Taça Davis: Brasil reduz desvantagem na eliminatória com Portugal

Rafael Matos e Felipe Meligeni derrotaram hoje a dupla portuguesa composta por Francisco Cabral e Nuno Borges em três 'sets', conquistando o primeiro ponto para o Brasil na eliminatória do Grupo I Mundial da Taça Davis em ténis.

Lusa /

A anunciada vitória da melhor dupla portuguesa nunca esteve perto de acontecer, com Cabral e Borges, hoje muito errático, a perderem por 3-6, 6-0 e 6-3, em uma hora e 24 minutos.

A derrota do par português adia o desfecho da eliminatória do Grupo I Mundial, a decorrer no Centro Cultural de Viana do Castelo, e deixa nas mãos de João Sousa a tarefa de conquistar, frente a Thiago Monteiro, o terceiro e decisivo ponto para Portugal, que garanta o acesso ao ‘play-off’ de apuramento para as Finais da Taça Davis de 2023.

A melhor dupla portuguesa da atualidade entrou imponente, conquistando, em branco, os seus dois primeiros jogos de serviço, mas, apesar do início mais hesitante dos brasileiros, Cabral e Borges sofreram o primeiro ‘break’ logo no quinto jogo do ‘set’, não conseguindo mais recuperar da desvantagem.

Frente a um duo que até já conta no currículo com dois títulos ATP – em Córdoba, em 2021, e em Santiago, já este ano, ambos em terra batida -, os dois amigos nortenhos, nascidos em 1997, enfrentaram sérias dificuldades, muito por ‘culpa’ da inspiração dos adversários, que foram crescendo em confiança e cometendo menos erros.

No nono jogo, com Borges a servir (e particularmente ‘desacertado’), Matos e Meligeni quebraram novamente os portugueses, desta vez em branco, para vencerem o primeiro ‘set’ por 6-3, em pouco mais de meia hora.

Os lusos, que em conjunto conquistaram nove títulos ‘challenger’ e se tornaram nos primeiros tenistas nacionais a erguer o troféu no Estoril Open, o único torneio ATP disputado em Portugal, regressam ao ‘court’ decididos a provocar a reviravolta, incentivando, inclusive, o público a apoiá-los nessa missão.

E a reação não podia ter sido melhor: conseguiram o ‘break’ logo no primeiro jogo do segundo parcial e, com pontos espetaculares, avançaram rapidamente para uma vantagem de 3-0, consumada com nova quebra de serviço dos brasileiros.

Com Matos, 36.º da hierarquia de pares, e Meligeni (100.º), sem soluções para contrariar o bem entrosado ténis dos portugueses, o segundo ‘set’ teve um único sentido e acabou em apenas 20 minutos, numa altura em que Cabral demonstrava porque é o número um nacional (e o 45.º mundial) da variante e porque despertou a atenção do reputado Jamie Murray, seu parceiro a partir da próxima semana.

Nada fazia prever que, no terceiro ‘set’, o domínio da dupla nacional se ‘esfumaria’: os brasileiros quebrarem (em branco) o serviço de Borges, claramente uns furos abaixo do seu parceiro, no quarto jogo e seguraram a vantagem até ao final do encontro.
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