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Volta a Portugal: A fórmula de sempre, agora em versão concentrada, para uma edição especial
O percurso 'possível' da edição especial da Volta a Portugal em bicicleta concentrou a montanha a abrir, deixando apreensivo um pelotão sem ritmo competitivo, que ao quinto dos nove dias da prova já terá subido Senhora da Graça e Torre.
Em contexto de pandemia de covid-19, e depois de a organizadora Podium ter renunciado a erguer a 82.ª edição este ano, a Federação Portuguesa de Ciclismo (FPC) assumiu as ‘rédeas’ de uma edição especial e chamou o habitual ‘desenhador’ da Volta a Portugal para ‘salvar’ a prova rainha do calendário nacional.
Resultado? Um percurso à imagem de Joaquim Gomes, com um prólogo a abrir, um contrarrelógio a fechar, e as incontornáveis chegadas a Santa Luzia e Senhora da Graça, com a Torre de regresso para desempenhar o papel de convidada especial.
Após quase seis meses de paragem devido à pandemia de covid-19, o pelotão nacional vai enfrentar três chegadas em alto logo nas quatro primeiras etapas em linha, um risco ‘calculado’ que pode significar que, no final da quarta tirada, a geral individual possa já estar definida, com possíveis acertos a serem realizados no contrarrelógio final ou a resultarem de azares envolvendo candidatos, e que, consequentemente, haja um desinteresse do público, ‘obrigado’ a ver a corrida pela televisão.
Coube a Fafe, uma das paragens habituais da Volta a Portugal, a honra de inaugurar esta edição especial, com um prólogo de sete quilómetros que ‘entregará’ a primeira amarela e que é talhado para homens velozes que se dão bem na luta contra o cronómetro.
A versão mais curta da corrida não permite momentos de descanso ou transição e, assim, logo ao segundo dia, os ciclistas enfrentam a etapa mais longa da competição, uma ligação de 180 quilómetros entre Montalegre e o alto de Santa Luzia, em Viana do Castelo, onde está instalada uma contagem de montanha de terceira categoria coincidente com a meta.
O primeiro grande teste às forças dos favoritos está, todavia, reservado para a segunda etapa, que começa em Paredes e termina, depois de ultrapassados 167 quilómetros, no alto da Senhora da Graça, em Mondim de Basto.
Nesse dia 29 de setembro, o pelotão irá ainda enfrentar, antes da subida ao ponto mais alto do monte Farinha, outras duas outras contagens de primeira categoria, na serra do Marão (aos 96 quilómetros) e no Barreiro (131,7).
A quinta etapa, que vai ligar Oliveira do Hospital a Águeda, ao longo de 176,3 quilómetros, dará nova hipótese de vitória aos mais velozes, na véspera de a Volta a Portugal assinalar o cinquentenário da primeira vitória de Joaquim Agostinho, num périplo de 155 quilómetros na região Oeste, entre Caldas da Rainha e Torres Vedras.

Loures, onde a República foi declarada um dia antes do resto do país, em 04 de outubro de 1910, assinala a efeméride com o arranque da sétima etapa, que terminará em Setúbal, já depois de uma subida de segunda categoria na Arrábida, a 13,4 quilómetros da chegada, e de percorridos 161 quilómetros.
Resultado? Um percurso à imagem de Joaquim Gomes, com um prólogo a abrir, um contrarrelógio a fechar, e as incontornáveis chegadas a Santa Luzia e Senhora da Graça, com a Torre de regresso para desempenhar o papel de convidada especial.
O traçado, que recupera pontos de partida e chegada previstos para 82.ª edição, que deveria ter ido para a estrada entre 29 de julho e 09 de agosto, peca, contudo, pelo excesso de chegadas em alto nos primeiros dias, um senão inevitável perante um formato mais curto da prova (tem menos duas etapas e abdicou do dia de descanso) e a necessidade de começar em Fafe, no domingo, e terminar em Lisboa, em 05 de outubro.
