O maior Mundial de sempre

O maior Mundial de sempre

O 23.º Campeonato do Mundo de futebol, disputado pela primeira vez em três países (Estados Unidos, México e Canadá), vai ser o maior de sempre, com 48 seleções e 104 jogos, ao longo de 39 dias.

RTP /
Reuters

Não satisfeita com os ‘acrescentos’ que foi fazendo ao longo dos tempos, numa competição que começou por ser disputada por 13 seleções, no longínquo ano de 1930, a FIFA aumentou drasticamente os participantes para a 23.ª edição.

A prova começa logo por ser a primeira a ser acolhida por três países, sendo que, ao nível das seleções presentes, o aumento foi drástico, e nunca visto, de 32 para 48, o que significa um incremento de 16 formações.

Até agora, nunca o número de seleções tinha aumentado mais do que oito, o que acontecera duas vezes, de 1978 para 1982 e, depois, de 1994 para 1998.

Para encaixar as 48 formações que se conseguiram qualificar, a FIFA manteve os agrupamentos de quatro equipas na primeira fase, que, em relação a 2022, aumentam de oito para 12, continuando cada seleção a disputar três encontros.

A fase de grupos da edição 2026 terá mais quatro agrupamentos e um novo sistema de apuramento, pois deixam de seguir em frente apenas os dois primeiros, como acontecia desde 1998, mas também terceiros classificados.

Dos 12 grupos, qualificam-se, além dos dois primeiros de cada, os oito melhores terceiros, o dobro dos quatro que seguiam em frente pela última vez neste formato, curiosamente também nos Estados Unidos, em 1994.

A primeira fase só exclui, assim, 16 seleções e qualifica um total de 32 – as que disputaram a edição 2022 - para uns inéditos 16 avos de final.

Depois, tudo volta ao ‘normal’, com os ‘oitavos’, os ‘quartos’, as ‘meias’, o jogo do bronze e a final.

No que respeita ao total de jogos, é, obviamente, o maior de sempre, passando dos 64 das últimas edições para mais de 100, mais precisamente 104, o que significa um brutal aumento de 40.

Como se disputam mais encontros, a prova também esticou ao nível de duração, com os 32 dias de 2014 e 2018 a transformarem-se em 39, incluindo apenas cinco de descanso, o primeiro já depois dos oitavos de final.

Face ao alargamento da prova, era expectável que aparecessem vários estreantes, o que se verificou, sendo quatro as seleções que vão cumprir a primeira presença: Cabo Verde, Curaçau, Jordânia e Uzbequistão.

Para as melhores seleções, o caminho também ficou mais facilitado, mas, ainda assim, a Itália conseguiu a ‘proeza’ de ficar de fora pela terceira vez consecutiva, sendo, novamente, o único dos oito campeões do mundo que estará ausente.

A 23.ª edição do Campeonato do Mundo de futebol realiza-se nos Estados Unidos, México e Canadá, entre 11 de junho e 19 de julho.

(Com Lusa)
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