Silas anunciou Rúben Amorim como novo treinador do Sporting

Silas deixa de treinar o Sporting e anuncia Rúben Amorim como sucessor, no final do jogo do Sporting em Famalicão, a contar para a 23.ª jornada do campeonato da I Liga, de futebol, que os "leões" perderam por 3-1.

Mário Aleixo - RTP /
Silas deixa o Sporting e anuncia de imediato o seu sucessor José Coelho-Lusa

O treinador Jorge Silas anunciou a saída do comando técnico do Sporting, tornando-se o 12.º a abandonar uma equipa na edição 2019/2020 da I Liga portuguesa de futebol.

O anúncio foi feito durante a conferência de imprensa que se seguiu à derrota leonina em Famalicão, tendo Jorge Silas referido que esse tinha sido o seu último jogo pelos verde e brancos e chegou mesmo a anunciar o seu sucessor: Rúben Amorim, treinador do Sporting de Braga, que será o 13.º a deixar a sua equipa.



Jorge Manuel Rebelo Fernandes, mais conhecido apenas como Silas, deixou o Sporting no quarto lugar da Liga, a 20 pontos do líder FC Porto e a quatro do terceiro, o Sporting de Braga, não tendo sobrevivido à eliminação na Liga Europa com os turcos do Basaksehir, já depois de ter ficado cedo arredado da disputa pelo título, sido precocemente afastado da Taça de Portugal, na terceira eliminatória frente ao Alverca, e caído nas meias-finais da Taça da Liga, frente ao Sporting de Braga.

Em 28 jogos, o ex-internacional português somou 17 vitórias, apenas um empate e 10 derrotas, em todas as competições.

Rúben Amorim smpre a ganhar

Enquanto Silas deixa os "leões", o seu sucessor, Rúben Amorim, vai sair do Sporting de Braga com apenas dois meses de experiência na I Liga e com a conquista da Taça da Liga e triunfos sobre os três "grandes" por cinco vezes num mês pelo Sp. Braga.

O novo técnico leonino, que chegou a Braga para orientar a equipa B em meados de setembro de 2019 e, no final de dezembro, foi promovido à equipa principal para o lugar de Ricardo Sá Pinto, deixa o Sporting de Braga em terceiro lugar no campeonato (era oitavo quando entrou), à frente do Sporting, com uma Taça da Liga, a segunda da história dos "arsenalistas", e uma proposta de jogo ousada e dominadora - de equipa grande.

Rúben Amorim, de 35 anos, foi apresentado como treinador da equipa principal do Sporting de Braga em 27 de dezembro do ano passado e, em 13 jogos, deu ao Sporting de Braga 10 vitórias, duas das quais valeram uma Taça da Liga, um empate e duas derrotas (ambas na Liga Europa, frente ao Rangers).

Entre 17 de janeiro e 15 de fevereiro, o Sporting de Braga venceu por cinco vezes os três "grandes", algo inédito no clube.

Duas vezes o FC Porto (2-1 na Liga, no Dragão, e 1-0 na final da Taça da Liga, em Braga), outras duas o Sporting (2-1 na meia-final da Taça da Liga e 1-0 no campeonato, ambas em casa) e uma vez o Benfica (1-0), na Luz, apenas a segunda vitória dos minhotos na casa das "águias", o que já não acontecia há 66 anos.

Trocas com fartura

Estas duas saídas, quase simultâneas e ainda sem os dois clubes as terem tornado oficiais, seguem-se à de António Folha, que deixou o Portimonense no final da 17.ª jornada, após derrota em casa do laterna-vermeha do campeonato, o Desportivo das Aves, por 3-0, tendo os algarvios entretanto contratado Paulo Sérgio para o seu çlugar.

Poucos dias antes, o técnico Pedro Ribeiro saiu do Belenenses SAD na sequência do desaire (2-0) no reduto do Gil Vicente, em partida da ronda 16, e depois da goleada (7-1) sofrida na receção ao Sporting de Braga, resultados que aumentaram para quatro o número de jogos consecutivos que estava sem vencer.

Petit, que estava sem treinar desde o final da temporada passada, altura em que deixou o Marítimo, foi o homem escolhido para comandar a equipa lisboeta.

No final de dezembro, Ricardo Sá Pinto foi afastado do Sporting de Braga, deixando, então, os bracarenses no oitavo lugar, com 18 pontos, em igualdade com Boavista, nono, e Tondela, 10.º.

A rescisão de contrato de Ricardo Sá Pinto aconteceu seis dias depois de o Boavista ter prescindido de Lito Vidigal, que foi substituído por Daniel Ramos, e sete dias após a saída de Vítor Campelos do Moreirense, acabando Ricardo Soares por ocupar o seu lugar.

Antes de Vidigal e Campelos, já outros seis técnicos haviam deixado as suas formações, entre eles Nuno Manta Santos, que abandonou o Marítimo em 11 de novembro.

O treinador, que chegou à formação madeirense no início da temporada para substituir Petit, não resistiu ao empate a um golo na receção ao Portimonense, em jogo da 11.ª jornada do campeonato, despedindo-se com um registo de três vitórias, sete empates e cinco derrotas, em 15 encontros oficiais.

Nuno Manta Santos foi precedido por Sandro Mendes, que tinha deixado o Vitória de Setúbal em 26 de outubro, após o empate 0-0 na receção, precisamente, ao Marítimo, na oitava ronda, na altura com apenas um golo marcado.

Cinco dias antes, tinha sido Augusto Inácio a cair do comando do lanterna-vermelha Desportivo das Aves, no qual estava há menos de um ano, uma saída culminada com a eliminação na terceira eliminatória da Taça de Portugal, frente ao Farense, da II Liga.

Ainda numa fase muito prematura da época, três treinadores, todos após a quarta jornada, tinham deixado o comando técnico dos clubes em que tinham começado a temporada: Filipe Rocha (Paços de Ferreira), Marcel Keizer (Sporting) e Silas (Belenenses SAD).

Ao comando de uma das equipas que tinham subido à I Liga, Filó não conseguiu impor-se no Paços de Ferreira e acabou por ser o primeiro técnico demitido, sendo substituído por Pepa.

No Sporting, o holandês Marcel Keizer não resistiu aos resultados negativos dos "leões" e acabou por sair, apesar de em 2018/19 ter conquistado a Taça de Portugal e a Taça da Liga.

A derrota com o Rio Ave (3-2) em casa ditou a saída do holandês, que tinha perdido muita margem de manobra com a goleada com o Benfica (5-0) na Supertaça e que foi substituído interinamente por Leonel Pontes.

Silas, que também tinha deixado o Belenenses SAD na quarta ronda, acabou por ser chamado para assumir a liderança em Alvalade, depois de Leonel Pontes não ter conseguido qualquer triunfo em quatro partidas (duas para a I Liga, um para a Taça da Liga e um para a Liga Europa).

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