Euro 2012
Nenhum comissário europeu irá à Ucrânia
O boicote político à Ucrânia alargou-se. Depois de Durão Barroso e de Merkel, é a vez da Comissão Europeia em bloco anunciar que não irá ao Euro-2012 de futebol na Ucrânia. O ministério ucraniano dos Negócios estrangeiros já reagiu, considerando o boicote "destrutivo."
O boicote generalizado foi anunciado pela delegação da União Europeia em Kiev.
"O presidente (da Comissão, Durão) Barroso não tenciona deslocar-se à Ucrânia nem participar nos acontecimentos em torno do Euro-2012. Esta posição é partilhada por todos os comissários europeus," le-se na página Facebook da representação diplomática europeia na capital ucraniana.
Em resposta, a diplomacia ucraniana publicou um comunicado. "O ministério dos Negócios Estrangeiros considera destrutivas as tentativas de politizar os acontecimentos desportivos," refere o texto.
O euro-2012 joga-se na Ucrânia e na Polónia a partir de junho.
Boicote político
O boicote político europeu ao campeonato de futebol é uma retaliação pela detenção da ex-primeira ministra Julia Tymoshenko, condenada em outubro de 2011 a sete anos de prisão por abuso de poder.
Outros processos entraram na justiça e estão a ser investigados, entre eles uma acusação de assassínio. O estado de saúde de Tymoshenko é frágil e ela já recusou ir a tribunal ouvir as novas acusações invocando razões de saúde.
A ex-primeira ministra ucraniana e líder da oposição recusa ser tratada por médicos do seu país, em quem não confia e diz-se vítima de perseguição do atual Presidente ucraniano e rival político Viktor Yanukovich. Tymoshenko, defensora da adesão da Ucrânia à união Europeia, entrou entretanto em greve de fome e o seu estado de saúde agravou-se.
A União Europeia já tinha criticado duramente o governo ucraniano pela condenação de Tymoshenko e agora apela ao boicote político do Euro-2012 para pressionar o governo de Yanukovich.
Putin condena boicote
O apelo já foi recusado pelo Presidente-eleito russo, Vladimir Putin, aliado tradicional de Yanukovich, líder da fação pró-russa da antiga república soviética.
"Penso que sob nenhuma circunstância se deverá misturar política, negócios e outras questões, com o desporto. Devia deixar-se o desporto em paz," afirmou Putin em Moscovo, citado pela agência Itar-Tass.
Putin mostrou-se ainda disposto a acolher Tymoshenko para tratamento. "Se ela o considerar possível e se as autoridades da Ucrânia estiverem de acordo, é com prazer que nós iremos acolher Julia Tymoshenko para a tratar", afirmou Putin às agências de informação.
"O presidente (da Comissão, Durão) Barroso não tenciona deslocar-se à Ucrânia nem participar nos acontecimentos em torno do Euro-2012. Esta posição é partilhada por todos os comissários europeus," le-se na página Facebook da representação diplomática europeia na capital ucraniana.
Em resposta, a diplomacia ucraniana publicou um comunicado. "O ministério dos Negócios Estrangeiros considera destrutivas as tentativas de politizar os acontecimentos desportivos," refere o texto.
O euro-2012 joga-se na Ucrânia e na Polónia a partir de junho.
Boicote político
O boicote político europeu ao campeonato de futebol é uma retaliação pela detenção da ex-primeira ministra Julia Tymoshenko, condenada em outubro de 2011 a sete anos de prisão por abuso de poder.
Outros processos entraram na justiça e estão a ser investigados, entre eles uma acusação de assassínio. O estado de saúde de Tymoshenko é frágil e ela já recusou ir a tribunal ouvir as novas acusações invocando razões de saúde.
A ex-primeira ministra ucraniana e líder da oposição recusa ser tratada por médicos do seu país, em quem não confia e diz-se vítima de perseguição do atual Presidente ucraniano e rival político Viktor Yanukovich. Tymoshenko, defensora da adesão da Ucrânia à união Europeia, entrou entretanto em greve de fome e o seu estado de saúde agravou-se.
A União Europeia já tinha criticado duramente o governo ucraniano pela condenação de Tymoshenko e agora apela ao boicote político do Euro-2012 para pressionar o governo de Yanukovich.
Putin condena boicote
O apelo já foi recusado pelo Presidente-eleito russo, Vladimir Putin, aliado tradicional de Yanukovich, líder da fação pró-russa da antiga república soviética.
"Penso que sob nenhuma circunstância se deverá misturar política, negócios e outras questões, com o desporto. Devia deixar-se o desporto em paz," afirmou Putin em Moscovo, citado pela agência Itar-Tass.
Putin mostrou-se ainda disposto a acolher Tymoshenko para tratamento. "Se ela o considerar possível e se as autoridades da Ucrânia estiverem de acordo, é com prazer que nós iremos acolher Julia Tymoshenko para a tratar", afirmou Putin às agências de informação.