Centenas de bombeiros estão em protesto em Lisboa, no dia em que decorria uma reunião entretanto suspensa entre os sindicatos que representam estes profissionais e o Governo. Os sapadores exigem a revisão da carreira e o aumento do subsídio de risco.
A mesma fonte avançou que não estão em causa, até ao momento, as condições de segurança e que as negociações poderão ser retomadas se e quando forem assegurados o respeito pelo diálogo e tranquilidade no exercício do direito de manifestação.
Para impedir o acesso ao edifício, foi criada uma barreira policial pela Unidade Especial de Polícia, que bloqueou a passagem com viaturas e elementos. A Avenida João XXI foi cortada ao trânsito pelas autoridades.
“Enquanto o Governo não aceitar a nossa proposta e reivindicações, nós não vamos parar, não vamos baixar a guarda”, declarou, indicando que, no que depender do sindicato, essa negociação irá ser retomada.
Questionado sobre os petardos lançados pelos sapadores em protesto, o sindicalista respondeu que, “conhecendo os bombeiros, a segurança nunca está em causa. Os bombeiros são soldados da paz, não são soldados da guerra”.
Momentos antes de ter sido anunciada a suspensão da reunião, os sapadores ajoelharam-se em sinal de "submissão" ao Governo que, segundo eles, os quer dessa maneira. Pouco depois, entoaram o hino nacional e ergueram-se do chão.
Entretanto, o Governo alegou junto dos bombeiros que uma jornalista teria sido ferida no contexto da manifestação. Os sapadores no local disseram, por sua vez, ter-se tratado de um incidente menor, após o disparo de um petardo perto do pé de uma jornalista.
“Está a haver uma tentativa de descredibilizar a imagem dos bombeiros sapadores. Não somos arruaceiros, não houve agressões a jornalistas, não houve agressões à polícia”, declarou à RTP a bombeira Frederica Pires.
Sobre as negociações, esta profissional disse não ver vontade nem respeito por parte do Governo. “E, mais grave, é um verdadeiro desconhecimento daquilo que é um bombeiro sapador”, considerou.
“O Governo é que vai estar ao ritmo das nossas manifestações, não somos nós”, vincou a bombeira, acrescentando que no final do dia de hoje os profissionais vão “reagrupar e determinar outras forças de luta”.