Portugal foi um dos primeiros países a reconhecer a Independência das 13 Colônias que deram origem aos Estados Unidos numa situação delicada: entre a histórica aliança com a Coroa Britânica e os interesses comerciais nas novas terras norte-americanas. Este é um dos focos do historiador Timothy Walker.
MAIS INFOO prestígio dos Estados Unidos pode estar atualmente em declínio dada a retirada do país de múltiplas organizações internacionais. Os valores declarados a 4 de Julho de 1776, no Congresso Continental de Filadélfia, pela pena de Thomas Jefferson , enfrentam novos desafios. A proclamada igualdade para todos contrasta com uma elite financeira que concentra poder. São ideias do historiador Timothy Walker, catedrático na universidade de Massachusetts.
Os planos de estudo de Timothy Walker mudaram em 1989 quando visitou Lisboa. A ideia do professor era fazer um doutoramento em estudos da Europa , mas a viagem a Portugal mudou-lhe para sempre a perspetiva. Viajou pelo país, ficou cativado pela história de Portugal. Definiu como aposta dar mais espaço aos estudos portugueses no meio acadêmico norte-americano. Hoje é membro executivo do Centro de Estudos Portugueses na Universidade de Massachusetts. Quase 40% dos seus alunos são luso-descendentes.
Timothy Walker analisa a situação delicada em que se encontrava Portugal na altura da declaração de independência dos Estados Unidos : entre a fidelidade aos britânicos e os interesses comerciais nas colônias norte-americanas que contestavam o aumento de impostos determinado pela Casa Real britânica que levou à revolta. Portugal reconheceu a independência dos Estados Unidos uns meses antes do Tratado de Paris de 1783 quando a Grã-Bretanha aceitou a nova nação norte-americana.