Futebol Internacional
Mundial 2026
Regularidade deixará Yamal ao nível das lendas do futebol
A regularidade colocará Lamine Yamal, avançado da Espanha e adversário de Portugal nos oitavos de final do Mundial2026, na segunda-feira, ao nível das lendas do futebol, acredita Toñito, recordista espanhol de jogos na I Liga portuguesa.
“Lionel Messi e Cristiano Ronaldo estão noutra escala e, para que se possa falar de outros futebolistas, há que ver se mantêm o nível por tantos anos. É ver para crer. Aí está a grande dificuldade para Yamal, Kylian Mbappé, Erling Haaland e outros: são bons, mas mostrem se são capazes de ficar na história e apanhar aquelas referências”, afirmou à agência Lusa o ex-médio, de 49 anos, que foi campeão português pelo Sporting em 1999/00, devolvendo os ‘leões’ aos títulos 18 anos depois, e fez 206 jogos na I Liga.
Titular do bicampeão espanhol FC Barcelona há três temporadas, Lamine Yamal sagrou-se campeão europeu de seleções por Espanha em julho de 2024, um dia depois de ter completado 17 anos, e foi o segundo mais votado na Bola de Ouro de 2025, vencida pelo francês Ousmane Dembélé, estando agora a estrear-se em Mundiais, com um golo em quatro partidas.
“Estamos numa nova etapa e há jogadores que estão a tentar dominar o novo futebol, competindo para ver se conseguem os feitos daqueles dois deuses. Veremos até onde são capazes de ir. Foi uma sorte que Messi e Ronaldo tenham aparecido na mesma altura e fizeram o que creio que ninguém logrará, mas posso estar equivocado”, considerou.
Antonio González, mais conhecido por Toñito no futebol, lembra a influência de Yamal na ‘roja’, com a qual arrebatou a distinção de melhor futebolista jovem do Euro2024 e foi finalista vencido da Liga das Nações no ano passado, numa final perdida com Portugal no desempate por penáltis.
“Portugal não vai encontrar o mesmo estilo do passado, pois Nico Williams não está no melhor momento, vem de uma época complicada e poderá não jogar. A Espanha deve ter o mesmo ‘onze’ da última partida e Álex Baena não dá a profundidade do Nico. Vai ser uma equipa igualmente forte, mas com outro cariz, menos vertical e mais associativa. Agora, do lado do Yamal, podem ter a garantia de que existirá essa velocidade”, caracterizou.
Com passagens por Vitória de Setúbal, Sporting, Santa Clara, Boavista e União de Leiria, entre outros clubes estrangeiros, o ex-médio põe Portugal individualmente por cima em relação à Espanha, campeã mundial em 2010 e recordista de títulos continentais, com quatro (1964, 2008, 2012 e 2024).
“Yamal é um dos jogadores de topo mundial, mas a Espanha não tem tanta variedade individual e Portugal tem mostrado isso nas suas equipas e em todos os setores. Se conseguir extrair a sua melhor versão, tanto individual como coletiva, tenho a certeza de que Portugal vai passar a eliminatória. A Espanha sabe que vai ter pela frente uma das seleções mais fortes”, notou.
Uma vitória sobre a Áustria (3-0), nos 16 avos de final, permitiu à Espanha passar uma eliminatória em Mundiais pela primeira vez desde 2010, com Toñito a lembrar que os detalhes ajudaram a ditar a dupla eliminação nos ‘oitavos’ perante a anfitriã Rússia, em 2018, e Marrocos, em 2022, ambos através do desempate por penáltis - em 2014, não superou a primeira fase.
“Os momentos e as equipas são diferentes e nunca podemos ficar presos no passado. Portugal também foi muitas vezes afastado injustamente e falta o último passo a esta geração tão boa para conseguir uma estrela [de campeão mundial], algo que já tem merecido nos últimos anos”, ressalvou.
Invicta há 34 jogos em tempo regulamentar - 25 vitórias e nove empates -, a Espanha nunca tinha estado cinco partidas seguidas sem sofrer golos em Mundiais e procura alargar diante de Portugal o recorde de 519 minutos de imbatibilidade na história da prova cifrado pelo guarda-redes Unai Simón.
A marca incide em dois duelos da edição de 2022 e nos quatro efetuados este ano, que incluíram um empate frente ao estreante Cabo Verde (0-0) e os triunfos sobre Arábia Saudita (4-0) e Uruguai (1-0), todos para o Grupo H da primeira fase, dominado pela ‘roja’, além da vitória perante a Áustria.
“Temos de ver se essa fortaleza aconteceu porque a Espanha é muito forte a nível defensivo e está bastante equilibrada ou se tem a ver com o nível dos adversários. Até agora, eles não enfrentaram seleções tão poderosas como as que Portugal encarou com Croácia e Colômbia”, concluiu Toñito.
