FC Porto
Regresso do «Incrível» Hulk apaga Belenenses
O FC Porto aproximou-se este domingo do Sporting de Braga, segundo classificado, ao bater o Belenenses por 3-0, marcado pelo regresso de Hulk que teve uma noite mágica.
Os golos de Rolando, na primeira parte, e de Hulk (o melhor jogador
em campo, com duas assistências e um golo), a abrir a segunda, deitaram
por terra as cada vez mais ténues esperanças Belenenses de continuar na
primeira Liga, quando faltam seis jornadas para o fim e a linha de água
já está a nove pontos.
No terceiro encontro da época entre os dois conjuntos "azuis", depois
do empate 1-1 na primeira volta da Liga e do 2-2 para a Taça de Portugal
(os portistas venceriam por 10-9 nas grandes penalidades), os dois treinadores
reservaram algumas alterações nos "onzes".
Os "dragões" entraram em campo com três alterações em relação ao encontro
que ditou o triunfo sobre o Rio Ave (3-1), a meio da semana, a contar para
a primeira mão das meias finais da Taça de Portugal, tendo Jesualdo Ferreira
chamado Helton e Miguel Lopes para o "onze" inicial.
No entanto, o maior destaque entre as alterações foi o regresso do brasileiro
Hulk, depois de ter sido castigado pelos incidentes ocorridos no Estádio
da Luz, em Dezembro passado (perdeu nove encontros da Liga) e após ter visto,
esta semana, reduzida a pena pelo Conselho de Justiça da Federação Portuguesa
de Futebol.
Quanto à formação do Restelo, António Conceição apenas fez regressar
o panamense Gabriel Gomez, na única alteração em relação à equipa que conquistou
a segunda vitória na Liga, na jornada anterior, frente ao Olhanense (3-1).
Os primeiros minutos da partida mostraram Hulk como o principal desequilibrador
da equipa portista, que, privada de três alas (Varela, Mariano e Rodríguez),
não tinha acutilância pelos flancos, especialmente na esquerda, onde apenas
Álvaro Pereira tentava dar profundidade, apoiado por Raul Meireles.
Já o Belenenses procurava defender com bloco baixo, tapando linhas aos
"dragões" e deixava o ataque entregue à força de Yontcha e à velocidade
de Lima, tendo acabado por ser o avançado brasileiro a criar o primeiro
grande momento do jogo, ficando perto de inaugurar o marcador.
Com Rúben Micael e Raul Meireles a pisarem os mesmos terrenos e com
Falcao muito desapoiado, o jogo do FC Porto consistia em lançamentos longos
nas costas da defesa belenense, procurando ora a velocidade de Hulk, ora
as rupturas de Micael ou Meireles.
Já perto do final da primeira parte, e depois de Helton quase entregar
o "ouro ao bandido", o central Rolando faria uma desfeita à sua ex-equipa
e inaugurava o marcador, respondendo de cabeça a um livre de Hulk, ficando,
no entanto, a sensação que Bruno Vale é mal batido.
Depois de uma primeira parte algo cinzenta, foi nítida a subida de produção
dos "dragões" na segunda parte, sucedendo-se as oportunidades, e seria Hulk,
depois de boa iniciativa individual, a carimbar o seu regresso aos jogos
da Liga com uma "bomba" à entrada da área, sem hipóteses para o guardião
belenense.
O tento do brasileiro acabou por abater o Belenenses, que, sem ideias
e sem qualidade, apenas se limitou a ver os portistas mandarem no jogo até
final, com Falcao, assistido por Hulk, a fazer o 18. golo na competição
e a colocar um ponto final na partida do Restelo.