Reportagem
por RTP

Acompanhamos a situação ao minuto. Saiba toda a informação aqui.

23h32 - Encontro sem qualquer resultado conhecido. Governo e Sindicato Nacional dos Motoristas de Matérias Perigosas ainda reunidos


22h20 - Ao fim de cerca de seis horas, a reunião ainda não tem fim à vista

21h44 - Reunião do Sindicato Nacional dos Motoristas de Matérias Perigosas com Governo ainda dura a esta hora

19H25 - Terminou encontro do PM com o Presidente da República

No final do encontro o primeiro-ministro disse que informou o PR sobre o "desenvolvimento da situação ao longo desta semana".

António Costa mostra-se satisfeito que "ao fim de uma semana felizmente tudo correu de forma pacífica".

PM expressou uma "palavra de gratidão às nossas Forças Armadas e às nossas forças de segurança pela forma exemplar como têm desempenhado as sua funções, quer de manutenção da ordem pública quer no exercício supletivo das funções que têm sido necessárias para assegurar o cumprimento da legalidade democrática".

Sobre as negociações que estão a decorrer no Ministério com o sindicato que ainda mantém a greve, o PM afirmou que " a esta hora ainda não foi concluído o trabalho, mas a esperança é a última a morrer".

Disse ainda o primeiro-ministro que "os portugueses têm manifestado um civismo exemplar. A verdade é que o país não parou e está a funcionar normalmente".

"A nossa atuação tem sido sempre minimalista para evitar que haja perturbações nas oportunidades de diálogo do funcionamento normal do país".

Questionado sobre as críticas, esta tarde, do líder do PSD, António Costa afirmou que o "Dr. Rui Rio fez a opção de estar ausente, de gozar o seu legítimo direito de férias e porventura não terá acompanhado com a devida atenção tudo aquilo que o Governo tem feito ao longo destas semanas".

E terminou a afirmar: "Desejo ao Dr. Rui Rio que conclua com felicidade as suas férias".

19h02 - Requisição civil foi hoje cumprida e os serviços mínimos "superados", indica comunicado divulgado pelo Ministério do Ambiente e Transição Energética.

18h31 - Primeiro-ministro António Costa já está no Palácio de Belém para encontro com o Presidente da República.

18h06 - Conferência de imprensa de Rui Rio

Líder do PSD diz que o "Governo optou por não fazer qualquer mediação". "Montou o circo mediático e colocou-se de um dos lados da barricada", disse esta tarde em conferência de imprensa Rui Rio.

"Dizia que mediava mas ao mesmo tempo ia semeando o alarmismo na sociedade".

Afirmou ainda Rui Rio que "o Governo quis criar o clima adequado para poder tomar medidas punitivas tentando demonstrar que é forte, que mete os grevistas na ordem e acima de tudo - que é o mais preverso - que salvava os portugueses de um caos que ele próprio criou no imaginário das pessoas".

Rui Rio diz que o Governo não "procurou evitar o conflito" numa tática eleitoralista.

O líder do PSD disse que "o PSD não participou no circo e o PSD não participa em circos. Não estou aqui para o espetáculo. Estou aqui para resolver os problemas do país de forma frontal e sem habilidades políticas".

17h04 - Ministério Público está a analisar as afirmações de Pedro Pardal Henriques, porta-voz do Sindicato Nacional dos Motoristas de Matérias Perigosas sobre o não cumprimento dos serviços mínimos e da requisição civil, decretados no âmbito da greve.

"A Procuradoria-Geral da República encontra-se a analisar a questão com vista a decidir se há ou não algum procedimento a desencadear no âmbito das competências do Ministério Público", diz a PGR numa resposta escrita à agência Lusa.

Na manhã de quarta-feira o porta-voz do Sindicato Nacional dos Motoristas de Matérias Perigosas, advogado de profissão, afirmou aos jornalistas que os motoristas não iam cumprir os serviços mínimos e a requisição civil, em solidariedade para com os colegas que foram identificados na terça-feira pela GNR.

16h19 - Encontro já está a decorrer

À entrada do Ministério das Infraestruturas, o representante do Sindicato Nacional dos Motoristas de Matérias Perigosas afirmou que a greve será suspensa "a partir do momento em que se iniciem as negociações. Vamos entrar e perceber se estão cá todas as partes necessárias para que haja essa negociação. Se estiverem todas as partes para negociar será levantado o período de greve até fazermos o plenário do domingo".

