"Quando me quiser chatear venho para Portugal"

Luís Figo rejeita suceder a Gilberto Madaií na presidência da Federação Portuguesa de Futebol. O ex-internacional português diz que tem a imagem "queimada" em Portugal e não quer ter mais problemas.

RTP /
Figo Lusa

O antigo internacional e capitão da seleção
nacional de futebol, Luís Figo, garantiu que não é candidato á Federação
Portuguesa de Futebol e considera que o despedimento de Carlos Queiroz estava
decidido à partida.

"Sabe que eu estou uma bocado queimado em Portugal devido a alguns acontecimentos
com a minha pessoa. A única coisa que posso dizer é que quando quiser mais
problemas regresso a Portugal", disse.

"Não passa pelos meus objetivos ser presidente do que quer seja em Portugal.
Como não quero ter problemas, nem uma vida agitada, acho que é melhor estar
em casa tranquilo", acrescentou.

O antigo internacional português falava aos jornalistas à margem da
cerimónia de entrega de equipamentos desportivos -- fato de treino, ténis
e uma mochila -- atribuídos a alunos da Escola Básica 2, 3 da Bela Vista,
em Setúbal, no âmbito de uma parceria da Fundação Luís Figo com o Ministério
da Educação.

Questionado sobre o despedimento de Carlos Queiroz do cargo de selecionador
nacional de futebol, Luís Figo considerou que se tratou um desfecho anunciado
desde o início do processo.

"Acho que todos os portugueses sabiam de antemão qual era o destino
final, ou a decisão final que íamos ter, independentemente dos resultados
positivos ou negativos", disse.

"Por isso acho que durante este processo se perderam dois meses, dois
meses de estabilidade. E quando se tem instabilidade é extremamente negativo
para todas as partes", concluiu.



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