Expulsão de Gyökeres não justifica empate e fraca exibição do Sporting

O Sporting empatou na Polónia 1-1 frente ao Raków, na terceira jornada do Grupo D da Liga Europa de futebol, mas com uma fraca exibição, em que nem a expulsão de Gyökeres aos oito minutos justifica.

Lusa /
Zbigniew Meissner - EPA

O avançado sueco deixou o Sporting reduzido a 10 unidades, condicionando a estratégia de Ruben Amorim, mas esteve quase a ganhar um jogo que de todo não merecia, perante um adversário notoriamente limitado e inferior.

A equipa 'leonina' colocou-se em vantagem aos 14 minutos, por Sebastián Coates, de cabeça, na sequência de um pontapé de canto executado por Pedro Gonçalves, numa altura em que nada tinha havido no jogo suscetível de resultar em golo.

Tirando o mérito de ter sabido aproveitar o lance de bola parada, o Sporting nunca conseguiu ter controlo sobre o jogo, como se exigia, pelo menos durante algumas fases, permitindo que o adversário tivesse a bola e se instalasse no seu meio-campo.

No entanto, cedo se percebeu a falta de qualidade individual e coletiva da equipa polaca, que executou dezenas de cruzamentos para a área, onde os centrais do Sporting dominaram, sem soluções e sem um pingo de criatividade na preparação do seu jogo ofensivo.

É certo que Sporting recuou e defendeu em bloco baixo a maior parte do tempo, por estratégia, mas, com o ‘cântaro a ir tantas vezes à fonte’, o risco de se partir era evidente.

O objetivo era tentar surpreender o Raków, atraindo-o para meter a bola direta na frente, nas costas da defesa polaca, mas nem Edwards e muito menos Pote, cuja velocidade não é o seu forte, conseguiram aproveitar.

Houve duas exceções: aos 22 minutos, Edwards isolou-se na área e rematou de ângulo apertado para defesa de Kovacevic, e, aos 37, Pote islou-se, mas falhou o ‘chapéu’, que saiu curto, permitindo a defesa do guarda-redes do Raków.

No resto do tempo, o Raków esteve instalado no meio-campo do Sporting, a tentar envolver o bloco defensivo dos 'leões', mas sem criatividade, efetuando cruzamentos uns atrás dos outros, deixando Coates e seus pares confortáveis nesse tipo de jogo.

Na segunda parte, o Raków persistiu no mesmo erro, embora passasse a alternar com tentativas de perfurar a defesa do Sporting com passes de rutura, tendo chegado ao empate aos 79 minutos, justamente num lance em que Plavsic simulou o cruzamento e fez um passe rasteiro para a entrada de Kochergin, que cruza para a área, onde surgiu Piasecki a finalizar.

O golo já se adivinhava há algum tempo face à incapacidade de o Sporting ter bola e controlar o jogo, chegando a ser gritante a forma como alguns jogadores escorregavam de cada vez que procuravam arrancar, quiçá por ter pitons não adequados para um relvado tão macio e escorregadio.

Ruben Amorim, que não teve de mexer na estrutura da equipa por ter sido o ponta de lança a ser expulso, procurou na segunda parte dois jogadores mais frescos, Catamo e Paulinho, para renderem Edwards e Pote, num esforço inglório, porque a equipa estava muito recuada, deixando-os em constante desapoio.

O Raków chegou com toda a justiça ao empate, mas, a jogar contra 10, foi incompetente para explorar essa superioridade numérica por falta de qualidade individual e coletiva, e podia até na parte final ter chegado à vitória, num lance, aos 83 minutos, que só não deu o 2-1 porque Piasecki, o autor do primeiro golo, estava em posição irregular.

Os italianos da Atalanta, que empataram hoje na Áustria, frente ao Sturm Graz, a dois golos, lideram o Grupo D, com sete pontos, seguidos do Sporting e do Sturm Graz, ambos com quatro, e do Raków, com um.
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