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Comité Paralímpico mantém participação de Rússia e Bielorrússia apesar das ameaças de boicote
O Comité Paralímpico Internacional (IPC) confirmou esta segunda-feira a intenção de ter atletas russos e bielorrussos nos Jogos Paralímpicos de Inverno sob as suas bandeiras e hinos nacionais, embora haja planos de boicote em vigor.
Andrew Parsons, presidente do Comité Paralímpico Internacional, confirmou em conferência de imprensa, em Milão, a última decisão da Assembleia Geral do IPC de ter um conjunto de dez vagas destinadas a atletas da Rússia e Bielorrússia.
"Esta decisão não pode ser anulada pelo conselho nem por mim", assegurou.
A Rússia, afastada de grande parte das provas desportivas internacionais desde o ataque à Ucrânia, em 2022, garante assim duas vagas para o ski alpino, outras duas para ski cross-country e duas para snowboard. Já a Bielorrússia leva até Milão-Cortina quatro atletas para a prova de ski cross-country.
Preocupado com a “politização” do desporto, Parsons justificou esta escolha como um reflexo dos valores inclusivos dos Jogos Paralímpicos.
A solução tem gerado, no entanto, conflito e tensão entre as restantes equipas. O Comité Paralímpico da Ucrânia já anunciou publicamente que não participará na cerimónia de abertura do próximo dia 6 de março.
Segundo Matvii Bidnyi, ministro dos Desportos ucraniano, "as bandeiras da Rússia e da Bielorrússia não têm lugar em eventos desportivos que promovam a justiça e o respeito”.
No mesmo sentido, os comités paralímpicos da Polónia e da República Checa anunciaram que também podem não participar no evento, em solidariedade com o boicote ucraniano à reintegração das bandeiras das nações banidas.
“A mensagem que queremos passar é de inclusão e diversidade. Nós encorajamos a que todos participem, mas se não quiserem respeitamos”, esclareceu Parsons.
O governo italiano chegou a pedir ao IPC que revisse a decisão, mas Andrew Parsons assegurou que as duas partes têm mantido o diálogo contínuo, de modo a minimizar o impacto das diferentes opiniões sobre a situação.
Rússia e Bielorrússia têm estado presentes nas competições olímpicas, mas em representação dos “atletas neutros individuais” (AIN), em consonância com a sanção de permanecerem afastados da competição sob as próprias bandeiras.
Terminados os Jogos Olímpicos de Inverno em Milão-Cortina, a região italiana recebe os paralímpicos de 6 a 15 de março.
"Esta decisão não pode ser anulada pelo conselho nem por mim", assegurou.
A Rússia, afastada de grande parte das provas desportivas internacionais desde o ataque à Ucrânia, em 2022, garante assim duas vagas para o ski alpino, outras duas para ski cross-country e duas para snowboard. Já a Bielorrússia leva até Milão-Cortina quatro atletas para a prova de ski cross-country.
Preocupado com a “politização” do desporto, Parsons justificou esta escolha como um reflexo dos valores inclusivos dos Jogos Paralímpicos.
A solução tem gerado, no entanto, conflito e tensão entre as restantes equipas. O Comité Paralímpico da Ucrânia já anunciou publicamente que não participará na cerimónia de abertura do próximo dia 6 de março.
Segundo Matvii Bidnyi, ministro dos Desportos ucraniano, "as bandeiras da Rússia e da Bielorrússia não têm lugar em eventos desportivos que promovam a justiça e o respeito”.
No mesmo sentido, os comités paralímpicos da Polónia e da República Checa anunciaram que também podem não participar no evento, em solidariedade com o boicote ucraniano à reintegração das bandeiras das nações banidas.
“A mensagem que queremos passar é de inclusão e diversidade. Nós encorajamos a que todos participem, mas se não quiserem respeitamos”, esclareceu Parsons.
O governo italiano chegou a pedir ao IPC que revisse a decisão, mas Andrew Parsons assegurou que as duas partes têm mantido o diálogo contínuo, de modo a minimizar o impacto das diferentes opiniões sobre a situação.
Rússia e Bielorrússia têm estado presentes nas competições olímpicas, mas em representação dos “atletas neutros individuais” (AIN), em consonância com a sanção de permanecerem afastados da competição sob as próprias bandeiras.
Terminados os Jogos Olímpicos de Inverno em Milão-Cortina, a região italiana recebe os paralímpicos de 6 a 15 de março.