Após quase seis meses de paragem devido à pandemia de covid-19, o pelotão nacional vai enfrentar três chegadas em alto logo nas quatro primeiras etapas em linha, um risco ‘calculado’ que pode significar que, no final da quarta tirada, a geral individual possa já estar definida, com possíveis acertos a serem realizados no contrarrelógio final ou a resultarem de azares envolvendo candidatos, e que, consequentemente, haja um desinteresse do público, ‘obrigado’ a ver a corrida pela televisão.
Coube a Fafe, uma das paragens habituais da Volta a Portugal, a honra de inaugurar esta edição especial, com um prólogo de sete quilómetros que ‘entregará’ a primeira amarela e que é talhado para homens velozes que se dão bem na luta contra o cronómetro.
A versão mais curta da corrida não permite momentos de descanso ou transição e, assim, logo ao segundo dia, os ciclistas enfrentam a etapa mais longa da competição, uma ligação de 180 quilómetros entre Montalegre e o alto de Santa Luzia, em Viana do Castelo, onde está instalada uma contagem de montanha de terceira categoria coincidente com a meta.
O primeiro grande teste às forças dos favoritos está, todavia, reservado para a segunda etapa, que começa em Paredes e termina, depois de ultrapassados 167 quilómetros, no alto da Senhora da Graça, em Mondim de Basto.
Os ‘sprinters’ deverão ter uma oportunidade no final dos 171,9 quilómetros da terceira tirada, entre Felgueiras e Viseu, um dia teoricamente ‘tranquilo’ para os homens da geral, antes da jornada que poderá ser a mais decisiva na luta pela amarela: na quarta etapa, há 148 quilómetros para percorrer entre a Guarda e o ponto mais alto de Portugal Continental, a Torre.
A meta, coincidente com um prémio de montanha de categoria especial, será alcançada pela vertente que muitos consideram a mais exigente da Serra da Estrela, a subida de 20,2 quilómetros desde a Covilhã, com passagem pelas Penhas da Saúde. A escalada de segunda categoria nas Penhas Douradas (ao quilómetro 72,5) e a subida de terceira categoria em Sarzedo (111) completam a ‘ementa’ montanhosa do dia.
Loures, onde a República foi declarada um dia antes do resto do país, em 04 de outubro de 1910, assinala a efeméride com o arranque da sétima etapa, que terminará em Setúbal, já depois de uma subida de segunda categoria na Arrábida, a 13,4 quilómetros da chegada, e de percorridos 161 quilómetros.
No dia em que se celebram oficialmente 110 anos da Implantação da República Portuguesa, Lisboa vai coroar o vencedor da Volta a Portugal de 2020. O dono da camisola amarela será encontrado no final do contrarrelógio de 17,7 quilómetros, que parte da Avenida Ribeira das Naus para chegar na Praça do Comércio, depois de percorridas algumas das artérias mais simbólicas da zona ribeirinha e da baixa da cidade.
Volta a Portugal: As etapas
Etapas da Volta a Portugal em bicicleta, cuja edição especial se disputa entre domingo e 05 de outubro, num total de 1.183,9 quilómetros, de Fafe a Lisboa:
Total: 1.183,9 quilómetros.
Etapas da Volta a Portugal em bicicleta, cuja edição especial se disputa entre domingo e 05 de outubro, num total de 1.183,9 quilómetros, de Fafe a Lisboa:
- 27 set: Prólogo, Fafe – Fafe, 7 km (CRI).
- 28 set: 1.ª Etapa, Montalegre - Santa Luzia (Viana do Castelo), 180 km.
- 29 set: 2.ª Etapa, Paredes – Senhora da Graça (Mondim de Basto), 167 km.
- 30 set: 3.ª Etapa, Felgueiras – Viseu, 171,9 km.
- 01 out: 4.ª Etapa, Guarda – Torre (Covilhã), 148 km.
- 02 out: 5.ª Etapa, Oliveira do Hospital – Águeda, 176,3 km.
- 03 out: 6.ª Etapa, Caldas da Rainha – Torres Vedras, 155 km.
- 04 out: 7.ª Etapa, Loures – Setúbal, 161 km.
- 05 out: 8.ª Etapa, Lisboa – Lisboa, 17,7 km (CRI).
Total: 1.183,9 quilómetros.
