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Paragens para hidratação resultaram à moda norte-americana
As paragens para hidratação resultaram à moda norte-americana no Mundial2026, assume o diretor-executivo do Instituto Português de Administração de Marketing (IPAM), vendo um novo momento para potenciar a maximização de receitas em jogos de futebol.
“De certeza que [essa novidade] resultou, até porque a experiência norte-americana, que é bastante sólida há muitas décadas e em diferentes modalidades, prova que estes intervalos são muito valiosos do ponto de vista comercial. Seguramente, geraram uma fatia adicional de receitas que, de outra forma, não existiriam”, reconheceu à agência Lusa Daniel Sá.
Visando proteger o bem-estar dos atletas, a FIFA aprovou a introdução de uma pausa obrigatória para hidratação de três minutos a meio de cada parte de 45 minutos em todos os jogos, medida inédita no principal torneio internacional de seleções e independente das condições meteorológicas e do enquadramento dos estádios, alguns climatizados e com tetos retráteis.
As paragens também fomentaram maior comunicação e indicações entre futebolistas e equipas técnicas e potenciaram novos espaços publicitários nas transmissões televisivas, cabendo ao árbitro colmatar esses minutos nos períodos de compensação dos 104 encontros do Mundial2026, que teve inédita organização tripartida entre Estados Unidos, México e Canadá.
“A FIFA utilizou uma fórmula inteligente, porque estas pausas foram uma boa maneira de não chocar o resto do mundo com a cultura habitual dos Estados Unidos, onde os jogos estão parados a toda a hora por tudo e mais alguma coisa. É preciso ter mais cuidado sobre o futebol e, havendo temperaturas altas e necessidade de hidratação, ensaiou-se à maneira norte-americana uma boa solução de tudo isto resultar”, referiu Daniel Sá.
Apesar das explicações da FIFA, as paragens foram criticadas por atletas e selecionadores e vaiadas nos estádios pelos espetadores, contribuindo para quebrar o ritmo e a tendência de certas partidas e assemelhando-as a alguns desportos norte-americanos, tipicamente divididos em quatro partes.
O presidente da FIFA, o ítalo-suíço Gianni Infantino, garantiu que a FIFA não ganhou “absolutamente nada” com esta questão e descreveu-a como “exclusivamente desportiva”, ao frisar que “todos os contratos publicitários estavam assinados” com as operadoras televisivas antes do Mundial2026, sendo que algumas rejeitaram exibir anúncios nas interrupções dos jogos.
“Uma boa parte não seguirá isto, mas, se calhar, algumas provas e países vão adotar soluções iguais ou parecidas, porque percebem que há algum potencial de maximizar receitas. Parece-me normal”, antecipou Daniel Sá.
Ao contrário das competições continentais sul-americanas de clubes, com pausas obrigatórias instituídas este ano, a UEFA não planeia alterar essas disposições regulamentares nos torneios por si tutelados, incluindo a Liga dos Campeões e o Euro2028, mas já prevê sempre interrupções em caso de temperaturas extremas, típicas da América do Norte nesta fase do ano.
Daniel Sá acredita que os Estados Unidos têm condições para se tornarem a “primeira grande alternativa” à Europa no futebol, apesar da supremacia de modalidades como o futebol americano, o basquetebol, o basebol ou o hóquei no gelo, num país que alterou o seu perfil populacional em relação a 1994, ano assinalado pela organização do Campeonato do Mundo a solo.
“É um país de imigrantes. Apesar de haver uma questão cultural ali e de terem as suas modalidades preferidas, acredito que este Mundial deu um impulso com muito significado. Não duvido de que haja cada vez melhores equipas e jogadores a quererem competir nos Estados Unidos”, finalizou.
Ao derrotar a bicampeã sul-americana Argentina, então detentora do título, na final (1-0, após prolongamento), no domingo, em East Rutherford, a campeã europeia Espanha conquistou o Campeonato do Mundo pela segunda vez, após 2010, e receberá uns inéditos anéis personalizados da FIFA, numa iniciativa inspirada na tradição do desporto norte-americano.
