Futebol Nacional
Licínio Santos e José Luís Oliveira absolvidos
O árbitro Licínio Santos e o antigo presidente do Gondomar Sport Clube, José Luís Oliveira, foram absolvidos pelo Tribunal de Fafe da prática dos crimes de corrupção, activa e passiva, de que eram acusados.
O Tribunal considerou que não ficou provado nenhum dos factos constantes da acusação, em particular que as conversas telefónicas entre o ex-dirigente do Gondomar e o juiz de futebol, tivessem como fim a obtenção de qualquer favor durante um jogo de futebol.
O caso envolve um jogo disputado a 21 de Setembro de 2003, do Campeonato Nacional da 2ª Divisão B, Zona Norte, entre a Associação Desportiva de Fafe e o Dragões Sandinenses, que terminou empatado a uma bola.
O processo - que foi retirado do processo principal do "Apito Dourado" - teve origem em escutas de conversas telefónicas entre José Luís Oliveira e Licínio Santos.
O Tribunal considerou que as escutas telefónicas transcreveram conversas que nada provam em termos da preparação da prática de um crime de corrupção, e considerou "normal" que, três meses após o jogo, os dois arguidos se tivessem encontrado num lanche.
Neste capítulo, validou as declarações de José Luís Oliveira explicando o teor das conversas e o lanche, que foi considerado, por várias testemunhas, como sendo uma "prática habitual" entre pessoas que se conhecem do futebol.
A juíza baseou, ainda, a sua decisão no depoimento dos peritos que analisaram o jogo em causa, e que afirmaram, unanimemente, que nada de anormal se passou durante os 90 minutos.
No final da leitura da sentença, a advogada Paula Godinho disse aos jornalistas que se tratou de uma "decisão justa", frisando que "se fez justiça".
Segundo a acusação, o então presidente do Gondomar estaria, supostamente, interessado em que a equipa de Sandim, Vila Nova de Gaia, perdesse pontos, já que esta também era candidata à promoção ao escalão superior tal como os gondomarenses.
Em troca do alegado favorecimento do seu clube, José Luís Oliveira prometia ao árbitro um "lanchezinho" da próxima vez que fosse a Gondomar.
O processo "Apito Dourado" teve na sua origem alegada corrupção e tráfico de influências no futebol profissional e na arbitragem.
c/ Lusa
O caso envolve um jogo disputado a 21 de Setembro de 2003, do Campeonato Nacional da 2ª Divisão B, Zona Norte, entre a Associação Desportiva de Fafe e o Dragões Sandinenses, que terminou empatado a uma bola.
O processo - que foi retirado do processo principal do "Apito Dourado" - teve origem em escutas de conversas telefónicas entre José Luís Oliveira e Licínio Santos.
O Tribunal considerou que as escutas telefónicas transcreveram conversas que nada provam em termos da preparação da prática de um crime de corrupção, e considerou "normal" que, três meses após o jogo, os dois arguidos se tivessem encontrado num lanche.
Neste capítulo, validou as declarações de José Luís Oliveira explicando o teor das conversas e o lanche, que foi considerado, por várias testemunhas, como sendo uma "prática habitual" entre pessoas que se conhecem do futebol.
A juíza baseou, ainda, a sua decisão no depoimento dos peritos que analisaram o jogo em causa, e que afirmaram, unanimemente, que nada de anormal se passou durante os 90 minutos.
No final da leitura da sentença, a advogada Paula Godinho disse aos jornalistas que se tratou de uma "decisão justa", frisando que "se fez justiça".
Segundo a acusação, o então presidente do Gondomar estaria, supostamente, interessado em que a equipa de Sandim, Vila Nova de Gaia, perdesse pontos, já que esta também era candidata à promoção ao escalão superior tal como os gondomarenses.
Em troca do alegado favorecimento do seu clube, José Luís Oliveira prometia ao árbitro um "lanchezinho" da próxima vez que fosse a Gondomar.
O processo "Apito Dourado" teve na sua origem alegada corrupção e tráfico de influências no futebol profissional e na arbitragem.
c/ Lusa