Da mobilidade à indústria, a economia está num processo de eletrificação sem precedentes. Mas a procura de energia não para de crescer, acelerada pela digitalização e agravada pelas necessidades dos centros de dados, que são os cérebros da inteligência artificial. O caminho não se prevê fácil. Fenómenos climáticos extremos são desafios que colocam as redes elétricas sob forte pressão e a guerra no Irão, com o encerramento do estreito de Ormuz, veio mostrar que a instabilidade geopolítica ainda agrava o cenário energético. O impacto é direto no custo dos combustíveis e resulta numa fatura cada vez mais pesada e difícil de suportar por famílias e empresas.
Neste contexto desafiante, importa perceber o que está ao alcance de Portugal e da Europa para alcançar a independência energética e uma maior resiliência das redes que transportam a eletricidade. Mas também como podemos estar melhor preparados para os desafios energéticos do futuro. As energias renováveis são uma alternativa promissora, mas exigem redes preparadas para lidar com os desencontros entre a procura permanente e uma produção variável ao longo do dia.
A análise no Grande Debate com a presença de João Galamba (Ex-ministro do Ambiente e Energia), Nuno Ribeiro da Silva (Economista e Antigo Presidente da Endesa), Ana Santos Pinto (Investigadora IPRI-NOVA), Luís Aguiar Conraria (Presidente da EEG-UMinho), Vera Silva (Diretora de Estratégia GE Vernova), Bruno Soares Gonçalves (Presidente do IPFN e Investigador Coordenador IST) e Ingride Pereira (Jurista DECO).