Mundial de 2002 foi "um desastre", admite Luís Figo

Mundial de 2002 foi "um desastre", admite Luís Figo

O antigo futebolista Luís Figo considera que o respeito alcançado por Portugal a nível internacional foi o ponto alto da sua carreira na Seleção e classifica a prestação lusa no Mundial da Coreia2002 como "um desastre" e que o regresso a Lisboa "foi bastante duro". Numa entrevista divulgada no sítio da Federação Portuguesa de Futebol (FPF), Luís Figo assume não ter saudades do futebol.

RTP /
Luís Figo e Eusébio na bancada durante o Euro2012 Lusa

Luís Figo afirma que "o ponto mais alto na Seleção foi tudo o que conquistamos em termos de prestígio e de respeito". O ainda recordista de internacionalizações pela equipa das "quinas" lembra que Portugal passou a ser assíduo em grandes competições desde 2000 e admitiu que o prestigio conseguido é quase um troféu.

Na entrevista divulgada no sítio da Federação Portuguesa de Futebol (FPF), Luís Figo acrescenta que "apesar de não termos ganho nenhum troféu importante, ficamos às portas de o conseguir, esse prestígio e respeito é como se fosse um troféu".

Figo considera que a prestação no Mundial2002, competição na qual Portugal venceu apenas um jogo, foi "um desastre em todos os sentidos" e que o regresso a Lisboa "foi bastante duro".

O antigo jogador, que terminou a carreira em 2009, admite que "representar Portugal foi o máximo", mas assume não ter saudades do futebol. "Não tenho saudades do futebol, mas tenho saudades dos momentos que vivi representando o meu país e os clubes por onde passei", refere.

Luís Figo mostra-se defensor das escolas de futebol, porque "quanto mais oportunidades existirem para que os mais novos possam praticar desporto, mais fácil é conseguir que tenham oportunidades" e defende o crescimento do desporto escolar.

Luís Figo, que desempenha o cargo diretor de relações internacionais do Inter de Milão, garante não fazer planos em relação à vida profissional, porque "as oportunidades surgem quando têm que surgir".

O antigo internacional luso, que vive em Madrid, refere "não sentir saudades de Portugal", porque se desloca a Lisboa todos os meses, e garantiu estar a informado sobre tudo o que se passa.



PUB