Alcaraz é o tenista mais jovem a completar Grand Slam de carreira
O espanhol Carlos Alcaraz tornou-se este domingo, aos 22 anos, no mais jovem tenista a completar o Grand Slam de carreira, depois de se impor na final do Open da Austrália ao sérvio Novak Djokovic em quatro sets.
O número um mundial bateu o recordista de títulos do Grand Slam (24) e em Melbourne Park (10), que aos 38 anos procurava tornar-se no mais velho jogador a conquistar um major, com os parciais de 2-6, 6-2, 6-3 e 7-5, em três horas e dois minutos.
Aos 22 anos, e após vencer o seu primeiro título no Open da Austrália diante do quarto jogador mundial, Alcaraz torna-se no mais jovem de sempre a completar o Grand Slam de carreira, destronando o compatriota Rafael Nadal que tinha 24 anos quando o conseguiu.
O murciano soma o seu sétimo major, após os conquistados em Roland Garros (2024 e 2025), Wimbledon (2023 e 2024) e US Open (2022 e 2025).
Histórico Alcaraz impediu novos recordes de Djokovic
Carlos Alcaraz inscreveu hoje o nome na história do ténis, tornando-se no mais jovem de sempre a completar o Grand Slam da carreira com a conquista do Open da Austrália, perante um Novak Djokovic que falhou dois novos recordes.
Na batalha das gerações, levou a melhor o miúdo de Múrcia, que, aos 22 anos e 272 dias, destronou o compatriota Rafael Nadal, hoje presente nas bancadas da Rod Laver Arena, como o mais jovem a completar o Grand Slam de carreira – ‘Rafa’ tinha-o feito com 24 anos e 101 dias.
Perante o lendário Djokovic, que procurava tornar-se, aos 38 anos e 255 dias, no tenista mais velho a vencer um ‘major’ e no recordista único de títulos do Grand Slam (lidera em masculinos, mas está empatado com Margaret Court, tendo ambos 24), ‘Carlitos’ começou nervoso, mas acabou por impor-se por 2-6, 6-2, 6-3 e 7-5, em três horas e dois minutos.
O número um mundial somou assim o seu sétimo ‘major’, depois dos conquistados em Roland Garros (2024 e 2025), Wimbledon (2023 e 2024) e US Open (2022 e 2025), e o primeiro após o ‘divórcio’ com o seu treinador de sempre Juan Carlos Ferrero, e igualou, entre outros, os carismáticos John McEnroe e Mats Wilander.
Faltou discernimento a Alcaraz no primeiro set, com o espanhol a acusar o peso do encontro com a história e a cometer erros pouco habituais, que ajudaram ‘Djoko’ a conseguir o ‘break’ no quarto jogo.
Dez vezes campeão em Melbourne Park, onde até hoje tinha ganhado todas as finais que disputou (2008, 2011, 2012, 2013, 2015, 2016, 2019, 2020, 2021 e 2023), o veterano sérvio segurou sem problemas os seus jogos de serviço e voltou a quebrar o espanhol, totalmente fora do encontro e sem reação, para fechar o primeiro set em apenas 33 minutos.
O murciano recompôs-se no início do segundo parcial, elevando o nível da sua exibição para deixar o homem que lhe negou o ouro olímpico em Paris2024 em apuros, com um ‘break’ no terceiro jogo.
Djokovic teve de imediato uma oportunidade para fazer o ‘contra-break’, mas desperdiçou-a com uma bola demasiado longa e perdeu definitivamente o ascendente, com ‘Carlitos’ a ‘agarrar-se’ à vantagem e a ampliá-la no sétimo jogo, com novo ‘break’, acabando por ‘devolver’ o 6-2.
Enquanto o recordista de títulos do Grand Slam protagonizou uma das suas habituais idas aos balneários, o teto da Rod Laver Arena foi fechado para descontentamento de Alcaraz, que questionou a equipa de arbitragem sobre o porquê dessa decisão, teoricamente mais favorável ao seu adversário.
O terceiro set começou equilibrado, com ‘Nole’ a parecer superar momentaneamente da quebra física, normal para alguém da sua idade – há 15 anos de diferença entre os dois jogadores, a maior entre finalistas na Era Open no primeiro ‘major’ da época.
No entanto, e embora tenha sido ‘poupado’ no caminho para a final, devido à desistência de Jakub Mensik antes do encontro dos ‘oitavos’ e de Lorenzo Musetti nos quartos de final – o italiano ganhava por 6-4, 6-3 e 1-3 quando foi forçado a abandonar devido a lesão -, o recordista de títulos em Melbourne Park não conseguiu voltar ao nível exibido no primeiro set.
Mais lento, acabou por sofrer um ‘break’ no quinto jogo, ‘libertando’ definitivamente Alcaraz. Tudo saía facilmente ao murciano, que, mais descontraído e ‘solto’, consumou o triunfo no terceiro set no serviço do quarto jogador mundial, já depois de o mais velho finalista do ‘major’ australiano na Era Open ter anulado quatro ‘break points’.
Evidentemente cansado, Djokovic foi assistido em court entre os sets e ganhou um novo fôlego, com o encontro a ‘animar’ e a tornar-se mais equilibrado.
Depois de afastar dificuldades no oitavo jogo, o sérvio galvanizou-se, puxou pelo público da Rod Laver Arena, que correspondeu com entusiasmo, gritando ‘Nole, Nole’, e esteve perto de quebrar o seu jovem oponente, que, contudo, conseguiu anular o ‘break’.
Quando o set parecia encaminhar-se para o ‘tie-break’, o recordista de títulos do Grand Slam teve um jogo de serviço menos conseguido e com um erro não forçado ‘entregou’ o título do ‘Happy Slam’ ao espanhol.