Postiga reconhece necessidade de melhorar finalização

Para o avançado vila-condense, de 29 anos, os nove que leva nos AA têm saldo positivo, e desvaloriza o mau resultado frente à Macedónia, embora admita haver que melhorar finalização e "concretizar as oportunidades que nos aparecem pela frente"

RTP /
Postiga, no jogo de sábado, frente à Macedónia lusa

Hélder Postiga reconhece que o encontro entre Portugal e a Macedónia "não foi um jogo bem conseguido" mas lembra que a Seleção Nacional tem uma semana para corrigir falhas.

"Temos noção de que não foi um jogo conseguido, podemos tirar ilações
dele e corrigir as falhas. Sabemos o que errámos e temos uma semana e tal para corrigir",  comentou o avançado português, em conferência de imprensa, esta segunda-feira, sobre o empate a zero, sábado, no primeiro jogo de preparação dos convocados para o Campeonato da Europa.

Postiga rejeitou as críticas sobre lacunas ofensivas de Portugal, afirmando  não poderem as pessoas ser tão radicais e pensar que a seleção não está a concretizar "o suficiente", mas assumindo a necessidade de melhorar a finalização e "concretizar as oportunidades que nos aparecem pela frente".

Depois das derrotas de Alemanha, Holanda e Dinamarca nos jogos particulares do fim de semana, o dianteiro do Real Zaragoza realçou a "época desgastante" que os seus jogadores tiveram.  

"Têm só uma semana de trabalho, por isso não devemos tirar ilações destes jogos", completou, confessando que as folgas que a Seleção Portuguesa tem tido são importantes para recuperar e descansar.

"Quanto à titularidade, sou mais um. Todos aspiram ser titulares. Resta-me trabalhar e competir para merecer esse lugar. Todos querem jogar, todos são possíveis titulares. Só uns podem ficar felizes e não me compete ficar triste nem alegre por ser titular. Compete-me é trabalhar", frisou.

Postiga acredita que a luta entre si, Hugo Almeida, "um grande amigo, um excelente jogador", e Nelson Oliveira, um atleta que poderá vir a ser "uma grande figura da seleção e do Benfica", é boa para o grupo.

Sobre a sua carreira como internacional A, avaliou: "Houve mais alegrias do que tristezas. Há momentos que são inesquecíveis,como o Euro 2004. A final foi o momento mais alegre e mais triste. Tenho mais momentos positivos do que negativos nestes nove anos em que joguei com o melhor que há no futebol português", concluiu.



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