15h58 - Ministro das Infraestruturas recebe SNMMP

A RTP sabe que o ministro Pedro Nuno Santos recebe o porta-voz do Sindicato Nacional dos Motoristas de Matérias Perigosas às 16h00, no Ministério das Infraestruturas.

15h49 - Ministério do Trabalho: Condições não se encontravam reunidas para prosseguir o processo de mediação"

De acordo com fonte do Ministério do Trabalho, o Sindicato Nacional dos Motoristas de Matérias Perigosas requereu a 15 de agosto, junto da DGERT, o processo de mediação para resolver o conflito entre a força sindical e a ANTRAM.

Acedendo a esse pedido, a DGERT nomeou uma mediadora que fazia parte daquela direção-geral, e que deu início de imediato ao processo de mediação.

Nesse sentido, foi enviada uma comunicação à ANTRAM, que dava conta do requirimento do sindicato. Segundo a fonte, os patrões responderam à mediação que a tentativa estaria condenada ao insucesso, uma vez que não estavam reunidas as condições necessárias, do ponto de vista da ANTRAM: ou seja, o levantamento prévio da greve.

De seguida, o DGERT notificou as partes envolvidas que "não se encontravam reunidas as condições para prosseguir o processo de mediação por indisponibilidade de uma das partes, a DGERT notificou as partes disso mesmo”.

15h15 - Reunião poderá decorrer hoje, diz o sindicato

António Medeiros, tesoureiro do Sindicato Nacional dos Motoristas de Matérias Perigosas, garante que houve a nomeação de um mediador para uma reunião com a ANTRAM e que essa garantia lhe foi dada por parte da direção sindical.

Questionado pelos jornalistas sobre o timing da reunião, o responsável assume que o encontro possa acontecer ainda hoje.

"Estamos a dar um passo atrás para tentar dar dois à frente", resume.

O responsável refere ainda que o sindicato não ficou isolado depois da decisão por parte do Sindicato Independente dos Motoristas de Mercadorias.

Em resposta às questões dos repórteres no local, António Medeiros garante que ninguém financia o sindicato e que não há qualquer tipo de fundo como noutras greves.

Quanto às perdas na sequência desta greve, sublinha que os trabalhadores estão a fazer as oito horas de trabalho e que se espera que recebam o ordenado devido.

14h43 - Algarve a fazer contas aos efeitos da greve

A marina de Vilamoura já foi reabastecida, depois de ter ficado sem combustível na quinta-feira. Mas os responsáveis alertam que este fim-de-semana representa um pico de consumo anual.

No aeroporto de Faro não há notícia de qualquer constrangimento, apesar de os motoristas só aceitarem turnos de oito horas.

13h50 - Governo garante que nenhum mediador foi nomeado

Fonte ligada ao processo adiantou à RTP que, até ao momento, não foi nomeado um mediador da DGERT, e que se mantém para já a posição manifestada na quinta-feira pelo secretário de Estado do Emprego.

Miguel Cabrita referia ontem que não haveria condições para nomear um mediador até porque uma das partes - a ANTRAM - não está disponível para isso enquanto decorrer a greve.

No comunicado, o Sindicato Nacional dos Motoristas de Matérias Perigosas prometeu a suspensão temporária da greve após a nomeação de um mediador para dar início às negociações com a ANTRAM.

A acontecer, a suspensão temporária da greve começará "a partir da hora de início da reunião a ser convocada pelo Governo".

13h42 - Sindicato admite suspender greve de forma temporária

Em comunicado enviado às redações, o Sindicato Nacional dos Motoristas de Matérias Perigosas anunciou a "suspensão temporária da greve" após a nomeação de um mediador da Direção-Geral do Emprego e das Relações de Trabalho para dar início às negociações com a ANTRAM.

O sindicato "entendeu que estão criadas as condições necessárias para todas as partes se sentarem à mesa".

"Queremos deixar claro ao país e às partes que sempre estivemos de boa-fé neste processo", salienta ainda o comunicado.

No entanto, o sindicato esclarece que a suspensão temporária da greve acontecerá "a partir da hora de início da reunião a ser convocada pelo Governo".

