere o ordenado mínimo nacional.
16h14 - Medidas "conjunturais" debaixo de críticas em Coimbra

O programa que o Governo apresentou para responder aos problemas do sector da habitação "é conjuntural" e não soluciona aquilo que é uma crise estrutural.
É esta a ideia que prevalece entre os manifestantes em protesto no coração da cidade dos estudantes.

16h11 - "Continuamos a ter uma geração à rasca"

É o que se denuncia em Braga, onde a marcha dos manifestantes está também em curso.
16h07 - Centenas em marcha no Porto

Centenas de pessoas percorrem a esta hora a Rua de Santa Catarina, juntando-se ao protesto pelo direito à habitação.
A equipa de reportagem da RTP ouviu os testemunhos de manifestantes, que chamam a atenção para o fosso entre os rendimentos e os preços das casas.

16h01 - Marcha arranca em Lisboa

Começa neste momento a marcha dos manifestantes desde a Alameda Afonso Henriques, dirigindo-se para a Avenida Almirante Reis.
15h39 - "Habitação é um problema central", vinca Paulo Raimundo

O PCP quis este sábado marcar presença nas manifestações pelo direito à habitação. O secretário-geral dos comunistas enfatizou que "as medidas que o Governo avançou não têm uma implicação na vida das pessoas" que decidiram aderir ao protesto em diferentes capitais de distrito.
"Os fundos imobiliários e a banca" estiveram também na mira das críticas do PCP.

15h24 - Bloco junta-se a manifestações. "Lisboa é já das capitais mais caras do mundo"

A coordenadora cessante do Bloco de Esquerda, Catarina Martins, juntou-se aos protestos deste sábado pelo direito à habitação.
"Precisamos que as casas tenham preços justos", advogou.

15h17 - Porto. Praça da Batalha é o ponto de partida

No Porto, são 40 a 50 os movimentos que se juntam aos protestos deste sábado, como constatou, na Praça da Batalha, a equipa de reportagem da RTP.
Estão já a ganhar forma, também, as concentrações em Braga e Coimbra.
15h07 - Lisboa. Manifestantes concentram-se na Alameda

Começa a ganhar corpo a manifestação em Lisboa, com uma primeira concentração na Alameda Afonso Henriques.
A equipa de reportagem da RTP ouve críticas ao que os movimentos em protesto consideram ser a insuficiência das medidas anunciadas pelo Governo.

15h00 - Hora de início das manifestações


Esta é uma ação contra a especulação imobiliária e pela regulação das rendas. As exigências integram um manifesto subscrito por quase uma centena de organizações.

O protesto decorre em Lisboa, no Porto, em Braga, Aveiro, Coimbra e Viseu.

O Governo aprovou na última semana, em Conselho de Ministros, as últimas medidas do Programa Mais Habitação. E apresentou-as em conferência de imprensa.

O presidente da República não exclui aplicar o veto às medidas do Governo.
Marcelo Rebelo de Sousa lembrou que, como em tudo, há três destinos possíveis: promulgar a lei, enviar o diploma para o Tribunal Constitucional ou vetar.

Por sua vez, o presidente da Iniciativa Liberal destacou, nas últimas horas, aqueles que considera serem os dois principais problemas na habitação: a escassez de oferta e os baixos rendimentos de quem quer casa.
Rui Rocha afirmou ainda que estes são problemas que António Costa não conseguiu solucionar em oito anos de governação.