"Velha guarda" sobrepõe-se à renovação na hora do tudo ou nada

Múltiplas lesões em futebolistas influentes impediram Portugal de estabilizar um "onze", Carlos Queiroz multiplicou as experiências para a renovação, mas é com a "velha guarda" reforçada de Liedson que ataca os jogos determinantes para o Mundial2010.

RTP /
Liedson é o novo reforço da Selecção Nacional EPA

Para as decisivas visitas à Dinamarca (sábado) e Hungria (09 de Setembro), o "professor" apostou num grupo de 22 atletas que aparentemente lhe dão garantias para ultrapassar os obstáculos com sucesso, a única forma de continuar a alimentar esperanças para o Mundial.

No primeiro ano de qualificação, em que foram disputados seis desafios, Queiroz pode queixar-se do azar, pois, independentemente das vicissitudes de cada desafio, em quase todos os encontros esteve privado de diversos influentes futebolistas.

Isso - e o habitual pouco tempo para trabalhar com o grupo antes dos jogos - também ajuda a explicar o facto de Portugal ainda não ter realizado exibições verdadeiramente convincentes, estando, até agora, longe de revelar-se um bloco harmonioso, sólido e eficaz.

Resultado: em 18 pontos possíveis, os lusos apenas conquistaram nove, pecúlio demasiado parco para quem tem uma equipa respeitada a nível mundial e tem participado e brilhado nos últimos grandes torneios do planeta.

Pepe, adaptado a "trinco", e o médio Raul Meireles são os únicos totalistas de um anormalmente extenso grupo de 27 jogadores utilizados nos seis jogos oficiais até ao momento.

Cristiano Ronaldo e Bruno Alves falharam os dois primeiros jogos (vitória 4-0 em Malta e derrota cadeira 2-3 com Dinamarca), Deco, Ricardo Carvalho e Simão estiveram impedidos nos dois desafios com a Suécia e a recepção à Albânia, que custaram aos lusos três nulos (0-0).

Paulo Ferreira, adaptado a lateral esquerdo, foi titular em três encontros e perdeu outros três por lesão, motivo que afastou também Nani um jogo.

Desta vez, Carlos Queiroz ficou privado de Hugo Almeida (marcou dois dos três golos no particular de Agosto no Liechtenstein) e ainda não pode contar com Paulo Ferreira.

Como os golos são imprescindíveis para vencer, o seleccionador chamou os experientes Nuno Gomes (aos 33 anos, tem sido suplente no Benfica) e Liedson, o brasileiro que foi naturalizado português e, aos 31 anos, ainda quer deixar a marca na equipa das Quinas.

Quim foi titular nos quatro primeiros desafios, mas o "dono" da baliza do Benfica perdeu a posição na selecção para o bracarense Eduardo, que defendeu nos últimos dois encontros oficiais.


C/Lusa
PUB