Sporting recebe 18 milhões de euros da Câmara de Lisboa

Sporting recebe 18 milhões de euros da Câmara de Lisboa

O Sporting e a Câmara Municipal de Lisboa (CML) assinam hoje o protocolo que prevê o pagamento de 18 milhões euros em numerário ao clube lisboeta no prazo de três anos, depois de encerrado um diferendo urbanístico iniciado em 2007.

RTP /
Com a assinatura deste protocolo o Sporting vai poder construir o pavilhão desportivo scp

A Assembleia Municipal de Lisboa aprovou a 2 de março, sem votos favoráveis da oposição, o pagamento fracionado desta verba, alterando um protocolo assinado em 2009 e que, na sequência da decisão de um tribunal arbitral, definia que o valor devido pela autarquia ao clube fosse pago com a entrega de imóveis para reabilitação urbana.

No entanto, as partes não chegaram a acordo quanto ao valor atribuído às propriedades, optando-se por esta solução, que prevê o pagamento um milhão de euros de imediato, cinco milhões em julho e outras duas prestações de seis milhões, em julho de 2012 e de 2013.

O Sporting pode avançar assim para a construção do pavilhão desportivo, cujos projetos já estão em fase de apreciação.

A cerimónia está agendada para o início da tarde e contará com a presença do presidente da CML, António Costa, e do presidente em exercício do Sporting, José Filipe Nobre Guedes, e do vice-presidente Rogério de Brito.

O cumprimento do acordo com o Sporting arrastava-se desde 2007, altura em que a autarquia aprovou uma permuta de terrenos com o Metropolitano de Lisboa e a cedência de um direito de superfície ao clube para construção.

Assim, o Metro cederia ao município duas parcelas de terreno de 300 metros quadrados cada - cujo direito de superfície seria entregue ao Sporting - e receberia uma parcela (6.627 metros quadrados), propriedade do município, na zona do interface do Cais do Sodré.

Desta forma, a autarquia cumpria a promessa feita ao clube que permitiria construir num espaço de 29 mil metros quadrados no Campo Grande.

Contudo, surgiram na altura várias questões polémicas, entre as quais a eventual obrigatoriedade de cedência de espaços para áreas verdes, que acabaram por ser resolvidas em sede de Tribunal Arbitral.

C/Lusa
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