Sporting feliz com domínio, Benfica lamenta erros nos Nacionais de clubes ao ar livre

Sporting feliz com domínio, Benfica lamenta erros nos Nacionais de clubes ao ar livre

O responsável técnico do Sporting mostrou-se hoje “bastante feliz” pela 'dobradinha' nos nacionais de clubes de atletismo ao ar livre, em Coimbra, já a coordenadora do Benfica lamenta erros que arredaram equipa da disputa do campeonato masculino.

RTP / Adicionar como fonte informativa
Foto: Sporting Clube de Portugal

“Estamos bastante felizes por aquilo que fizemos dentro da pista”, afirmou à agência Lusa o diretor técnico do atletismo do Sporting, Paulo Reis, depois de ver a sua equipa confirmar o 16.º título consecutivo no feminino e o segundo no masculino, em que a vantagem do primeiro dia se manteve.

Se na antevisão da segunda jornada, Paulo Reis considerava que o campeonato masculino iria ser decidido apenas nos 400 metros estafetas, as primeiras provas de hoje davam a entender uma “margem bastante confortável” para a formação 'leonina', que imaginava chegar à última prova já matematicamente campeões.

“Depois tivemos algumas provas – sobretudo o lançamento do disco – que deixaram as coisas mais em aberto. Quando entrámos para a estafeta, já tínhamos uma margem confortável, sabíamos que só dependíamos de nós e se não fôssemos desclassificados ou se não tivéssemos uma prestação terrível iríamos ser campeões”, disse.

Para Paulo Reis, a 'dobradinha' é a confirmação do trabalho do Sporting, com muita aposta “nos escalões de formação”, na equipa técnica e na captação de jovens talentos, para criar uma “estrutura que potenciasse ao máximo os atletas”.

Na competição feminina, com o Benfica a competir na 3.ª divisão depois de não ter participado em 2025, confirmou-se o largo favoritismo do Sporting, apesar de algumas provas que ficaram “aquém das expectativas”, notou, salientando, porém, “um domínio muito confortável”.

“Conquistámos o título nacional e já estamos a pensar que no próximo ano temos de nos apresentar igual ou melhor na Taça dos Campeões Europeus”, em que, neste ano, o Sporting venceu com a equipa masculina e foi vice-campeão no setor feminino.

Para 2027, Paulo Reis aponta como sonho “uma dobradinha na Europa”.

Também em declarações à Lusa, a coordenadora técnica do atletismo benfiquista, Ana Oliveira, considerou que foi “um bom campeonato, sem história”.

Depois de em 2025 ter quebrado o ciclo de 14 anos consecutivos a vencer no setor masculino, Ana Oliveira considerou que a competição deste ano confirmou a continuidade nessa “quebra de ciclo”.

Se no sábado, apesar de estar cinco pontos atrás do Sporting, Ana Oliveira entendeu que tudo correu “conforme previsto”, para as provas de hoje, a responsável considerou que o Benfica falhou em vários momentos “que podiam ser determinantes para ainda matematicamente poder dar a volta” nas estafetas.

“O Benfica não está habituado a esta posição, luta sempre pela vitória, acredita sempre. Nós temos uma excelente equipa, temos muitos valores, muito talento. Quisemos aproveitar este campeonato, não para fazer experiências, mas apostámos muito na irreverência da juventude e as coisas não correram bem”, admitiu.

Segundo Ana Oliveira, o Benfica está numa fase diferente, com reformulações.

"Agora, para continuar a disputar e a querer ser os líderes deste campeonato, temos que reforçar a equipa”, vincou.

Sobre a participação na 3.ª divisão feminina, Ana Oliveira lamentou também alguns percalços, mas não se mostrou desanimada, referindo que, nessa vertente, o Benfica está a fazer o seu percurso, “com toda a humildade”.

“Estamos no sítio certo, porque ainda não estamos preparados, em termos de equipa, para estar já a pensar em ir à segunda e depois ir à primeira divisão”, disse.

Ao longo da prova, os atletas do Benfica vestiram uma t-shirt onde se lia “Juntos Etson”, numa referência a Etson Barros, atleta da formação encarnada que teve um grave acidente automóvel, tendo ficado, inicialmente em coma induzido.

“A força do Etson esteve sempre connosco”, disse Ana Oliveira, referindo que o gesto foi para “dar mais um bocadinho de força” ao atleta para que “possa recuperar mais rápido”.

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