Portugal venceu os croatas (2-1) nos 16 avos, tendo anotado o golo da reviravolta em tempo de compensação, já depois de ter concluído a ‘poule’ K no segundo lugar, atrás dos colombianos, frente aos quais empatou (0-0), na sequência de outra igualdade face à República Democrática do Congo (1-1) e de um triunfo diante do estreante Uzbequistão (5-0).
Titular do bicampeão espanhol FC Barcelona há três temporadas, Lamine Yamal sagrou-se campeão europeu de seleções por Espanha em julho de 2024, um dia depois de ter completado 17 anos, e foi o segundo mais votado na Bola de Ouro de 2025, vencida pelo francês Ousmane Dembélé, estando agora a estrear-se em Mundiais, com um golo em quatro partidas.
“Estamos numa nova etapa e há jogadores que estão a tentar dominar o novo futebol, competindo para ver se conseguem os feitos daqueles dois deuses. Veremos até onde são capazes de ir. Foi uma sorte que Messi e Ronaldo tenham aparecido na mesma altura e fizeram o que creio que ninguém logrará, mas posso estar equivocado”, considerou.
Antonio González, mais conhecido por Toñito no futebol, lembra a influência de Yamal na ‘roja’, com a qual arrebatou a distinção de melhor futebolista jovem do Euro2024 e foi finalista vencido da Liga das Nações no ano passado, numa final perdida com Portugal no desempate por penáltis.
“Portugal não vai encontrar o mesmo estilo do passado, pois Nico Williams não está no melhor momento, vem de uma época complicada e poderá não jogar. A Espanha deve ter o mesmo ‘onze’ da última partida e Álex Baena não dá a profundidade do Nico. Vai ser uma equipa igualmente forte, mas com outro cariz, menos vertical e mais associativa. Agora, do lado do Yamal, podem ter a garantia de que existirá essa velocidade”, caracterizou.
Com passagens por Vitória de Setúbal, Sporting, Santa Clara, Boavista e União de Leiria, entre outros clubes estrangeiros, o ex-médio põe Portugal individualmente por cima em relação à Espanha, campeã mundial em 2010 e recordista de títulos continentais, com quatro (1964, 2008, 2012 e 2024).
“Yamal é um dos jogadores de topo mundial, mas a Espanha não tem tanta variedade individual e Portugal tem mostrado isso nas suas equipas e em todos os setores. Se conseguir extrair a sua melhor versão, tanto individual como coletiva, tenho a certeza de que Portugal vai passar a eliminatória. A Espanha sabe que vai ter pela frente uma das seleções mais fortes”, notou.
Uma vitória sobre a Áustria (3-0), nos 16 avos de final, permitiu à Espanha passar uma eliminatória em Mundiais pela primeira vez desde 2010, com Toñito a lembrar que os detalhes ajudaram a ditar a dupla eliminação nos ‘oitavos’ perante a anfitriã Rússia, em 2018, e Marrocos, em 2022, ambos através do desempate por penáltis - em 2014, não superou a primeira fase.
“Os momentos e as equipas são diferentes e nunca podemos ficar presos no passado. Portugal também foi muitas vezes afastado injustamente e falta o último passo a esta geração tão boa para conseguir uma estrela [de campeão mundial], algo que já tem merecido nos últimos anos”, ressalvou.
Invicta há 34 jogos em tempo regulamentar - 25 vitórias e nove empates -, a Espanha nunca tinha estado cinco partidas seguidas sem sofrer golos em Mundiais e procura alargar diante de Portugal o recorde de 519 minutos de imbatibilidade na história da prova cifrado pelo guarda-redes Unai Simón.
A marca incide em dois duelos da edição de 2022 e nos quatro efetuados este ano, que incluíram um empate frente ao estreante Cabo Verde (0-0) e os triunfos sobre Arábia Saudita (4-0) e Uruguai (1-0), todos para o Grupo H da primeira fase, dominado pela ‘roja’, além da vitória perante a Áustria.
“Temos de ver se essa fortaleza aconteceu porque a Espanha é muito forte a nível defensivo e está bastante equilibrada ou se tem a ver com o nível dos adversários. Até agora, eles não enfrentaram seleções tão poderosas como as que Portugal encarou com Croácia e Colômbia”, concluiu Toñito.
Portugal venceu os croatas (2-1) nos 16 avos, tendo anotado o golo da reviravolta em tempo de compensação, já depois de ter concluído a ‘poule’ K no segundo lugar, atrás dos colombianos, frente aos quais empatou (0-0), na sequência de outra igualdade face à República Democrática do Congo (1-1) e de um triunfo diante do estreante Uzbequistão (5-0).