O levantamento da greve "produzirá os seus efeitos até ao Plenário Nacional de Motoristas de Cargas Perigosas, marcado para o próximo domingo, momento em que os Motoristas irão decidir pelo seu futuro", acrescenta a nota.

12h38 - Balanço da greve dos motoristas - menos postos prioritários REPA

O ministro do Ambiente fez ao início da tarde um balanço da greve dos motoristas, considerando que a situação tende agora a "normalizar-se".

João Pedro Matos Fernandes anunciou ainda que o número de postos exclusivos da REPA diminuíram de 52 para 26 postos. Continuam a ser postos da rede de emergência, mas passam também a estar ao dispor dos cidadãos, quando antes recebiam apenas veículos prioritários das forças de segurança.

Os 26 postos da REPA exclusiva localizam-se essencialmente nas zonas onde existe risco de incêndio, precisou o ministro. No total, há 320 postos REPA de acesso ao público.

O governante referiu ainda que "há menos trabalhadores em greve" esta sexta-feira e que 12 motoristas foram notificados hoje pela GNR porque não estavam a cumprir com a requisição civil. "Assim que foram notificados, todos eles foram trabalhar", acrescentou.

Referência ainda para os abastecimentos no Aeroporto de Lisboa, que "são completamente normais neste momento", garantiu o ministro, indo ao encontro do que foi assumido pela ANA.

12h27 - Aeroporto de Lisboa. Levantadas as restrições ao abastecimento

As restrições ao abastecimento de aviões no Aeroporto de Lisboa em em vigor desde segunda-feira foram levantadas esta sexta-feira, informou a ANA - Aeroportos de Portugal.

De acordo com a agência Lusa, as restrições foram levantadas tendo em conta "o nível de descargas e o aumento de stock de combustível no Aeroporto Humberto Delgado".

Na segunda-feira, a ANA tinha afirmado que o ritmo de abastecimento no Aeroporto Humberto Delgado, em Lisboa, era "insuficiente, em níveis bastante abaixo do estipulado para serviços mínimos", provocando "restrições à operação".

11h49 - 150 elementos da PSP e GNR mobilizados até ao momento

De acordo com o Ministério da Administração Interna, a GNR e a PSP asseguraram o transporte de combustível em 127 veículos veículos pesados de transporte de mercadorias perigosas entre 12 e 15 de agosto.

Nesta mobilização estiveram implicados 150 elementos das forças de segurança, que levaram combustível às regiões de Lisboa, Faro, Setúbal, Sintra, Beja e Algarve.

Durante o dia de quinta-feira foram abastecidos os aeroportos de Lisboa e Faro, esclarece ainda a nota enviada à comunicação social.

11h07 - FENPROF critica "postura antidemocrática" do Governo

Em comunicado, os professores saúdam o acordo obtido pela FECTRANS nas negociações com a ANTRAM, destacando a "luta reponsável da mais representativa federação sindical do setor dos transportes".

A FENPROF lamenta, no entanto, a "postura antidemocrática" do Governo em todo o processo.

"O Governo vem aproveitando o processo para desenvolver procedimentos que põem em causa o direito à greve", algo que "para os professores não é novidade", acrescenta a nota.

Acrescenta mesmo que "repudia" a posição do Governo, assinalando que os serviços mínimos decretados "em muitos casos constituíram serviços totais".

A FENPROF critica também "a requisição civil decretada mesmo antes de se verificar desrespeito pelos serviços mínimos, a substituição de trabalhadores em greve por militares e membros de forças militarizadas ou a deslocação de agentes policiais a casa de trabalhadores".

Estas ações, acrescentam, "demonstram que, para o governo, o respeito pela lei e pelo direito à greve não integra o seu rol de preocupações", lembrando a greve dos professores em julho de 2018, onde foram impostos "serviços mínimos ilegais", ou a forma como os docentes foram "ameaçados" em outubro de 2018 pelo Ministério da Educação, caso aderissem à greve.

10h42 - Barcos parados na Póvoa de Varzim

Em declarações à RTP, José Festas, da associação Pro-Maior Segurança dos Homens do Mar, avisa que o cenário pode ser catastrófico se a greve durar até quarta-feira da próxima semana.

Naquele ponto específico, estão a ser afetadas sobretudo as embarcações de pesca local, de pequena dimensão, que em alguns casos não têm saído para o mar devido ao limite de abastecimento de 25 litros.