Volta a Portugal: As equipas
Equipas inscritas na Volta a Portugal em bicicleta, cuja edição especial se disputa entre domingo e 05 de outubro, num total de 1.183,9 quilómetros, de Fafe a Lisboa:
- ProTeam:
- Continental:
- Seleção portuguesa.
Equipas inscritas na Volta a Portugal em bicicleta, cuja edição especial se disputa entre domingo e 05 de outubro, num total de 1.183,9 quilómetros, de Fafe a Lisboa:
- ProTeam:
- Arkéa-Samsic (Fra).
- Burgos-BH (Esp).
- Caja Rural (Esp).
- Nippo Delko Provence (Fra).
- Rally Cycling (EUA).
- Continental:
- Atum General-Tavira-Maria Nova Hotel (Por).
- Aviludo-Louletano (Por).
- Efapel (Por).
- Feirense (Por).
- Kelly-Simoldes-UDO (Por).
- LA Alumínios-LA Sport (Por).
- Miranda-Mortágua (Por).
- Rádio Popular-Boavista (Por).
- W52-FC Porto (Por).
- Seleção portuguesa.
Volta a Portugal: Historial de vencedores
Historial de vencedores da Volta a Portugal em bicicleta, cuja edição especial se disputa entre domingo e 05 de outubro, num total de 1.183,9 quilómetros, de Fafe a Lisboa:
Historial de vencedores da Volta a Portugal em bicicleta, cuja edição especial se disputa entre domingo e 05 de outubro, num total de 1.183,9 quilómetros, de Fafe a Lisboa:
- 2019 João Rodrigues, Por (W52-FC Porto)
- 2018 Raúl Alarcón, Esp (W52-FC Porto)
- 2017 Raúl Alarcón, Esp (W52-FC Porto)
- 2016 Rui Vinhas, Por (W52-FC Porto)
- 2015 Gustavo Veloso, Esp (W52-Quinta da Lixa, Por)
- 2014 Gustavo Veloso, Esp (OFM-Quinta da Lixa, Por)
- 2013 Alejandro Marque, Esp (OFM-Quinta da Lixa, Por)
- 2012 David Blanco, Esp (Efapel-Glassdrive, Por)
- 2011 Ricardo Mestre, Por (Tavira-Prio, Por)
- 2010 David Blanco, Esp (Palmeiras Resort-Prio, Por)
- 2009 David Blanco, Esp (Palmeiras Resort-Prio, Por)
- 2008 David Blanco, Esp (Palmeiras Resort-Tavira, Por)
- 2007 Xavier Tondo, Esp (LA-MSS, Por)
- 2006 David Blanco, Esp (Comunitat Valenciana, Esp)
- 2005 Vladimir Efimkin, Rus (Barloworld, GB)
- 2004 David Bernabéu, Esp (Milaneza-Maia, Por)
- 2003 Nuno Ribeiro, Por (LA-Pecol, Por)
- 2002 Claus Moller, Din (Milaneza-MSS, Por)
- 2001 Fabian Jeker, Sui (Milaneza-MSS, Por)
- 2000 Vítor Gamito, Por (Porta da Ravessa, Por)
- 1999 David Plaza, Esp (Benfica, Por)
- 1998 Marco Serpellini, Ita (Brescialat-Liquigas, Ita)
- 1997 Zenon Jaskula, Pol (Mapei, Ita)
- 1996 Massimiliano Lelli, Ita (Saeco, Ita)
- 1995 Orlando Rodrigues, Por (Artiach, Esp)
- 1994 Orlando Rodrigues, Por (Artiach, Esp)
- 1993 Joaquim Gomes, Por (Recer-Boavista, Por)
- 1992 Cássio Freitas, Bra (Recer-Boavista, Por)
- 1991 Jorge Silva, Por (Sicasal-Acral, Por)
- 1990 Fernando Carvalho, Por (Ruqita-Feirense, Por)
- 1989 Joaquim Gomes, Por (Sicasal-Torreense, Por)
- 1988 Cayn Theakston, Ing (Louletano-Vale de Lobo, Por)
- 1987 Manuel Cunha, Por (Sicasal-Torreense, Por)
- 1986 Marco Chagas, Por (Sporting, Por)
- 1985 Marco Chagas, Por (Sporting, Por)
- 1984 Venceslau Fernandes, Por (Ajacto, Por)
- 1983 Marco Chagas, Por (FC Porto, Por)
- 1982 Marco Chagas, Por (FC Porto, Por)
- 1981 Manuel Zeferino, Por (FC Porto, Por)
- 1980 Francisco Miranda, Por (Lousa, Por)
- 1979 Joaquim Santos, Por (FC Porto, Por)
- 1978 Belmiro Silva, Por (Coimbrões-Arbo, Por)
- 1977 Adelino Teixeira, Por (Lousa, Por)
- 1976 Firmino Bernardino, Por (Benfica, Por)
- (...)
