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Roberto Martínez. Pode ser o momento de sorte para o Paulinho

Roberto Martínez. Pode ser o momento de sorte para o Paulinho

O selecionador nacional fez a antevisão do jogo com o México e falou, entre outros assuntos, sobre a chamada do avançado do Toluca Paulinho. Roberto Martínez afirmou que o avançado está na seleção "por mérito", acrescentando que "numa carreira é preciso ter momentos de sorte e saber aproveitar".

RTP /
Foto arquivo: António Cotrim - EPA

"O Paulinho está aqui por mérito, pelo que tem feito no México e numa carreira é preciso ter momentos de sorte e saber aproveitar. Ele tem muito boa ligação com muitos jogadores e é um jogador que trabalha muito bem.", disse Martínez.

Questionado sobre o favoritismo de Portugal à conquista do Mundial2026, Roberto Martínez foi pragmático ao afirmar que "não somos favoritos, porque só as seleções que já ganharam mundiais são favoritas", acrescentando que a seleção nacional é "candidata sim".

"Penso que não somos favoritos, porque só as seleções que já ganharam mundiais são favoritas. Candidatos sim, mas falta-nos essa barreira psicológica de já termos vivido isso. Primeiro temos de jogar três jogos da fase de grupos e ganhar porque ninguém entra campeão. As equipas fazem-se campeãs. 

Roberto Martínez deu com exemplo a Argentina que no último Campeonato do Mundo no Catar "perdeu o primeiro jogo com a Arábia Saudita e depois fez-se campeã".

Sobre a seleção do México, Roberto Martínez começou por elogiar e ter uma grande admiração, lembrando-se logo de Hugo Sánchez e acompanho desde sempre os Mundiais. "Depois acho que Aguirre tem feito um grande trabalho, muito organizada e com muita capacidade entrelinhas e que beneficiou da afirmação de Jiménez. E depois é uma seleção muito querida dos adeptos e que é vivida com muita intensidade", concluiu.

Roberto Martínez admitiu ainda grande rotatividade na Seleção Nacional começando pela baliza. "Quanto aos guarda-redes, têm trabalhado muito bem e o Sá vai jogar um jogo e o Rui Silva vai jogar outro. Uma palavra para o Ricardo Velho, que é um ótimo quarto guarda-redes. De notar ainda que pela primeira vez a FIFA vai permitir 10 substituições e veremos como podemos gerir". 

Para Martínez, o particular de sábado vai ser muito importante na preparação para o próximo Campeonato do Mundo, não só pelo desafio que será atuar no Azteca, mas também devido à altitude de 2.240 metros sobre o nível do mar que existe na Cidade do México.

"Não é fácil uma seleção europeia jogar no Azteca. O México não perde em casa com uma equipa europeia há muito tempo e são esses desafios que procuramos. Vamos também juntar informações do desempenho dos jogadores nestas condições e assim já teremos muitas informações na altura do Campeonato do Mundo", explicou o treinador de 52 anos.



O capitão no "palco de lendas"

Na ausência de referências como Cristiano Ronaldo e Bernardo Silva, Bruno Fernandes assumiu o papel de líder e capitão da Seleção Nacional. O foco principal foi a preparação para o Mundial2026 e a adaptação às condições únicas do México.

Bruno Fernandes não escondeu o entusiasmo por jogar num dos recintos mais emblemáticos do futebol mundial, que foi recentemente remodelado para a competição (Mundial2026). Classificou como um "privilégio" inaugurar a remodelação de "um estádio tão mítico".

O médio do Manchester United destacou que defrontar o México (uma seleção que raramente perde em casa contra europeus) é o teste ideal para o que Portugal encontrará no Campeonato do Mundo.

O desafio da altitude e as "dicas" de Paulinho

Um dos temas centrais foi a gestão física a mais de dois mil metros de altitude. O médio admitiu que a respiração muda e que os momentos de recuperação de oxigénio têm de ser mais bem geridos.

Bruno Fernandes revelou ter falado com o avançado Paulinho, que joga no Toluca do México, que o alertou para o facto de a bola viajar muito mais rápido na altitude.

Questionado sobre ser o capitão neste estágio, Bruno manteve a postura pragmática que o caracteriza. "A minha postura vai ser sempre a mesma, esteja aqui o Cris ou não".

Por fim, afirmou que representar a seleção é o maior feito da sua carreira, independentemente de ser o jogador com mais jogos na atual convocatória.

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