"É complicado estar no mar com uma reserva tão pequena" realça o responsável, sublinhando que o peixe "tem de sair do mar e ser levado rapidamente para a sua venda, se sai do mar e está à espera que o comprador venha ao outro dia, fica muito complicado"

José Festas considera ainda que os compradores devem estar integrados na rede de emergência (REPA). "Achamos que devíamos ser incluídos, têm de alargar o acesso prioritário", frisou.

10h07 - Sindicato continua "a apelar à mediação"

O Sindicato Nacional dos Motoristas de Matérias Perigosas confirmou que mantém a greve, mesmo depois de os motoristas de mercadorias terem abandonado o protesto.

"Não se deixem vergar. Estamos aqui duros como aço", afirmou aos jornalistas o presidente do SNMMP, Francisco São Bento.

O dirigente sindical descarta que a estrutura esteja a revelar "teimosia" e considera que a estrutura sindical não está isolada. "Os trabalhadores continuam mobilizados, continuam a acreditar", acrescentou.

"Estas empresas sobrevivem sobre as 14, 15, 16 horas que estes trabalhadores cumprem", continuou o responsável, que reiterou a possibilidade de o sindicato manter o protesto durante meses.

O sindicalista destaca que ainda não percebeu quais as razões para a retirada do Sindicato Independente dos Motoristas de Mercadorias.

"Iniciámos um processo negocial conjunto, apresentamos um pré-aviso conjunto, mas ainda não conseguimos falar com o SIMM, possivelmente devem estar ocupados e não tiveram oportunidade de falar connosco", referiu São Bento.

"A seu tempo, quando conseguirmos falar com eles, iremos reagir", acrescentou, assegurando que os motoristas de matérias perigosas "não estão isolados".

8h01 - "Seria de esperar que as ações fossem conjuntas"

O porta-voz do Sindicato Independente dos Motoristas de Mercadorias deixou implícita, na última noite, uma crítica ao Sindicato Nacional dos Motoristas de Matérias Perigosas, que permanece em greve.

"Entrámos na greve em conjunto, seria de esperar que as ações fossem conjuntas", afirmou Anacleto Rodrigues, referindo-se ao facto de o SNMMP ter pedido a mediação do Governo.

7h47 - Reação de Pardal Henriques

O porta-voz do SNMMP, Pedro Pardal Henriques, deverá reagir ao fim da greve do SIMM esta manhã, pelas 9h00.

O responsável esteve durante noite no piquete de Aveiras de Cima, mas escusou-se a comentar a posição assumida pela estrutura sindical dos motoristas de mercadorias.

7h36 - SNMMP sozinho na greve


A notícia foi conhecida durante a noite, depois de uma reunião entre o Sindicato Independente dos Motoristas de Mercadorias e o Governo, no Ministério das Infraestruturas e Habitação, em Lisboa.

"A greve vai ser desconvocada da parte do SIMM", anunciou o porta-voz Anacleto Rodrigues.

"Chegámos à conclusão de que esta greve não surtiu na totalidade os efeitos que desejávamos", afirmou o responsável, para contrapor que a paralisação deu, ao mesmo tempo, maior visibilidade à profissão e aos problemas do setor.

SIMM e ANTRAM vão sentar-se à mesa das negociações, sobre a qual estarão propostas anteriormente apresentadas, a partir de 12 de setembro.

"A luta dos nossos colegas não deixou de ser justa como era até aqui", prosseguiu o porta-voz do SIMM, referindo-se à estrutura representativa dos motoristas de transporte de matérias perigosas.

Com a desconvocação da greve, regressam ao trabalho "150 motoristas dos que estiveram nos piquetes hoje".

O SIMM soma perto de 1200 associados.

Por sua vez, o O advogado e porta-voz da ANTRAM, André Matias de Almeida, considerou o acordo firmado com o SIMM um passo importante e de confiança para se começar a trabalhar neste sector.

Esta decisão motivou uma reação do primeiro-ministro. Na rede social Twitter, António Costa saudou o regresso ao processo negocial.


O chefe do Governo escreveu que "o diálogo faz o seu caminho, devolvendo tranquilidade aos portugueses".

O Sindicato Nacional de Mercadorias de Matérias Perigosas mantém, para já, a paralisação.