- 1974 Fernando Mendes, Por (Benfica, Por)
- 1973 Jesus Manzaneque, Esp (Caves Messias, Por)
- 1972 Joaquim Agostinho, Por (Sporting, Por)
- 1971 Joaquim Agostinho, Por (Sporting, Por)
- 1970 Joaquim Agostinho, Por (Sporting, Por)
- 1969 Joaquim Andrade, Por (Sangalhos, Por)
- 1968 Américo Silva, Por (Benfica, Por)
- 1967 Tony Houbrechts, Bel (Flandria, Bel)
- 1966 Francisco Valada, Por (Benfica, Por)
- 1965 João Peixoto Alves, Por (Benfica, Por)
- 1964 Joaquim Leão, Por (FC Porto, Por)
- 1963 João Roque, Por (Sporting, Por)
- 1962 José Pacheco, Por (FC Porto, Por)
- 1961 Mário Silva, Por (FC Porto, Por)
- 1960 José Sousa Cardoso, Por (FC Porto, Por)
- 1959 Carlos Carvalho, Por (FC Porto, Por)
- 1958 Alves Barbosa, Por (Sangalhos, Por)
- 1957 Ribeiro da Silva, Por (Académico Porto, Por)
- 1956 Alves Barbosa, Por (Sangalhos, Por)
- 1955 Ribeiro da Silva, Por (Académico Porto, Por)
- (...)
- 1952 Moreira de Sá, Por (FC Porto, Por)
- 1951 Alves Barbosa, Por (Sangalhos, Por)
- 1950 António Dias dos Santos, Por (FC Porto, Por)
- 1949 António Dias dos Santos, Por (FC Porto, Por)
- 1948 Fernando Moreira, Por (FC Porto, Por)
- 1947 José Martins, Por (Benfica, Por)
- 1946 José Martins, Por (Iluminante, Por)
- (...)
- 1941 Francisco Inácio, Por (Sporting, Por)
- 1940 José Albuquerque, Por (Sporting, Por)
- 1939 Joaquim Fernandes, Por (CUF, Por)
- 1938 José Albuquerque, Por (Campo Ourique, Por)
- (...)
- 1935 César Luís, Por (Leões Alentejanos, Por)
- 1934 José Maria Nicolau, Por (Benfica, Por)
- 1933 Alfredo Trindade, Por (Rio de Janeiro, Por)
- 1932 Alfredo Trindade, Por (Rio de Janeiro, Por)
- 1931 José Maria Nicolau, Por (Benfica, Por)
- (...)
- 1927 Augusto Carvalho, Por (Carcavelos, Por)
- Ranking de vitórias:
- 1. David Blanco, Esp 5 (2005, 08, 09, 10, 12)
- 2. Marco Chagas, Por 4 (1982, 83, 85, 86)
- 3. Alves Barbosa, Por 3 (1951, 56, 58)
- . Joaquim Agostinho, Por 3 (1970, 71, 72)
- 5. Alfredo Trindade, Por 2 (1932, 33)
- . José Maria Nicolau, Por 2 (1931, 34)
- . José Albuquerque, Por 2 (1938, 40)
- . José Martins, Por 2 (1946, 47)
- . António Dias dos Santos, Por 2 (1949, 50)
- . Ribeiro da Silva, Por 2 (1955, 57)
- . Joaquim Gomes, Por 2 (1989, 93)
- . Orlando Rodrigues, Por 2 (1994, 95)
- . Gustavo Veloso, Esp 2 (2013, 14)
- . Raúl Alarcón, Esp 2 (2017, 18)