Sporting sagra-se bicampeão nacional de voleibol ao bater Benfica no terceiro jogo

Sporting sagra-se bicampeão nacional de voleibol ao bater Benfica no terceiro jogo

O Sporting conquistou o bicampeonato de voleibol, ao receber e vencer o Benfica, por 3-0, resultado com que venceu os dois primeiros jogos do play-off de apuramento de campeão.

Lusa /
Miguel A. Lopes - Lusa

É necessário recuar 33 anos, à época 1992/93, para encontrar registo semelhante dos 'leões'. Na época seguinte, conquistou o tricampeonato, sendo esse o melhor ciclo do Sporting, que soma agora oito títulos nacionais da modalidade.

Sem medo de 'fantasmas' da época passada, em que o Benfica ganhou os dois primeiros jogos e depois o Sporting pegou de estaca e venceu os outros três.

Aliás, desde então, os agora bicampeões contam por triunfos todos os confrontos com o Benfica. São 10 consecutivos, em que se contam dois campeonatos, uma Supertaça e uma Taça de Portugal.

Em ambiente de festa no João Rocha, o Sporting até nem começou bem, o Benfica pegou no jogo e esteve a liderar o primeiro parcial até aos oito pontos. Depois, foi a vez dos campeões nacionais pegarem no jogo.

Aliás, um pouco à semelhança dos dois primeiros jogos, que venceu por 3-0, o Sporting praticamente não apresentou lacunas, em que Edson Valência é o autêntico Gÿokeres do vólei, tanto pela força como pelos pontos que conquista.

Os comandados de João Coelho não deram qualquer hipótese de reação ao Benfica, equipa que cometeu diversos erros tanto no serviço, onde inclusive chegou a pisar a linha, como na receção e no bloco. Nem parecia que lutava pelo título nacional.

Vulgarizado, o Benfica não teve ‘nervo’, em determinados momentos parecia nem sequer ter vontade, acabando por ser um osso fácil de roer pelo ‘leão’ voraz pela conquista do bicampeonato.

Os sucessivos erros do conjunto ‘encarnado’, nomeadamente os dois seguidos de Pablo Machado, ‘facilitaram’ a vida aos ‘leões’ que só não venceram o primeiro ‘set’ por números (ainda) mais dramáticos porque Murad Kahn, autor de cinco dos 18 pontos, procurou remar contra a maré.

No segundo parcial, o Sporting conquistou uma confortável vantagem de oito pontos (13-5) e depois limitou-se a gerir. Ao fim de 26 minutos venceu-o por números mais expressivos que o primeiro (25-17).

A energia era francamente positiva para o Sporting, a confiança era tal que a meio do terceiro parcial o animador solicitou a permanência do público no recinto no final do jogo, com o claro intuito de festejar o título.

O Benfica, desorientado, sem discernimento, era uma sombra de si, onde nem sequer parecia lembrar-se que entre 2018/19 e 2023/23 fora ele a comandar o vólei em Portugal.

O 24-19 foi 'apenas' o resultado do último parcial de um jogo de sentido único e em que a única história foi a imagem imaculada que o Sporting teve ao longo desta final, que selou com chave de ouro uma época onde apenas perdeu um jogo. Logo na primeira jornada, com o Leixões (3-2).

Jogo realizado no Pavilhão João Rocha, em Lisboa.

Sporting - Benfica, 3-0.

Parciais: 25-18 (28 minutos), 25-17 (26) e 25-19 (28).

Sob a arbitragem de Ricardo Ferreira e Sandra Deveza as equipas alinharam:

- Sporting: Jan Galabov, Sergey Grankin, Kelton Tavares, Edson Valência, Jan Pokersnik e Gonçalo Sousa (líbero 1). Jogaram ainda: Nicolás Perren (líbero 2), Jonas Aguenier e Tiago Pereira.

Treinador: João Coelho.

- Benfica: Pombeiro, Nivaldo Gomez, Pablo Machado, Murad Khan, Lucas França e Ivo Casas (líbero). Jogaram ainda: Kelvi Souza, André Aleixo, Felipe Banderó, Diogo Fevereiro e Tomás Teixeira.

Treinador: Marcel Matz.

Assistência: Cerca de 1.500 espetadores.

 

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