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Bayern: o ‘Expresso’ da Baviera segue a todo o vapor

Bayern: o ‘Expresso’ da Baviera segue a todo o vapor

O Bayern Munique voltou a tornar a Liga alemã numa mera formalidade da sua época, transformando os concorrentes em figurantes de uma 'película' anunciada desde o início e que culminou com o a vitória no campeonato, a 13.ª nos últimos 14 anos.

RTP /
Reuters

Em 22 de agosto, quando abriu a 'cortina' da Bundesliga 2025/26, o 'gigante' da Baviera exibiu logo uma prévia do que seria o 'filme' do seu 35.º título de campeão germânico, ao golear por 6-0 o Leipzig, outrora um dos emblemas que lhe tentava acossar o estatuto interno.

A derrota - a única na prova até ao momento - diante do Augsburgo (1-2), em casa, em janeiro, foi o único percalço na caminhada do Bayern, que conquistou um bicampeonato pela oitava vez na sua história e arrecadou o 13.º título nos últimos 14 anos.

Campeão quando faltam quatro rondas para o fim, o Bayern não vencia com tanta antecedência desde 2017/18, na altura celebrando quando havia cinco jogos por disputar e reforçando uma hegemonia que apenas foi interrompida há dois anos, com o triunfo do Bayer Leverkusen, que colocou fim à série de 11 troféus seguidos do conjunto bávaro.

O domínio interno tem sido de tal forma evidente que, desde a criação da Bundesliga, a partir de 1963/64, a formação de Munique ergueu mais troféus de campeão sozinha do que os restantes 12 vencedores juntos neste período (29).

E com a época a aproximar-se do final, mantém-se em aberto a possibilidade de a equipa repetir a façanha de 2019/20, quando consumou o denominado 'triplete' no Estádio da Luz, em Lisboa, ao erguer o troféu da Liga dos Campeões, depois de ter conquistado o campeonato e a Taça da Alemanha - atualmente está nas meias-finais da taça nacional e da 'Champions'.

Na sua segunda época ao comando do Bayern, o belga Vincent Kompany deverá ter acabado com quaisquer dúvidas que sobre ele ainda pairassem, conduzindo a equipa a um registo goleador sem precedentes: 109 golos marcados, que lhe permitiu superar o anterior recorde da prova e que pertencia ao próprio clube, que remontava a 1971/72, com 101 golos.

A 'máquina trituradora' da Baviera marcou, pelo menos, quatro golos em 14 jogos - inclusive com um 8-1 ao Wolfsburgo pelo meio -, registo para o qual contribuiu o avançado Harry Kane, autor de 51 golos em todas as competições desta época, 32 dos quais no campeonato.

O inglês abriu a Bundesliga logo com um 'hat-trick', que ainda replicou noutras duas ocasiões, além de ter 'bisado' por seis vezes, liderando não só a lista dos melhores marcadores, como os 'itinerários' ofensivos de uma equipa que tem no colombiano Luis Díaz (15 golos) e no francês Michael Olise (12) autênticas 'setas' apontadas às áreas adversárias.

No decurso de uma longa temporada, Kompany viu-se privado de Jamal Musiala até janeiro, devido a lesão, o que promoveu a ascensão do jovem Lennart Karl, de 18 anos, a mais recente 'jóia' alemã, que cumpriu mais de três dezenas de partidas oficiais e assinou nove golos.

Em contraste, o internacional português Raphaël Guerreiro tem tido o seu desempenho menos produtivo nos três anos em que representou o Bayern, com 16 jogos no campeonato e apenas sete como titular, apontando ainda cinco golos naquela que é a sua época de despedida da Baviera.

Além do lateral esquerdo, o Bayern contou neste percurso com a contribuição de um outro português, o jovem David Daiber, de 19 anos, nascido no Luxemburgo, mas que também tem nacionalidade alemã. Participou em dois encontros, num total de 27 minutos.

(Com Lusa)
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