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Futebol Nacional
Mourinho defende posição no `caso Prestianni: uma questão de "direitos humanos"
O treinador José Mourinho reafirma que a sua posição no caso Prestianni foi a correta mas garante que, se se provar a culpa do futebolista argentino, a carreira dele consigo e no Benfica “chega ao fim”.
“Acho que quem tomou a posição correta fui eu. Não defendi o meu, nem ataquei o outro. Quis ser imparcial, num caso que, eventualmente, poderá ser de grande gravidade. Se o meu jogador não respeitou os meus princípios e os do Benfica, a sua carreira comigo e no Benfica chega ao fim. Agora, a presunção de inocência é um direito humano”, começou por realçar Mourinho, em conferência de imprensa.
A antevisão à visita de segunda-feira ao Gil Vicente, em partida da 24.ª jornada da I Liga, ficou marcada também por este caso, no qual Prestianni foi acusado de ter proferido insultos racistas ao brasileiro Vinicius Júnior, dos espanhóis do Real Madrid, no jogo da primeira mão do play-off da Liga dos Campeões.
“Eu continuo com o ‘se’. Infelizmente, para afastar o jogador [do duelo da segunda mão], a UEFA descobriu um artigo qualquer como motivo para o suspender. Eles também foram por essa direção de não meter um ‘se’, que devia ter sido posto. Se o jogador for efetivamente culpado, não voltarei a olhar para ele da mesma forma como tenho olhado, mas tenho de meter muitos ‘ses’ à frente”, reforçou o técnico.
José Mourinho repudiou de uma forma veemente “qualquer tipo de discriminação, preconceito e ignorância”, mas aconselhou à leitura da Declaração Universal dos Direitos Humanos, e abordou também os pedidos de camisola de Sidny Cabral a Vinícius.
“Não acho que a camisola seja criticável, mas seria evitável. É uma prática normal os jogadores trocarem camisolas, sobretudo em jogos grandes que marcam uma carreira. Ainda é mais natural que tentem trocar com jogadores que se identificam ou admiram por serem de nível ‘estratosférico’. Seria evitável, pelo que aconteceu durante a semana, mas não mais do que isso”, vincou o setubalense, de 63 anos.
Por ter sido expulso no jogo da primeira mão do play-off de acesso aos oitavos de final da Liga dos Campeões, Mourinho assistiu ao jogo em Madrid no autocarro da equipa e explicou que não falou à imprensa por ser prática recorrente na carreira.
“Ter ficado fora do banco entristeceu-me. É frustrante, mas o trabalho foi feito. Ter ficado no autocarro é uma prática comum sempre que sou suspenso. Tinha quatro monitores à minha disposição, com ângulos diferentes. A única coisa de que senti falta foi o contacto direto”, disse, acrescentando: “Estou impedido de trabalhar, ir ao balneário e comunicar diretamente com os jogadores, por que razão devo ir à conferência de imprensa? Sempre que sou suspenso, nunca vou às conferências”.
A antevisão à visita de segunda-feira ao Gil Vicente, em partida da 24.ª jornada da I Liga, ficou marcada também por este caso, no qual Prestianni foi acusado de ter proferido insultos racistas ao brasileiro Vinicius Júnior, dos espanhóis do Real Madrid, no jogo da primeira mão do play-off da Liga dos Campeões.
“Eu continuo com o ‘se’. Infelizmente, para afastar o jogador [do duelo da segunda mão], a UEFA descobriu um artigo qualquer como motivo para o suspender. Eles também foram por essa direção de não meter um ‘se’, que devia ter sido posto. Se o jogador for efetivamente culpado, não voltarei a olhar para ele da mesma forma como tenho olhado, mas tenho de meter muitos ‘ses’ à frente”, reforçou o técnico.
José Mourinho repudiou de uma forma veemente “qualquer tipo de discriminação, preconceito e ignorância”, mas aconselhou à leitura da Declaração Universal dos Direitos Humanos, e abordou também os pedidos de camisola de Sidny Cabral a Vinícius.
“Não acho que a camisola seja criticável, mas seria evitável. É uma prática normal os jogadores trocarem camisolas, sobretudo em jogos grandes que marcam uma carreira. Ainda é mais natural que tentem trocar com jogadores que se identificam ou admiram por serem de nível ‘estratosférico’. Seria evitável, pelo que aconteceu durante a semana, mas não mais do que isso”, vincou o setubalense, de 63 anos.
Por ter sido expulso no jogo da primeira mão do play-off de acesso aos oitavos de final da Liga dos Campeões, Mourinho assistiu ao jogo em Madrid no autocarro da equipa e explicou que não falou à imprensa por ser prática recorrente na carreira.
“Ter ficado fora do banco entristeceu-me. É frustrante, mas o trabalho foi feito. Ter ficado no autocarro é uma prática comum sempre que sou suspenso. Tinha quatro monitores à minha disposição, com ângulos diferentes. A única coisa de que senti falta foi o contacto direto”, disse, acrescentando: “Estou impedido de trabalhar, ir ao balneário e comunicar diretamente com os jogadores, por que razão devo ir à conferência de imprensa? Sempre que sou suspenso, nunca vou às conferências”.
A "classificação real e a virtual"
O treinador do Benfica expôs uma tese segundo a qual existem "duas classificações" na I Liga: a real e a virtual, sendo que recorre à segunda para motivar o plantel, que amanhã visita o Gil Vicente, na 24.ª jornada.
