Frederico Varandas assegura que saída de Rui Borges nunca esteve em causa

Frederico Varandas assegura que saída de Rui Borges nunca esteve em causa

O presidente do Sporting, Frederico Varandas, assegurou que a saída do treinador Rui Borges nunca esteve em causa e elogiou o atual plantel, após os seis pontos já perdidos na I Liga de futebol.

Lusa / Adicionar como fonte informativa
António Cotrim - Lusa

“Não houve reunião alguma de emergência da administração da SAD, nem nunca esteve sequer em causa o lugar de Rui Borges”, afirmou o presidente, à entrada da gala Portugal Football Globes, organizado pela Federação Portuguesa de Futebol.

Na Cidade do Futebol, em Oeiras, Frederico Varandas manifestou total confiança na equipa técnica liderada pelo transmontano, na sequência das duas igualdades consecutivas na I Liga, na visita ao Famalicão (1-1) e na receção ao Arouca (2-2).

“A contestação faz parte do futebol. Quem quer estar aqui e não ter contestação, então está no sítio errado. A contestação faz parte da emoção. Os adeptos têm o direito de se sentirem frustrados com os resultados e também de, passado uma ou duas semanas, mudar de opinião. Todos temos de viver com a contestação. Se a contestação condiciona ou está na base da decisão? Não”, afirmou o dirigente.

Os ‘leões’ ocupam a terceira posição da I Liga, com 15 pontos, em igualdade com o Santa Clara e atrás do líder FC Porto, com 21, e Benfica, com 16, com Frederico Varandas a lembrar os recordes e os títulos anteriores de Rui Borges nos lisboetas.

“Nos dois primeiros empates, o Sporting foi muito superior ao seu adversário e, ao terminar, sofre dois autogolos em dois remates. No terceiro empate, o Sporting foi muito superior até aos 55 minutos, até um jogador ver um cartão vermelho justo. Se alguma vez vou despedir um treinador à sétima jornada, após três empates em que aconteceu isto que acabei de dizer? Não, não vou despedir”, reforçou ainda.

Desta forma, o que define a continuidade de Rui Borges é a crença “no processo e em como a equipa joga”, mesmo com a ‘revolução’ feita, num dos plantéis “mais jovens da história do Sporting”, abordando ainda a lesão do central Ibrahima Ba.

“O Ibrahima Ba viria para estar pronto em setembro. Esta era a nossa perspetiva. Perdemos um jogador influente como o Diomande e sabíamos que ele estaria, na teoria, disponível em setembro. Por coisas que vos ultrapassam, o jogador teve de se sacrificar e jogar antes, sabendo do risco. Se tudo correr bem, o jogador estará em condições de poder jogar logo na primeira partida após a paragem”, sublinhou.

O presidente salientou ainda a confiança na capacidade do Sporting em cumprir os objetivos a que se propõe todas as épocas, nomeadamente “lutar por títulos e qualificar-se para a Liga dos Campeões”, mandando também ‘bicadas’ aos rivais.

“Era tão fácil o meu treinador, nas últimas duas jornadas, ir para a conferência de imprensa agarrar-se a coisas externas, como outros treinadores e outras figuras o fazem e que não me identifico. Peço ao meu treinador para não fazer e ele não faz. Tiro-lhe o ‘chapéu’. Não gosto de ver o meu treinador a fazer as figuras que outros fazem. Entendo que é o caminho que se deve ter no futebol português”, concluiu.

PUB