Arriscado, clandestino e lucrativo, o contrabando existe desde que existem alfândegas. Nas travessias silenciosas da fronteira passavam-se produtos e aliviavam-se os magros orçamentos das famílias.
Durante o período do Estado Novo, quem era apanhado arriscava perder toda a mercadoria, pagar multas e até ser preso. Apesar do risco, o contrabando não era vergonha.
As mulheres tiveram um papel ativo neste comércio ilegal. Às costas ou debaixo da roupa carregavam café, fruta, tecidos, panelas, peixe, perfumes ou chocolates.
Linha da Frente percorreu as rotas do contrabando e falou com as mulheres que a história quase esqueceu.
"As Contrabandistas", uma reportagem de Marta Jorge, com imagem de Emanuel Prezado, edição de Vanessa Brízido e grafismo de Margarida Rodrigues.