“Há classificações reais e virtuais. A real é a que conta, mas, se nós nos quisermos agarrar à virtual, há uma diferença fundamental. A real é a real, mas, como líder de um grupo, tenho de me agarrar também à virtual e essa é uma motivação para nós. Sabemos perfeitamente o que tem acontecido”, vincou o setubalense de 63 anos.
"Assino já" o prolongamento do contrato
Na conferência de imprensa de antevisão ao duelo em casa do Gil Vicente, José Mourinho abordou também as polémicas de arbitragem em algumas vitórias dos rivais FC Porto e Sporting, que tiveram novo capítulo na receção dos portuenses ao Arouca.
“Quero ficar no Benfica, mas com um campeonato que seja único e não haja dois. Não gosto de jogar ao mesmo tempo o campeonato real e virtual. Neste momento, estamos a jogar dois. Quero respeitar o meu contrato com o Benfica e se o Benfica quiser ficar comigo mais anos, assino sem acrescentar nenhuma vírgula, mas não quero jogar mais dois campeonatos”, avisou o treinador, que não quis comentar a grande penalidade assinalada ao FC Porto na reta final da partida, de forma direta.
Pela frente, os ‘encarnados’ terão o Gil Vicente, a equipa-sensação da temporada, ao cimentar-se na quinta posição da tabela classificativa, o que leva o treinador a esperar um embate “difícil”, na esperança que o seja apenas devido ao adversário.
“O Gil Vicente está em quinto lugar e tem feito um campeonato extraordinário. Há um grande trabalho estrutural e o ‘mister’ [César Peixoto] tem sabido potenciar ao máximo os seus jogadores e fazer uma grande equipa. Vai ser um jogo difícil. Nós esperamos que seja só difícil pelo adversário”, alertou o treinador do clube da Luz.
Para o encontro, José Mourinho revelou as ausências, devido a lesão, de Sudakov e Bruma, e também apontou que Lukebakio não poderá jogar de início e deve ficar novamente fora das opções, apesar de poder integrar a convocatória para o duelo.
“O Sudakov foi lesionado para Madrid, com muito poucas possibilidades de jogar. O Lukebakio não está lesionado, mas numa situação que não é fácil. Em Madrid, ele só poderia ser utilizado nos últimos 10 minutos de jogo e, no caso de estarmos empatados, como é que jogaria mais 30, em caso de prolongamento? O Ivanovic entrou para dar velocidade do lado esquerdo, atacar mais esse espaço e ser mais uma presença na área”, explicou, sobre a entrada do ponta de lança para o flanco.
O Benfica, terceiro colocado, com 55 pontos, visita o Gil Vicente, quinto, com 40, na segunda-feira, a partir das 20:15, no Estádio Cidade de Barcelos, em partida da 24.ª jornada da I Liga, com a arbitragem de João Gonçalves, da associação do Porto.
(Com Lusa)
“Há classificações reais e virtuais. A real é a que conta, mas, se nós nos quisermos agarrar à virtual, há uma diferença fundamental. A real é a real, mas, como líder de um grupo, tenho de me agarrar também à virtual e essa é uma motivação para nós. Sabemos perfeitamente o que tem acontecido”, vincou o setubalense de 63 anos.
"Assino já" o prolongamento do contrato
Na conferência de imprensa de antevisão ao duelo em casa do Gil Vicente, José Mourinho abordou também as polémicas de arbitragem em algumas vitórias dos rivais FC Porto e Sporting, que tiveram novo capítulo na receção dos portuenses ao Arouca.
“Quero ficar no Benfica, mas com um campeonato que seja único e não haja dois. Não gosto de jogar ao mesmo tempo o campeonato real e virtual. Neste momento, estamos a jogar dois. Quero respeitar o meu contrato com o Benfica e se o Benfica quiser ficar comigo mais anos, assino sem acrescentar nenhuma vírgula, mas não quero jogar mais dois campeonatos”, avisou o treinador, que não quis comentar a grande penalidade assinalada ao FC Porto na reta final da partida, de forma direta.
Pela frente, os ‘encarnados’ terão o Gil Vicente, a equipa-sensação da temporada, ao cimentar-se na quinta posição da tabela classificativa, o que leva o treinador a esperar um embate “difícil”, na esperança que o seja apenas devido ao adversário.
“O Gil Vicente está em quinto lugar e tem feito um campeonato extraordinário. Há um grande trabalho estrutural e o ‘mister’ [César Peixoto] tem sabido potenciar ao máximo os seus jogadores e fazer uma grande equipa. Vai ser um jogo difícil. Nós esperamos que seja só difícil pelo adversário”, alertou o treinador do clube da Luz.
Para o encontro, José Mourinho revelou as ausências, devido a lesão, de Sudakov e Bruma, e também apontou que Lukebakio não poderá jogar de início e deve ficar novamente fora das opções, apesar de poder integrar a convocatória para o duelo.
“O Sudakov foi lesionado para Madrid, com muito poucas possibilidades de jogar. O Lukebakio não está lesionado, mas numa situação que não é fácil. Em Madrid, ele só poderia ser utilizado nos últimos 10 minutos de jogo e, no caso de estarmos empatados, como é que jogaria mais 30, em caso de prolongamento? O Ivanovic entrou para dar velocidade do lado esquerdo, atacar mais esse espaço e ser mais uma presença na área”, explicou, sobre a entrada do ponta de lança para o flanco.
O Benfica, terceiro colocado, com 55 pontos, visita o Gil Vicente, quinto, com 40, na segunda-feira, a partir das 20:15, no Estádio Cidade de Barcelos, em partida da 24.ª jornada da I Liga, com a arbitragem de João Gonçalves, da associação do Porto.
(Com Lusa)