À imagem do Super Bowl, evento que consagra anualmente o campeão de futebol americano, a final do Mundial2026 teve pela primeira vez um espetáculo de entretenimento entre as duas metades e atuações musicais no relvado, com o intervalo a exceder os 15 minutos regulamentares.
Visando proteger o bem-estar dos atletas, a FIFA aprovou a introdução de uma pausa obrigatória para hidratação de três minutos a meio de cada parte de 45 minutos em todos os jogos, medida inédita no principal torneio internacional de seleções e independente das condições meteorológicas e do enquadramento dos estádios, alguns climatizados e com tetos retráteis.
As paragens também fomentaram maior comunicação e indicações entre futebolistas e equipas técnicas e potenciaram novos espaços publicitários nas transmissões televisivas, cabendo ao árbitro colmatar esses minutos nos períodos de compensação dos 104 encontros do Mundial2026, que teve inédita organização tripartida entre Estados Unidos, México e Canadá.
“A FIFA utilizou uma fórmula inteligente, porque estas pausas foram uma boa maneira de não chocar o resto do mundo com a cultura habitual dos Estados Unidos, onde os jogos estão parados a toda a hora por tudo e mais alguma coisa. É preciso ter mais cuidado sobre o futebol e, havendo temperaturas altas e necessidade de hidratação, ensaiou-se à maneira norte-americana uma boa solução de tudo isto resultar”, referiu Daniel Sá.
Apesar das explicações da FIFA, as paragens foram criticadas por atletas e selecionadores e vaiadas nos estádios pelos espetadores, contribuindo para quebrar o ritmo e a tendência de certas partidas e assemelhando-as a alguns desportos norte-americanos, tipicamente divididos em quatro partes.
O presidente da FIFA, o ítalo-suíço Gianni Infantino, garantiu que a FIFA não ganhou “absolutamente nada” com esta questão e descreveu-a como “exclusivamente desportiva”, ao frisar que “todos os contratos publicitários estavam assinados” com as operadoras televisivas antes do Mundial2026, sendo que algumas rejeitaram exibir anúncios nas interrupções dos jogos.
“Uma boa parte não seguirá isto, mas, se calhar, algumas provas e países vão adotar soluções iguais ou parecidas, porque percebem que há algum potencial de maximizar receitas. Parece-me normal”, antecipou Daniel Sá.
Ao contrário das competições continentais sul-americanas de clubes, com pausas obrigatórias instituídas este ano, a UEFA não planeia alterar essas disposições regulamentares nos torneios por si tutelados, incluindo a Liga dos Campeões e o Euro2028, mas já prevê sempre interrupções em caso de temperaturas extremas, típicas da América do Norte nesta fase do ano.
Daniel Sá acredita que os Estados Unidos têm condições para se tornarem a “primeira grande alternativa” à Europa no futebol, apesar da supremacia de modalidades como o futebol americano, o basquetebol, o basebol ou o hóquei no gelo, num país que alterou o seu perfil populacional em relação a 1994, ano assinalado pela organização do Campeonato do Mundo a solo.
“É um país de imigrantes. Apesar de haver uma questão cultural ali e de terem as suas modalidades preferidas, acredito que este Mundial deu um impulso com muito significado. Não duvido de que haja cada vez melhores equipas e jogadores a quererem competir nos Estados Unidos”, finalizou.
Ao derrotar a bicampeã sul-americana Argentina, então detentora do título, na final (1-0, após prolongamento), no domingo, em East Rutherford, a campeã europeia Espanha conquistou o Campeonato do Mundo pela segunda vez, após 2010, e receberá uns inéditos anéis personalizados da FIFA, numa iniciativa inspirada na tradição do desporto norte-americano.
À imagem do Super Bowl, evento que consagra anualmente o campeão de futebol americano, a final do Mundial2026 teve pela primeira vez um espetáculo de entretenimento entre as duas metades e atuações musicais no relvado, com o intervalo a exceder os 15 minutos regulamentares.