Ex-árbitros dizem que Pedro Henriques errou

Um dia depois e certamente depois de analisadas as imagens, Paulo Paraty, Jorge Coroado, Paulo Pereira e José Leirós discordam da decisão de Pedro Henriques de anular o golo do Benfica, já em tempo de compensação

RTP /

Quatro ex-árbitros de futebol discordaram hoje, terça-feira, da decisão de Pedro Henriques anular um golo ao Benfica no jogo contra o Nacional, disputado segunda-feira, no estádio da Luz, relativo à 12.ª jornada da I Liga.  

"O movimento de queda descontrolada do jogador Miguel Vítor e o consequente movimento de braços terá iludido o árbitro Pedro Henriques. É minha opinião que não há um toque deliberado de mão na bola, pelo que me parece que seria mais adequado a não interrupção do jogo", afirmou Paulo Paraty, acrescentando "ter mesmo dúvidas se houve contacto da bola com a mão".  

Para Jorge Coroado,  "Miguel Vítor dividiu a bola com um adversário, que o derrubou, com o esférico a ressaltar para próximo da linha de golo, sendo rechaçado contra o camisola 28. Este, no chão, não podia controlar o movimento e não teve a intenção de jogar a bola com o braço. O árbitro precipitou-se", pode ler-se no diário desportivo "O Jogo".  

Paulo Pereira, ex-árbitro e assessor do conselho de arbitragem da Federação Portuguesa de Futebol, foi peremptório, ao afirmar: "Na minha opinião não há motivo para anulação do golo".  
 
Para este ex-árbitro, "o jogador do Benfica que levou com a bola na mão tem um comportamento posterior - levou as mãos à cara - que pode ter levado o árbitro a pensar que este jogou deliberadamente a bola com a mão, assinalando assim falta". 

Paulo Pereira considerou que "há um critério diferente entre assinalar mão na bola e bola na mão fora das áreas, daquele que é utilizado no interior das áreas". 
 
"É mais fácil assinalar uma mão na bola ou uma bola na mão dentro da área, porque os árbitros têm o estigma da penalização dos observadores. Por isso, dentro das áreas, marcam sempre. Se nada assinalarem, quem os avalia pode penalizá-los, invocando erro com influência no resultado", disse.

José Leirós é também defensor de que Pedro Henriques errou no lance e que o juiz lisboeta terá pensado, na ocasião, que Miguel Vítor, quando levou a mão à cara, terá jogado deliberadamente a bola com a mão. 

C/Lusa
  
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