Adeptos do FC Porto perderam a paciência

A equipa do FC Porto está em crise.

Mário Aleixo - RTP /
Os adeptos do FC Porto não resistiram a assobiar e mostrar lenços brancos José Coelho-Lusa

Num curto espaço de tempo a equipa portista perdeu a liderança do campeonato, somou o terceiro jogo consecutivo sem vencer e denota uma indisfarçável crise de confiança.

Ontem (quarta-feira) à noite no início do jogo com o Rio Ave os adeptos começaram por incentivar a equipa mas com o passar do tempo a impaciência instalou-se. No final da partida os apoiantes da equipa do "dragão" despediram-se da equipa com assobios e lenços brancos sobretudo dirigidos ao treinador Julen Lopetegui.

A comunhão entre equipa e adeptos durou 11 minutos, espaço de tempo que o Rio Ave demorou a empatar o jogo a um golo. Das bancadas ouviram-se os primeiros assobios. depois foi um crescendo de protestos até ao final do encontro.



O empate no campeonato tem o efeito prático de ver a distância aumentar para quatro pontos a distância para o líder Sporting e deixar-se apanhar pelo Benfica no segundo lugar.

Nesta altura o Sporting é primeiro com 41 pontos seguido de FC Porto e Benfica, ambos com 37.

O principal visado nos protestos foi uma vez mais o treinador Julen Lopetegui qie no final do jogo recusava desistir de lutar: "Pretendo continuar. Estamos a quatro pontos (da liderança), nada está perdido e temos todas as possibilidades para chegar ao objetivo. E vou lutar com todas as minhas forças, dando a volta para que essa insatisfação se transforme em satisfação. Estamos tão tristes ou mais do que os adeptos. Sabemos que só nós podemos dar a volta. Estamos a tempo, estamos no final da primeira volta. Quero conseguir que a equipa jogue melhor, com menos erros e mais definição".



O técnico sempre a olhar para o futuro imediato afirmou: "São duros, estes momentos. O rumo que marca o meu trabalho e a minha maneira de ser é amanhã levantar-me, com muita força e trabalhar para o próximo jogo".



Após o jogo e fora do estádio a polícia ainda montou um perímetro de segurança para que treinadores, jogadores e dirigentes pudessem abandonar o estádio em segurança.

Os poucos adeptos que permaneceram no local acabaram por não resitir à chuva e abandonaram o estádio.

No próximo desafio os azuis e brancos deslocam-se, domingo, ao Estádio do Bessa para defrontar o Boavista.
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