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Rui Borges não comenta Zalazar e Palhinha
Rui Borges recusa comentar as notícias recentes sobre eventual interesse do Sporting nos médios Zalazar e Palhinha, limitando-se a observar que será o mercado a “ditar” o plantel da equipa na próxima época. Sobre o que ainda falta jogar nesta temporada, o treinador do Sporting admite "dificuldade" em manter a equipa "ligada".
“Não vou falar de jogadores de outros clubes, como é lógico. Parece que estamos em junho ou julho e não estamos. Por isso, não faz lógica estar aqui a falar o que seja em relação a qualquer jogador”, sublinhou o técnico, em Alcochete, questionado sobre o interesse em Zalazar, do Sporting de Braga, que também estará no ‘radar’ do Benfica.
Apesar disso, as possíveis entradas e saídas de jogadores do plantel dos ‘verde e brancos’ dominaram a conferência de imprensa de antevisão da visita ao Rio Ave, a contar para a 33.ª jornada da I Liga de futebol.
Mas também sobre Palhinha, jogador formado na Academia ‘leonina’, que está emprestado pelo Bayern Munique ao Tottenham, Borges recusou comentar o possível regresso e apontou aos objetivos que ainda lhe restam nesta época.
“Eu, pessoalmente, estou muito focado nestes últimos três jogos, porque ainda nos dão muita coisa e não podemos descuidar-nos, porque já nos descuidámos o suficiente”, alertou, em alusão ao facto de os ‘leões’ terem ficado dependentes de um deslize do Benfica para terminarem o campeonato no segundo lugar, que dá acesso, pelo menos, às eliminatórias da Liga dos Campeões.
De resto, “é natural” que o apuramento para a ‘Champions’ possa “modificar uma coisa ou outra” no planeamento da próxima época, “porque a parte financeira muda”, mas, essencialmente, será “o mercado” que “vai ditar muita coisa”.
Ainda assim, no que diz respeito a saídas, Borges lembrou que, “tirando o Morita”, o Sporting tem “os jogadores todos com contrato” e apontou os possíveis interessados nos seus atletas para as respetivas cláusulas de rescisão.
“Se calhar há um ou outro [que querem sair], mas isso tem a ver com o que vai ditar o mercado. Não vão sair só porque sim. Têm de chegar e dizer que querem pagar, tão simples quanto isso. Todos eles têm cláusulas [de rescisão], por isso, vai ser muito aquilo que o mercado vai ditar”, resumiu.
Por outro lado, Borges admitiu que lateral Diogo Travassos, que nas últimas duas épocas esteve emprestado ao Estrela da Amadora e ao Moreirense, respetivamente, vai regressar a Alvalade na próxima época.
“Teve duas épocas muito boas na I Liga, o que é muito bem para ele, naquilo que é ganhar consistência. Até porque é um jogador de equipa grande, por isso, tem esse mérito e teve essa capacidade de ganhar esse direito de estar connosco”, adiantou Borges.
Em sentido inverso pode estar o futuro de Daniel Bragança, médio que termina contrato com os ‘leões’ em 2027 e que Borges reconheceu que “é importante no grupo”, mas lembrou que há várias partes interessadas no processo da sua eventual renovação.
“Há treinador, há direção, há [vontade do] jogador. Tem vários fatores que, depois, têm de se conjugar todos de alguma forma para existir, ou não, uma renovação de contrato. É um jogador de quem todos gostamos, todos o queremos ter no plantel, é nosso jogador, contamos com ele para a próxima época. Tão simples quanto isso”, atirou.
"Difícil estar a 100%"
Sobre o que falta ainda jogar nesta temporada, o treinador do Sporting reconhece a "dificuldade" de manter o plantel “ligado” nas duas últimas jornadas, após falhar o objetivo de revalidar o título de campeão nacional.
O Sporting segue em terceiro lugar no campeonato, com 76 pontos, tantos como o Benfica, que é segundo, e continua na luta pelo lugar de acesso à Liga dos Campeões, apesar de ter deixado escapar o título para o FC Porto.
Borges confirmou que, por isso, o grupo de jogadores ficou com o “balão vazio” e, apesar de acreditar que “eles vão chegar à final [da Taça de Portugal] e vão estar superligados”, vincou que “semanalmente e diariamente é difícil” consegui-lo.
“Porque o cansaço é enorme e, com o passar do tempo, já só estão a pensar que faltam 15 dias para acabar e para descansarmos. É um desafio enorme para nós, nestes 15 dias, mantê-los ligados. O maior desafio é mesmo esse, o da exigência”, justificou o técnico dos ‘verde e brancos’.
Borges, de resto, tinha começado a conversa com os jornalistas, precisamente, a pedir “um Sporting exigente consigo mesmo” no jogo de segunda-feira, da penúltima jornada do campeonato, em Vila do Conde, uma vez que ainda faltam “três jogos para acabar a época”.
“Espera-nos um jogo difícil, mas, acima de tudo, volto a dizer, é [preciso] criar a nossa exigência individual e coletiva para este final de época, até porque ainda temos objetivos a cumprir”, apontou.
Uma semana depois de ‘esconder’, antes da receção ao Vitória de Guimarães (5-1), que Gonçalo Inácio já estava apto e de lançar o defesa como titular, Borges garantiu que “não há” nenhum ‘truque na manga’ para a visita ao Rio Ave, ou seja, Hjulmand, Fresneda e Ioannidis continuam de fora, para além de João Simões, que não joga mais nesta época.
A juntar a este grupo, “está o Nuno Santos também em dúvida”, revelou o treinador.
O Sporting visita o Rio Ave na segunda-feira, em partida da 33.ª jornada da I Liga portuguesa de futebol com início previsto para as 20:15, no Estádio do Rio Ave Futebol Clube, e arbitragem de João Gonçalves (AF Porto).
A equipa orientada por Rui Borges regressou aos triunfos na última segunda-feira, frente ao Vitória de Guimarães, após uma série de cinco jogos sem vencer, três dos quais para o campeonato, que permitiram ao Benfica ganhar vantagem na corrida ao segundo lugar.
Por isso, para além de vencerem os seus jogos, os ‘leões’ dependem de um deslize do Benfica e sobem ao relvado, em Vila do Conde, com um ‘ouvido’ no Estádio da Luz, onde os ‘encarnados’ recebem, à mesma hora, o Sporting de Braga.
Já o Rio Ave, orientado pelo grego Sotiris Sylaidopoulos, não vence há três jornadas e ocupa o 12.º lugar no campeonato, mas tem o seu futuro definido, uma vez que já assegurou a manutenção e não luta por mais qualquer objetivo.
(Com Lusa)