Guardas prisionais vêm avisando "há muito tempo" sobre problemas identificados nas prisões

por João Vasco

Representantes dos guardas prisionais e dos reclusos comentam os resultados da auditoria às condições de segurança nas prisões, que revela “deficiências” nos equipamentos, organização e gestão de recursos.

O presidente do Sindicato do Corpo da Guarda Prisional mostra-se satisfeito com o facto de a auditoria se referir a problemas para os quais já tinha alertado há muito, incluindo em audições no parlamento. Frederico Morais afirma que o documento vem provar o que os guardas já sabiam e que teria sido possível evitar chegar a este ponto, se os governantes tivessem dado ouvidos ao sindicato há mais tempo.

Por seu lado, o secretário-geral da Associação Portuguesa de Apoio ao Recluso lamenta que este relatório não refira os problemas dos reclusos, pelo menos a julgar pelo resumo divulgado pelo Ministério da Justiça.

Vítor Ilharco alerta para problemas como a falta de psicólogos nas cadeias e a falta de qualidade da comida nas prisões e ajuíza que o problema das prisões é a escassez de orçamento da DGRSP, que gasta 80 por cento do dinheiro que tem com salários, pouco sobrando para outras despesas.
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